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A difícil arte de formar uma aliança

Boas leitores deste blog

Há quanto tempo?! Pois, o dia a dia me perseguia a cada instante e apenas hoje tomei a coragem para vos apresentar algo que verdadeiramente valha à pena ler.

O mais claro, simples e notório é chamado recrutamento inicial. Há que ter-se em mente  de que jogador A que se destacou noutro servidor, dificilmente chegará ao top neste novo servidor. Isto porque são motivações diversas, obrigações extra jogo completamente diferentes, conjunto de camaradas muito distintos… não será o mesmo em 90% dos casos. Os 10% remancescentes funcionam conforme os bots, agem por si só e não dependem de niguém… e até certa altura funciona, mas depois…

Pois bem…

Realiza-se a seleção primária e fundamental, com certa margem de candidatos, claro. Exemplo: deseja-se ter 50 membros?! Recruta-se 100 membros, que se der sorte atingir-se-à os 50 membros. Um fator que favorece a adesão de recrutas é a consideração moral perante a comunidade do Grepolis. Tendo um conceito razoável, teras possibilidade de atingir teu número desejado antes dos 80 membros convidados.

O segundo passo, e talvez o que gerará maiores conflitos internos, é a formação da LIDERANÇA. Pois dentre uma seleção de grandes nomes, todos poderão almejar estes cargos e permissões, mas apenas tu poderás por a ordem. Já que foi o estopim para que aquele grupo estivesse formado.

Passado os pormenores, agora é desenvolver as estratégias de domínio e tais desenhos tácticos variam de mentes para mentes. Visto isto, não irei por estas  nuances. Cabe a cada líder definir o que é melhor para sua equipa.

Todavia… O que mais torna cansativo é a velocidade do mundo. Àqueles que tendem a demorar devem ter uma postura de modificação constante da liderança. Porquê? Exatamente devido um único líder não poder estar a 100% à frente de uma aliança por 3 ou 4 anos – isto é sobre-humano. Tendo pessoas de confiança o revezamento é natural e quem saiu da liderança numa situação, normalmente retorna em época de maior disponibilidade ao jogo: um dos segredos chama-se ROTATIVIDADE!

O resto e demais dificuldades dependerão da força moral e do bem estar que a aliança demonstrará perante seus membros e adversários. Demais resultados in game dependerão da união e entreajuda estimulada pela liderança. O resto é receita de bolo, não é necessário repetir-se aqui.

Desejo sinceros cumprimentos e saudades aos meus amigos leitores. Peço-vos perdão pela demora, mas aqui estou a redimir-me. 😉

Opinião de ClaudioUFRN

Para que nunca caminhes sozinho. 

Alianças “premades”: Avanço ou retrocesso dos jogos em massa?

 

Com o desenvolvimento do jogo, e inter-relacionamento de vários jogadores entre as diversas alianças dentro de um servidor, a partilha e sincronia do método de desenvolvimento ocorre naturalmente. A relação torna-se inevitável, independentemente muitas vezes da bandeira, pois muitos jogadores tendem a manter contacto extra-jogo, tanto com amigos de mesma aliança, como também com adversários que admiram a postura no jogo.

Visto isso, a equipa de nosso blog resolveu contactar dois grandes jogadores desta plataforma disponibilizada pela InnoGames – Ricardofr e Vanyali – que possuem ideias distintas quanto à formação das chamadas premades. Vale salientar que a observância desta entrevista tem como aspecto fundamental a imparcialidade destes diferentes prismas, trazendo para os nossos leitores uma perspectiva de vantagens e desvantagens deste modelo de recrutamento que tende a dominar futuros servidores dos mais diversos jogos deste género.

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De início, o jogador Vanyali dará sua contribuição.

1. Primeiramente, gostaria de que expusesse o seu historial neste Grepolis. Discorra uma breve apresentação e a sua experiência no jogo.

Viva, chamo-me Diogo, tenho 20 anos e sou de Lousada (para quem não conhece, é ao lado de Penafiel).

Vou ser muito breve, porque senão descontrolo-me e ainda acabo por fazer um testamento sobre o meu historial.

