Arquivo da categoria: Diabo&Anjo

Em todas as sociedades existe sempre uma luta entre o bem e o mal social, apenas arbitrado pela nossa forma de ver o mundo…
Aqui revêm-se as lutas entre:
– o Advogado do Diabo, o defensor do pecado carnal e viver o momento tal como ele se apresenta…
– O Anjo da Guarda, algo mais que a voz da nossa consciência, uma persona que entende a necessidade de agir de acordo o que o presente irá construir para o nosso futuro.
Estes dois são apenas censurados por um Deus pai e pagão deixando ao acaso do tempo e do azar de cada um…

O mosquito irritante…

Uma vez que se iniciou um novo ciclo de sátiras e maus dizeres porquê parar? Eu também não vejo motivo para tal e assim dedico-me a mais uma leve “diarreia mental”.

Há momentos em que a única coisa que estamos à procura é de um pouco de paz e sossego e surge sempre uma ou mais personagens que nos tiram do sério.

Naquela fúria do momento salta um rol de questões como:

–       Oh amiguinho, não tens mais nada para fazer?

–       Já vi gajos a pedir moedas que são menos chatos!

–       Deus é gaja e está naquela altura do mês para te mandar para estas bandas?

–       Por amor de deus, digam-me que depois de teres aprendido a falar fecharam a tampa de saneamento!

Entre muitas outras frases de mau gosto, com mais ou menos piada.

Mas há medida que os lentos segundos vão passando, fico com a sensação de que a presença do objecto irritante deixa de ser perceptível e faz-me lembrar as calmas noites de verão, cheias de calor… e, sem mais nem menos, começa aquele zumbido irritante do mosquito.

E é neste momento que chega a minha epifania – “oh praga! Eu se fosse a ti bazava daqui enquanto ainda vais a tempo!”

Claramente os mosquitos são irritantes e dão umas “trincas” chatas aqui e acolá… contudo, como quase tudo na vida, tais parasitas persistem apenas enquanto há paciência. E se eles fossem inteligentes compreendiam que o melhor que têm a fazer é dar uma breve trinca e fugirem antes de esgotarem a paciência das pessoas.

Afinal de contas, devemos de dar um pequeno espaço de manobra a essas criaturas… considerando a quantidade de amigos, colegas e familiares que esborrachamos contra o para-brisas na autoestrada…

Condolências,
Advogado do Diabo

f8 (triste) de 2011

Mal sabiam as pessoas o que o destino (f8 – fate) lhes esperava na conferência do Facebook deste ano. Desde 2007 que se realiza o Facebook f8, uma conferência para profissionais e investidores.

Alguns de nós foram felizardos de não assistir ao atraso de 15 minutos para o arranque da conferência, ou assistir a 10 minutos de palhaçada do sósia do Mark Zuckerberg. Na realidade, estes até foram os melhores 10 minutos de toda a conferência.

Contudo quem não teve a oportunidade de estar presente pode ver a “keynote” completa na página do evento (não aconselhado).

Após terem sido perdidas quase 2 horas a ver a conferência, é caso para fazer de novo a pergunta “Afinal quem inventou o Facebook?” – podemos contar com a “inovações” do Facebook – o timeline, ou seja um novo layout e nada mais. Os planos da empresa dizem é ser mais social e lightweight (leve) o bombardeamento. Eu por outro lado vi algo diferente, fiquei a saber que o fundador do Facebook, tem um mini-cão que lhe chama de besta/monstro (Beast) com quase 200 mil amigos (parece ter mais sucesso que o dono…) e que cozinhar é a nova cena na interacção social…

Honestamente, não se pode deixar de apontar críticas à nova experiência social, especialmente quando tentam impingir que o nosso perfil são os primeiros passos de uma (nova) conversa, se assim é, não é também devidamente importante o “não gosto”? Falo por mim, mas nos primeiros 30 minutos de uma conversa hoje era bem capaz de dizer não gosto do Facebook…

Outra ângulo estranho nesta conferência, é claramente para onde está a virar a social media, ou para onde o Sr. Zuckerberg nos quer levar? Partilhar mais? Trocar a experiência de uma nova conversa por um perfil e um timeline? Ao que parece o objectivo de partilhar é governado pelo curso do fundador da empresa, ora se ele agora gosta de cozinhar precisamos por no perfil as receitas que sabemos fazer? Ou então ele quer-nos mostrar os passos que teve de dar para “inventar o Facebook” com uma timeline? – receptivo a dúvidas, à semelhança do primeiro homem a ir à lua…