Ora bem, conheci e comecei a jogar Grepolis em 05-03-2010 no Mundo Beta, registei-me 4 dias depois dele abrir e 2 semanas depois de surgir o Grepolis em Portugal (Mundo Alpha). Bem, passei por duas alianças efectivas: “Batattoon e Companhia” e “BOPE”. Ambas excelentes alianças, das melhores onde estive, especialmente a primeira.

Depois passei pelo Mundo Iota (ainda jogava no Beta) apenas porque um companheiro meu da BOPE me chateou demasiado. Mas desisti pouco tempo depois.

De momento, jogo no My e registei-me à pouco tempo no Ny.

Muito resumidamente é isto.

2. Qual é o seu conceito sobre aliança e finalidades desta?

Vou tentar ser o mais breve possível também, quer queiram, quer não, é-me dificil explicar tudo sem muitas palavras.

Conceito de aliança é muito simples.

Aliança é união de várias facções/regiões/países/impérios pelo que cada um tem uma palavra a dizer, pelo que não deveria existir uma liderança de x jogadores, mas sim todos eles serem a liderança, todos os outros cargos são meramente teóricos.

Junto disto, dentro da aliança devem ter todos o mesmo poder decisão, deve reinar a união e o divertimento principalmente.

Aliança, quando se é criada, obviamente que é para criar condições de vitória, mas não se pode esquecer da competividade do mundo, do divertimento, vosso e dos outros jogadores, que não têm a mesma possibilidade de fazer as coisas como muitos fazem, que não tem conhecimento de tantos amigos e que têm a infelicidade de não serem conhecidos (apesar de bons jogadores) nos outros mundos.

Não esquecer dos jogadores novos que entram, ainda estão a ver o Grepolis pela primeira vez e reparam logo que não têm chance nenhuma.

Uma aliança, apesar de ser criada para a vitória, serve para haver competições/guerras saudáveis com outras alianças, servem para conhecer novos jogadores e ensiná-los.

Aliança, é isso e muito mais. O que acontece nesses mundos recentes é totalmente o oposto disto… Criando uma instabilidade que só quem lá está é que não repara, a isso se chamava comodismo.

Foi a partir da “BOPE” que comecei a ser afixionado por alianças com menos probabilidades de vitória, e é isso mesmo que faço, lutar contra os supostos melhores e contra as mais poderosas, porque se ninguém o fizer isto não tem piada. Além de ser bastante divertido.

E entrei no Xi, grande parte por causa da premade, sorte é que também vim acompanhado, não com tantos membros, mas uns poucos que conheço.

3. Por que existe a sua preferência por esta modalidade de jogo e formação de aliança dentro do Grepolis?

Foi na “Batatoon” que comecei adorar alianças com 30 membros no máximo e foi na BOPE (como disse na pergunta anterior) que comecei a adorar alianças com pouca probabilidade de vincar no mundo.

Porquê de lutar numa aliança do meu tipo? Primeiro: poucos membros; segundo: conheces muito melhor as pessoas que lá se encontram e conheces novos jogadores; terceiro: lutas com os supostos poderosos do mundo, sendo eles mais e melhores; quarto: ainda tens o privilégio de lutar contra os teus ex-companheiros e gozar com eles de vez enquanto (xD); quinto: a dificuldade é muito mais acrescida pelo que se torna muito mais saborosa cada vitória. Querem mais razões?

4. Aponte a vantagem, de acordo com seu ponto de vista pessoal, sobre a estratégia oposta a sua.

Uma aliança premade tem praticamente todas as vantagens que a aliança do meu tipo não tem. E o simples facto disso é que todos os jogadores se conhecem. E se ainda forem mais membros que os adversários, já nem preciso comentar, certo? Porque uma das coisas mais difícies de uma criação de uma aliança desde o zero é arranjar membros activos, participativos, ensinar ou trocar de hábitos, que eles tinham noutro mundo, quer no fórum da aliança, quer no jogo. E como ainda não se conhecem, a probabilidade de correr mal é maior do que numa premade.

5. O que o impede de tomar o caminho contrário ao que você notoriamente defende, haja vista todos termos o livre direito de mudar de opinião? Quais os prós e contras para esta medida actualmente contraditória?

Porque não faz parte de mim estar numa aliança onde sei que a probabilidade de vitória é muito maior do que a derrota. Eu gosto de estar sempre na barricada oposta. E sei, porque já tive em ambas as barricadas, que agora gosto mais deste lado. E só pelo simples facto de ter uma maior dificuldade é que me concentro mais no jogo, porque se tivesse numa boa aliança e com as costas protegidas por todos os lados nem me dedicava a isto como faço. Apesar de eu me achar um jogador mediano, simplesmente pelo facto de que nunca sou constante do início ao fim, isso faz de mim um jogador banal comparado a muitos que nem falados ou conhecidos são.

6. Agora, relate resumidamente sobre esta evolução que o jogo tem vindo a demonstrar e defina os rumos futuros das alianças que formar-se-ão de acordo com seu conhecimento do Grepolis.

Eu sei que é normal a formação de premades, cada vez mais. Eu não digo para não se juntarem com os vossos companheiros num novo mundo. Podem e até devem, mas nunca numa proporção exagerada, 10/15 no máximo, assim aproveitavam para descobrir novos jogadores e fazer novas amizades. E têm a possibilidade de ter outros vossos companheiros como adversários e garanto que irá ser engraçado.

Mas como eu sei que isso nunca irá acontecer, porque com a implementação das maravilhas haverá sempre quem tenha mais olhos que barriga, sugiro o seguinte: porque não, nos próximos mundos, as alianças terem como 25 membros como limite dos mesmos? Bons jogadores eram distribuídos por várias alianças e competividade triplicava. Pensem nisso.

7.    Finalize com palavras para seus amigos e leitores de nosso blog.

Quero agradecer pela entrevista e pela escolha da minha pessoa. Espero que também não esteja muito mau e chata, porque bem sei que torno-me chato quando começo a escrever. Espero que tenham gostado e acima de tudo que tenham entendido o meu ponto de vista.

Abraços e continuação de bom jogo.

 

 Agora veremos a partir do prisma de nosso colaborador Ricardofr:

1. Primeiramente, gostaria de que expusesse o seu historial neste Grepolis. Discorra uma breve apresentação e a sua experiência no jogo.

Comecei no mundo Zeta, na altura o “mundo recomendado”, sem perceber bem o jogo. Iniciava sessão apenas para gastar recursos e fechava a janela. Com o tempo, o jogo começou a absorver as minhas horas de lazer até que decidi dedicar-me e aprender um pouco mais.

Ataquei com birremes, com espadachins, arqueiros e fiz imensos ataques cheios de tropas sem faróis. Tudo fez parte da minha evolução “in-game”. Acredito que tenha feito todas as asneiras possíveis. (risos)

Recebi um convite de uma aliança, “Castro Nemetacia”, onde conheci muitos dos amigos com quem jogo ainda hoje (um ano e três meses depois). Os fundadores da aliança abandonaram o seu posto e aceitei o desafio de liderar pela primeira vez uma aliança.

O interesse pelo jogo aumentou significativamente quando senti a “responsabilidade” de comandar um grupo de guerreiros, muitos deles mais experientes que eu. Ora, não gosto de fazer má figura e empenhei-me a sério para absorver o máximo de informação possível.

Entrei nos mundos seguintes com o objectivo de conhecer outros líderes e outros jogadores, absorver o máximo de conhecimentos e aplicá-los no Zeta. Fiz bons amigos e inimigos no Theta e Lambda.

O grupo de amigos e conhecidos foi crescendo. Como alguns jogavam em mundos diferentes, sempre tivemos o desejo de poder jogar juntos de novo. Até que chegou o Xi e aconteceu o desejado reencontro.

Hoje, mantenho essa dedicação ao jogo e em continuar a aprendizagem, pois no Grepolis há sempre algo para aprender.