Mas, alguma coisa tinha de ser positiva nestas duas horas de tortura… Toda a postura do CEO do Facebook trouxe finalmente a resposta a algumas perguntas que tinha vindo a formar neste ano. Após ver as conferências da Microsoft, Google e Apple, não consegui deixar de perguntar-me – “Mas porque raio estes fulanos estão todos a virar-se para o Twitter quando o Facebook é que tem as massas?” – Se virem a conferência irão claramente ver que não basta apenas ter-se sorte para se triunfar no mercado. É necessário manter os nossos aliados bem perto, sejam eles grande ou pequenos.

Em suma, o Facebook irá continuar a crescer porque ainda tem uma boa cota de mercado e ainda não decidiram remover aquilo que fez o seu sucesso (grupos, eventos, etc.), mas com os updates recentes (Facebook email, novo chat, etc.) outros segmentos como o Twitter e o Google+ podem contar com os dissidentes sociais.

Ressuscitado pelo Zuckerberg,
Advogado do Diabo

Facebook!?

de: http://www.ipjornal.com

Nos últimos meses tenho acompanhado na imprensa diversos artigos relativos ao facebook e ponderado como este veio alterar a nossa vida…

Espero que este seja o tal artigo que finalmente escrevo de inicio ao fim sobre as redes sociais, visto que passou ano e meio que iniciei o primeiro esboço sobre esta temática tão em vogue nos dias actuais. Ano e meio atrás… A minha primeira ideia era demonstrar como o facebook tinha vindo a substituir o Hi5 (para quem ainda se lembra deste).

A história…

O Hi5 iniciou a sua actividade em 2003, seguindo o exemplo dos seus rivais Friendster e MySpace, e teve um enorme sucesso no mercado português, aquilo que hoje se chama de “geração X” iniciou o cyberdating como práctica comum e a geração (Y) actual quase que já nem vive sem esta.

O Hi5 foi noticiado pela Newsweek em 2009 como sendo o euro trash do facebook, à medida que ia perdendo a sua cota de mercado para este novo produto. Este ano foi claramente o ano em que o facebook marcou-se como líder de mercado, deixando para trás o orkut (gigante da Google no Brasil), Hi5 (mercado Portugues), Friendster, MySpace, …

Motivo de sucesso?

O facebook acabou por triunfar sobre os restantes por um motivo muito simples, consegui juntar as funções que nos agradaram dos concorrentes e removeram aquilo que era altamente frustrante de ter de aturar. No facebook podemos estar ligados aos nossos amigos e aumentar a nossa rede social de uma forma uniforme e sem os efeitos ridículos que o Hi5 permite… era irritante abrir a página de uma pessoa e ser bombardeado com uma banda sonora tirada de um filme de Bollywood (Hollywood da Índia)…

E aquela miúda gira que vimos na outra festa, que ficamos apenas com o nome? Como podemos a encontrar? Com 50% de probabilidade basta irmos à página do evento, porque de certeza que existe, e vermos quem disse que ia…

Até à poucos dias, falava-se que se não estava no Google é porque não existe… hoje poderemos começar a dizer que se não está a fotografia no facebook não é verdade.

Partilhamos vídeos, fotos, links tal como no MySpace, procuramos as pessoas que tem interesses similares aos nossos tal como faríamos no Orkut, Hi5, etc… Cada vez estamos mais ligados aos amigos e aos “estranhos (amigos)”.

Problemas evidentes do Facebook

Logo no topo das reclamações está a privacidade, este é de certeza o maior risco e a pior das reclamações. Pois o facebook é uma maquina de guerra no que toca à privacidade, nós conseguimos controlar quase tudo o que queremos que a outra pessoa saiba de nós, ou um dado grupo.

É neste aspecto que o facebook realmente triunfa em relação aos seus concorrentes… Podemos ter um perfil para aqueles com quem somos próximos e queremos partilhar a nossa vida, com os colegas de escola, com os colegas de trabalho, com os futuros engates, com os desconhecidos, etc. Isto tudo com umas poucas horas de trabalho de configuração da conta.