2. Qual seu conceito sobre aliança e finalidades desta?

Para mim, uma aliança deve ter poucos membros, ter uma liderança firme e com poucos líderes, não ceder aos pactos e manter uma postura ofensiva temível. Toda a sua estrutura deve começar no “n.º 1”, o fundador. Deve ser presente, bom comunicador, capaz de movimentar as massas, figura de respeito e confiança. É a peça chave e fundamental, não existem muitos com este perfil.

Estar numa aliança é jogar pelo colectivo e para o colectivo, nada de individualismos. Cabe ao “n.º 1” manter os jogadores individualistas fora dela e manter o rigor na escolha dos seus membros e novas recrutas.

Sim, sou a favor do centralismo no Grepolis. A opinião dos membros deve ser sempre ouvida e respeitada, mas as decisões só devem passar por um. Se os membros entrarem neste espírito, tudo é resolvido mais rápido e a aliança torna-se uma potência ao domínio do mundo.

Costumo dizer que a aliança é como um reflexo do seu líder, tudo depende da sua postura.

Vejo imensas vantagens em planear a estrutura da aliança antes do início do servidor. Basta ver que as melhores alianças que passaram nos mundos PT, foram planeadas antes do seu começo.

3. Por que existe a sua preferência por esta modalidade de jogo e formação de aliança dentro do Grepolis?

A criação de uma aliança antes da abertura do servidor já acontece a bastante tempo, porém, só no último mundo foi mais debatido no fórum do Grepolis, mais um sinal de evolução da comunidade. O prazer de poder jogar com alguns velhos amigos, num grupo coeso e determinado é algo que todos queremos.

Formar uma aliança é uma grande responsabilidade, daí deve ser um ato pensado e planeado com antecedência.

Ter a lista de membros definida, assim como toda a estrutura da aliança, é sinal que os jogadores do Grepolis PT estão cada vez mais selectivos e à procura da perfeição e sucesso nos seus projectos.

4. Aponte a vantagem, de acordo com seu ponto de vista pessoal, sobre a estratégia oposta a sua.

Entrar no servidor sem nada definido é algo que eu não acredito que exista actualmente. Antes de entrar num novo mundo, todos falam com os amigos, combinam a direcção a seguir e a aliança que vão participar. É normal querermos jogar com quem já conhecemos, é normal o ser humano preferir o conhecido ao desconhecido.

Contudo, se posso considerar isso uma vantagem, ao entrar num novo mundo, sem combinar nada com ninguém, provavelmente seria emocionante a nível individual. Poderia até tentar jogar sozinho contra alguns jogadores inmigos perto de mim, sim… Até poderia ser engraçado.

5. O que o impede de tomar o caminho contrário ao que você notoriamente defende, haja vista todos termos o livre direito de mudar de opinião? Quais os prós e contras para esta medida actualmente contraditória?

Se eu pretender ter um grupo forte, criar um bom núcleo e dominar uma zona do mundo, vou optar por criar uma premade. Caso queira divertir-me por alguns dias, na incógnita sobre a minha permanência no mundo, irei sozinho e logo se vê.

Não sou um jogador individualista, gosto de atacar e defender junto com alguns amigos, para mim essa é a essência do Grepolis, o espírito de equipa. Logo, se entrar com uns amigos e criar uma aliança, será uma premade.

6. Agora, relate resumidamente sobre esta evolução que o jogo tem vindo a demonstrar e defina os rumos futuros das alianças que formar-se-ão de acordo com seu conhecimento do Grepolis.

É notório que a cada novo mundo existem mais alianças premade, pois o Grepolis PT tem um bom número de membros activos, experientes e amigos feitos em mundos antigos. O que é um bom indício de competitividade nos novos mundos.

Neste novo mundo a grande discussão foi por isso mesmo,  o aparecimento com maior notoriedade das alianças premade que, por acaso, desde o mundo Beta existem. Neste mundo foi mais comentado e abordado o tema, pois alguns jogadores sentiram que o desafio seria enorme. Contudo, todos aqueles que contrariaram as premade, acabaram, inconscientemente, criando também, pois é assim que se intitulam alianças planeadas antes da abertura do servidor.

Acredito que a tendência será essa, a formação de grupos pré-definidos, aumentando assim as possibilidades de chegar ao tão pretendido Mundo Herói. Estou certo, que será esse o caminho para uma maior competitividade dentro dos servidores portugueses e os constantes desafios que esses grupos fortes terão que enfrentar.

As batalhas cada vez serão mais difíceis e os combates entre alianças serão cada vez mais “acesos”, mais demorados, com maiores picos de adrenalina e noites com poucas horas de sono, isso é Grepolis.

Veremos na abertura do próximo mundo se a tendência se confirma ou não.

7.    Finalize com palavras para seus amigos e leitores de nosso blog.

Agradeço ao Cláudio a oportunidade de falar um pouco dos meus conceitos sobre o Grepolis e a todos os leitores do blog, por dispensarem alguns minutos de leitura debruçados sobre as minhas palavras.

A todos os jogadores, continuem a inovar, a lançar novas estratégias e novas tendências, mostrem “fair-play” dentro e fora do jogo. Continuem a jogar ao lado daqueles que vos dão mais gozo e diversão como parceiros, sem fechar portas a novas amizades.

Mantenham o dinamismo na criação de novas alianças, no rigor da sua gestão e principalmente apostem em mais diversão, é esse o intuito de um jogo como este.

 

Ambos demonstraram com clareza as suas perspectivas quanto a esta tendência que domina a cada vez mais os servidores que estão a abrir. Sempre na procura de maior competitividade, seja na busca ou não de amigos a acompanharem, vale sempre lembrar a premissa: o objectivo do Grepolis é a diversão, emoção e muitas noites acordadas dos amantes desta plataforma de jogo.

Mass Recruit vs. Aliança Pequena: qual o melhor caminho?

À priori, há uma necessidade de quebrar este velho mito que ocorre dentre os mais diversos mundos do Grepolis:

 Alianças Mass Recruit é sinal de má qualidade dos jogadores e/ou gestão, culminando em insucesso. Trata-se de uma mentira.

Acontece que em sua maioria, uma deficiência de gestão pelos fundadores inexperientes e|ou incapacitados, onde procuram apenas ranking de pontos, e não dão a mínima quanto ao recrutamento nem perfil dos membros que acabara de integrar-se à esta nova ally.

Tentarei trazer de uma forma prática, e de leitura rápida, as vantagens e desvantagens de cada estratégia traçada conforme a formação de uma aliança. Veremos, com o decorrer da leitura, que de ambas obtém-se bons resultados, tudo dependerá da administração, como também do feedback de seus integrantes.

 

 

Começaremos pela mais comum, e que mais facilmente se desenvolve: Mass Recruit.

O termo em inglês significa Recrutamento em Massa. Isto é, leva-nos a acreditar que não existe critério preciso para entrada na aliança, e o objetivo em geral é juntar a maior quantidade de membros numa só equipa. O grande desafio está na gestão de um grande número de jogadores, os quais não possuem a mínima empatia, e possivelmente não haverá.

São jogadores muitas vezes desconhecidos entre si, e que aceitam o convite de entrada na aliança devido ao único atrativo de ser a TOP no ranking de score num início de servers.  Muitas vezes não são observados sequer a média de pontuação, ranking de atacantes, nem de combatente.

Todavia,

O grande segredo das Mass Recruit, e principal fator que a faz cair, é a gestão. Tem de haver uma boa estrutura organizacional, com hierarquia verticalizada, e uma LEAD bem definida.  Na maioria das vezes, o líder é inexperiente como já citado acima, e escapa-lhe o comando sobre seus membros, havendo dicotomias dentro da própria aliança e figuras distintas de lideranças tomam a frente de um grupo que não observa a figura de um único líder. Num ponto crítico, sob pressão dos adversários, ocorre que a ruptura é inevitável e a fragmentação acontece de forma natural.