Para mim, o real problema do facebook é quem nós somos… se visitassem o meu facebook pessoal, pensariam que eu era apenas borgas e bejecas com os amigos, que passava a vida a fazer férias e a viajar… Sim, eu faço isso tudo! Mas também tenho os meus maus momentos e são esses os maus momentos que podemos optar ou não por partilhar com os nossos “amigos”… será que desejo partilhar com o mundo que terminei uma relação de x tempo? Ou que estou em casa doente? Entre muitas as outras coisas…

A questão que se levanta com a privacidade, não é tanto de uma configuração de permissões, quanto a de educação daquilo que quero partilhar com o mundo! Naturalmente se acabei uma relação e estou preparado para voltar a reatar uns laços com uma amiga que na altura foi apenas um momento estranho seria simples alterar o estado e ver a aparecer no mural, esperar um pouco até os comentários começarem a chover… e se isso não chegasse, dar um toquezito à amiguinha…

A privacidade acaba sempre por ser o quanto nos queremos expor e o passo que a sociedade virtual leva. É nada mais nada menos que uma imposição de limites a nós e não a um espaço virtual.

Facebook vs (LinkedIn, Xing, …)

Já estivemos a divagar como o facebook interfere na nossa visa social, contudo começa a ser uma pratica comum usar o facebook como rastreio de candidatos a empregos. Isto é, pode até ser muito divertido sair com os amigos apanhar umas cervejas a mais e tal, mas ter essa fotografia como a de perfil é a causa numero 1 para se perder uma oportunidade de emprego… isso e as fotografias que fazem as outras pessoas pensarem que são uns pobres coitados desalojados que não têm a possibilidade de arranjar um quarto…

(neste momento: há pelo menos uma pessoa a pensar e as fotos que já estão as pessoas num quarto? Simples, voltem a ler a política de utilização do facebook e depois comparem com a de um Tube qualquer que não é o YouTube!)

Voltando ao assunto anterior, o LinkedIn, Xing e outros continuam a ter um espaço muito importante no mercado visto que é um motor de busca baseado em aptidões e contactos profissionais sem grandes laços à vida boémia das pessoas. Visto que o facebook ainda não permite a busca de dados profissionais.

Facebook vs wiki

Nesta altura alguém deve estar a dizer, que devo andar parvo e acabei por tocar num aspecto que não tem nada haver… Afinal de contas o facebook até se liga à wikipedia…

Esta comparação é feita como fruto da comunidade estudantil dos tempos que correm, ora fosse eu capaz de esquecer numa apresentação de um trabalho universitário estar a ver o orador a ler de uma folha de papel cujo cabeçalho tinha o logo da wiki…

Assim sendo, para fins de argumentação digamos que a wiki é uma fonte valida de conhecimento.

O facebook na área das ciência sociais ainda é melhor! A wikipedia, na bastarda ciência (social) é sempre a interpretação de alguém, já o facebook são os dados fiáveis para analisar uma hipótese e formular a nossa interpretação.

Ainda ontem estava a ler um artigo divinal do Telegraph sobre as relações e o facebook. Que passo a resumir:

“A maior taxa de ruptura de relações acontece à segunda-feira e antes do dia dos namorados” o artigo ainda explicava mais alguns aspectos sobre a “Spring-break” como sendo o ponto alto, contudo em Portugal deverá ser seguro dizer que isso deve ocorrer em tempo de queimas e outras festividades universitárias. Mas deixo-vos aqui o gráfico para tirarem algumas conclusões engraçadas, relembrado que o estudo foi feito em base das mensagens de mural.

O futuro?

O facebook foi uma revolução significativa na forma de comunicarmos, mas não foi a melhor invenção desd’o pão fatiado sem côdea. Neste momento está a atingir o seu auge, contudo todos os modelos apontam para o seu decréscimo futuro e “substituição”, da mesma forma que este substitui em parte as SMS pelas mensagens de mural.

Qual será a próxima revolução instrumental na nossa forma de viver? Ainda é cedo para determinar, mas se ela ainda não se estiver a materializar já deve andar num papelinho qualquer ou na cabeça de alguém (quem sabe se não na vossa).

Conclusão (se há alguma a tirar)…

Os perigos e benefícios da internet somos nós que os criamos, cada qual é responsável por determinar que dados decide tornar públicos e quais as suas afiliações.

Não devemos culpar avalanche tecnológica pela falta de privacidade, quando somos nós que permitimos ser arrastados por ela… seja na nossa vida profissional, social ou amorosa.

O espaço virtual está realmente cheio de pessoas parvas, contudo nós temos sempre a opção de bloquear a nossa vida a essas pessoas, tal como no dia-a-dia físico.

Ninguém é obrigado a nada…

O defensor dos pecadores,

Advogado do Diabo.