A centralização de permissões pode ser uma grande saída. Ressalto, apenas as permissões devem ser evitadas, mas os títulos são quase que obrigatórios. Isto é, deve-se atribuir cargos e testar o membro à medida que assume. Via de regra, o player ambicioso por cargos tende a não desenvolver um bom trabalho após nomeação, dando-lhe o respaldo de exoneração do mesmo. De uma forma geral, os membros tendem à ociosidade e longos períodos de paz. A diplomacia baseia-se na formação de aliança com as equipas adversárias além da criação de academias que driblam a capacidade máxima do mundo, a guerra é a última instância desejada. O ápice deste segmento obtém-se com a visualização de um mapa completamente azul e seus membros rodeados de aliados.

Observa-se facilmente que integrantes destas alianças não se preocuparão na produção de tropas e a tendência ao desenvolvimento dos edifícios que geram recursos é claro e notório.

Esta estrutura acaba por garantir a inactividade a longo prazo e aproveitam-se das desistências internas para promover o crescimento daqueles que resistem ao tempo. A lógica está em manter sempre um backup de bons jogadores e partilhar a ally em grupos distintos de jogadores:

  • Players de alto nível: são os gestores e formadores de opiniões. Possuem perfil de líder e sua possível perda é considerada crítica para a quebra da aliança;
  • Players de baixa qualidade: são as fontes de birremes e tropas defensivas para o grupo acima. Sempre quando solicitados lançam tropas para protegê-los. Quando isso não acontece, são conquistados. Frente à baixa capacidade de desenvolvimento, não promovem resistência.

Se garantir uma diplomacia benéfica junto de outras alianças TOPs e mantiver a ordem hierárquica com respeito perante seus membros, sem dúvida esta linha estratégica é a mais segura, como também aquela de crescimento mais facilmente alcançado.

Num outro prisma de formação de equipas e convergência de jogadores, num enfoque contraditório ao primeiro descrito, encontra-se as Alianças Pequenas por simples ideologia de jogo.

Já agora, para quem está à procura de muita adrenalina, noites mal dormidas e olheiras durante todo o dia, eis que a melhor opção é uma aliança de poucos jogadores, sendo todos participativos e altamente seleta. Por volta de seus 40 membros, neste caso, a prioridade dar-se-á à qualidade, contrastando com a quantidade, exactamente o oposto das Mass Recruit.

Acontece que o desenho estratégico deste tipo de aliança é garantido por uma defesa no estilo de falange, alta interação entre seus membros e uma sintonia com grau mais próximo da amizade, pois um grupo assim requer acima de qualquer outra coisa: UNIÃO!

Sim… UNIÃO, a maior de todas as virtudes para este esquema tático. No sentido literal da palavra companheiro, haja vista sua etimologia mais aceite:

Derivado da expressão «cum panis», onde «cum» é a preposição com e «panis» é o substantivo masculino pão, o que lhe dá o significado de participantes do mesmo pão. Isso dá a ideia de uma convivência tão íntima e profunda entre duas ou mais pessoas, a ponto destas participarem do mesmo pão, para o seu nutrimento.

Neste tipo de aliança, todos os membros são vistos como parte fundamental desta, compartilhando o mesmo grau de importância. A figura do líder é simbólico, não necessitando o destaque de comando centralizador de forma mais acentuada, até porque todos são nivelados. A ajuda mútua é obrigatória neste sistema, onde o “elo fraco” não pode existir. Se um falhar os demais podem sofrer graves consequências, pois a moral, quanto a motivação, ficarão abaladas.

Apesar de exigir extremamente destes jogadores, obrigando-os a uma exaustiva dedicação e tempo on-line, este estilo de jogo é cobiçado por uma parcela considerável dos amantes do Grepolis.

Claramente, pode-se considerar outras classificações derivadas desta, como também não se espera que sigam com rigidez as definições e características aqui apresentadas.

Todavia,

são estilos distintos para perfil de jogadores distintos, opções que devem ser escolhidas com muito critério, e ponderar algumas variáveis determinantes, tais como tempo disponível e perseverança do jogador, como também dos demais integrantes da equipa.

O importante é que garanta muita diversão e entretenimento, essencial para aqueles que procuram estas plataformas de jogos da InnoGames.