Anatomia: uma má discussão

Quem nunca teve uma discussão? Apenas aquele que ainda está para existir pode dizer que não teve uma discussão mas brevemente irá perceber que isso não dura para sempre enquanto estiver a competir com os restantes milhares de concorrentes da existência enquanto ser.

Há boas e más discussões como tudo na vida, a única coisa certeira é que nada é perfeito. A boa discussão, se é que existe é aquela em que aprendemos algo e mudamos algo em nós perante o mundo. Já a má discussão é o puro desperdício de ar em que pelo menos uma das partes não está interessada em construir algo de produtivo após essa discussão.

Recentemente, tive a experiencia de viver várias discussões e tive algum tempo para parar e puxar-me para fora do cenário bélico e tentar ser a Suíça no conflito. Rapidamente consegui ver que ambas as partes estavam erradas, nem tanto no que se discutia, fosse correcto ou errado o que tinha sido feito, ou quem tinha feito o pior. Pois ambas as partes tinham pecado, contudo o verdadeiro erro nem era discernir qual das partes poderia ter maior quota na razão, mas sim a postura que já levam para a discussão, ora quando um queria ceder o outro claramente atacava, e quando se chegava à discussão seguinte os papeis acabavam por se inverter.

A anatomia de uma má discussão não está na discussão em si, mas sim no que rodeia, ou melhor dizendo no intervalo da discussão. São todos aqueles pequenos (e grandes) detalhes que vamos fazendo ao longo do tempo apenas para fazer a outra pessoa se sentir mal.

O sentimento de desconforto, o por sal na ferida e os actos egoístas são resultados são fenómenos de “bola de neve”.  Há gesto que são “delicados” outros mais grotescos, mas todos eles contribuem para a má discussão e destruir os motivos que levaram as duas partes a discutir.

Quando olho para trás e anatomicamente disseco a minha discussão sei que no inicio tive razões, mas diversas acções e palavras proferidas levaram-me a perder o motivo original da discussão, contudo estas mesmas acções e ditos levaram a outras reacções que por sua vez também fizeram o outro lado perder parte da razão ganha, e assim sucessivamente.

O resultado é inevitavelmente uma má discussão, pois focou-se sempre nas causas e não no compromisso de solução que funciona-se e satisfizesse ambas as partes.

Resumindo aquilo que nada diz, as discussões são inevitáveis e acabam por ser um exercício de cedências e esquecimentos do egoísmo do ser, devemos querer algo para o futuro e não arrastar o que passou.

Há uma expressão típica que diz “forgive and forget” que dispensamos rapidamente nas discussões, contudo uma má discussão demasiado longa resta-lhe apenas o “forget” e ninguém está mais interessado no “forgive”.

Um dia mais sábio,
Anjo da Guarda

Pérolas da vida: a universidade

Já lá vão meses que aqui não escrevia, contudo esta semana começa algo tão único na vida de muitos que não podia passar em branco, as inscrições na universidade. Quero dedicar este artigo a todos que me ajudaram nos meus percursos académicos, a quem começa agora o seu, aos meus pais (por toda a sua paciência), aos amores e ódios que acumulei neste percurso e a ti.

Nada pode contextualizar o inicio de aulas na universidade que a expressão “vida nova”. Hoje começa o primeiro dia da tua vida, e nada será como foi… tudo agora é novo, é como uma montanha russa cheia de cores, sorrisos, lágrimas, realizações, desesperos, felicidade e tristeza.

Esta é a oportunidade para te reinventares, e decidires quem irás ser e quem não irás ser… esquece os valores de outros tempos, pois ao entrares no templo do saber irás ao longo dos anos compreender que não és quem pensavas que eras, que és capaz de mais que alguma vez sonhaste e menos que imaginavas.

És um filho “bastardo” dos deuses, que serás amado e odiado, que amarás e desprezarás seja pelo corpo docente, pelos colegas, pela família, pelos amigos e restantes. E no final serás não o que queres ser mas aquilo em que te transformaste, agora está tudo nas tuas mãos – o futuro é teu e só teu. Ao longo, dos vários anos e várias universidades aprendi lições únicas para a vida, que hoje partilho contigo,

1- A praxe…

Tal como as típicas cervejas do bar com os amigos, a praxe também deve ter limites, não lhe fujas mas também não sejas cego e cedas ao excesso. Na praxe vais conhecer outras almas tão perdidas como tu, vais encontrar aquele lado humano que tanta falta faz depois de todo o passado ter “desaparecido”. Contudo tem cautela, pois esse lado humano é mesmo humano e irá te desiludir várias vezes.

2- O passado… presente…

O passado pertence no passado, é apenas uma recordação de quem foste e o que tinhas… é uma bagagem que carregas contigo. À medida que vais fazendo as tuas viagens nesta nova aventura vais te esquecendo de peças pelos “hotéis” da vida… são poucas as coisas que não consegues substituir. Inevitavelmente irás perder o contacto com aqueles que não estão ao teu lado, sejam amigos, inimigos, amores, hábitos, entre outros. À medida que o tempo for passando, volta a ler esta dedicatória e lembra-te, é um novo inicio e não é fácil, mas também não tem de ser mau.

3- O futuro…

Apenas um conselho te posso dar, isto é se ainda não aprendeste até agora… tudo o que fizeres hoje vai mudar o teu mundo amanha. Não percas as tuas oportunidades! Sê um bom aluno, distingue-te do rebanho! Sê um bom companheiro e terás sempre alguém com quem contar. E Sê fiel às tuas decisões, aprende a viver com as tuas escolhas, vais sempre perder e ganhar, afinal de contas “quando Deus fecha uma porta, abre uma janela”.

4- Amores…

Agora que deixas para trás aqueles têm um lugar especial no teu coração, e por mais que queiras acreditar que tudo vai correr bem, tens de aceitar que o mais provável é isso não acontecer. É habitual dizer-se para outras situações “coração que não vê é coração que não sente” o mesmo aplica-se aqui, corações separados deixam de sentir. Guarda com carinho o que fica agora para trás, tenta manter aquilo que realmente é importante o respeito, a amizade. Por vezes é melhor abrir mão que fazer outros sofrer… Não te digo para ires correr e acabar tudo que tens, mas que te prepares para quando acontecer… lembra-te do ponto 2, sê um bom companheiro e não terás de passar por isso sem ajuda.

5- O curso…

Se este não é o que queres, não desistas… aprende o que tens para aprender e sê bom. No final tens a recompensa, podes fazer um mestrado, podes tirar outro curso… Acredita que há sempre novas oportunidades no futuro que hoje não vês…. A mudança é boa, mas tempo perdido em que não ganhas nada é apenas deitar a tua vida fora.

6- Erasmus…

Vai! Segue! Aproveita o que mundo te pode mostrar… Segue as estrelas e sonha… arrisca viver a tua aventura! Apenas faz isso na melhor altura, vai no segundo ano, as equivalências são difíceis e podes ter que precisar recompor a tua vida académica, se fores no fim do curso poderás precisar de mais um ano…

7- Sonha…

Tudo é possível quando te esforças por isso. A tua vida começou agora tudo o que quiseres é possível desde que faças por isso.

Não deixes que os sonhos te fujam das mãos porque não tens a coragem de os agarrar. Tenta apenas te arrepender do que fizeste…

A tua vida está aqui e agora! Tudo depende de ti, sê audaz e mostra-me o melhor que há em ti!

Acredita em ti como eu acredito em ti.

Fiel companheiro,

Anjo da guarda

14 de Fevereiro…

Dizem que esta data é especial dos corações apaixonados, uma espécie de Natal para os casais… Bem, o estado nem considera esta data especial, ora não consta no calendário dos feriados oficiais e creio que sabemos que o estado tem vindo a apostar no aumento das taxas de natalidade…

O dia de São Valentim, na teoria é aquele dia do ano para os pares apostarem e fazerem algo especial na sua relação. Graças a este santo temos um dia para nos preocuparmos com a cara metade… pois nos restantes 364 dias do ano devemos descansar de tais esforços…

Na realidade, considero o dia 14 de Fevereiro de 2010 uma data muito especial pois é Ano novo lunar no calendário Chinês! Uma celebração única e digna de se ver. Este vasto país e místico já nos remotos tempos estavam isolados das convicções do correcto (a visão ocidental) e prosseguiu a sua própria cultura e identidade única, deixando para trás os calendários julianos e gregorianos.

O dia 14 de Feveiro deste ano, marca-me um tempo de reflexão sobre quem somos, de onde vimos e para onde vamos…. Ou seja um Quo vadis de ano novo. Há muito a ser dito sobre as nossas origens e diluições da nossa cultura, ora um exemplo que não consigo deixar de fora é a numeração. Ora nós povos latino romanos, abandonamos a numeração romana pela árabe mantendo a nossa escrita em letras latinas, já os povos árabes mantém o seu alfabeto mas utilizam a numeração indiana.

Que tem isto tudo a ver com o dia 14 de Fevereiro? Nada e tudo, o dia 14 é um dia especial para muitos por uma questão meramente cultural, mas continuará a ser sempre assim? Vejamos mais um dado curioso desta data, este ano de 2010 o dia dos namorados coincide na proximidade do Carnaval. Se tivesse de fazer algo de diferente e especial nesta data apostaria numa viagem romântica… o destino da maioria das pessoas com certeza seria Paris, contudo como cidade de romantismos não haja dúvida que iria eleger Veneza, mas nesta data é a semana do festival da carne (carnaval) nesta cidade.

Então levanta-se a questão, o dia dos namorados será? Um dia como os outros? Algo especial e romântico? Um novo início? Ou a folia do Carnaval?

O Santificado Advogado do Diabo.

Lua Nova

Recentemente fui ver este filme, duas vezes, para piorar a minha sina infelizmente não havia como recusar a segunda ida… contudo acabou por ser uma saída proveitosa – pois consegui ver o filme com outros olhos e questionar-me sobre o paradoxo que me tinha passado um pouco ao lado derivado à companhia da primeira visita ao cinema.

Intrigantemente, ambas as vezes a sala estava cheia e ambas as vezes o filme foi aplaudido como a melhor historia de romance desde “Romeu e Julieta” – titulo proferido por uma pessoa qualquer sentada nas imediações. Naturalmente, fiquei um pouco chocado que a breve passagem de um filme noir sobre tal romance pudesse alguma vez desencadear tal comentário. Ora Julieta foi outra dama de outro tempo… como a Lua Nova claramente mostra.

Os meus valores morais são um pouco fora do comum e tenho quase sempre uma abordagem pragmática a quase tudo que me rodeia, especialmente naquilo que toca no foro emocional. Contudo não consegui ficar perplexo com a atitude da heroína (Bella) deste filme (e digo filme num duplo sentido), mas mais incrível consegue ser a reacção do público. OK! É ficção, mas mesmo assim, uma sala cheia de casalinhos e a opinião geral passar por “que bela história de amor” entre os suspiros das rapariguinhas a questionarem-se porque não podem viver algo do género…

Sem querer contar o filme, digo apenas que grande parte do filme acaba-se por se resumir numa tentativa da Bella esquecer o namorado com um amigo, contudo durante o filme todo ela está apenas a utiliza-lo para aquecer um espaço vazio. Isto seria aquilo que eu diria o “rebound” ou voltar ao jogo, porém isso só seria possível se de facto houvesse algo ali entre os dois e não uma espécie de relação parasitária dela para com o amigo.

É certo e sabido que muitas pessoas fazem isto, mas sempre que em circunstâncias normais sociais alguém conta uma historia dessas é um trinta e um daqueles dos valores morais e o abuso dos sentimentos das outras pessoas, e bla bla whiskas saquetas… Então interrogo-me em pequenos momentos, como é que as mesmas pessoas que rapidamente passam atestados de “sacanice” a ouvir tais historias reais podem lançar suspiros no final deste filme?

Ora bem, eu já fui “acusado” de ser o inimigo publico #1 do amor e dos corações apaixonados, crimes dignos que enforcamento em hasta publica. Ainda que tais frases e discussões acesas nunca me incomodaram, hoje acordo a olhar para um mundo diferente. Sei que tudo aquilo que disse continua a ter lógica para mim, mas também vi que não é por tais ditos serem recebidos (varias vezes) com duas pedras nas mãos deixam de fazer sentido aos que ouvem, reflectem-se nos nossos desejos reprimidos e não pronunciamos pelo medo social.

Pois tais suspiros no cinema não fazem com que a situação vista fosse mais ou menos penosa que as relações gratuitas, tornam-se apenas mais fáceis de aceitar porque todos à volta assim o fazem e seria errado discordar com as massas. Prova-se assim, que com o passar do tempo, com os estilos diferentes, religiões distintas, e todo aquilo que dizemos que fazem de nós algo diferente são apenas meras ilusões… Na realidade, “cada pessoa é única e especial como todas as outras” – fonte desconhecida – quer isto dizer que cada vez mais temos uma visão do mundo globalista do grupo onde estamos e a nossa entidade pessoal está diluída neste.

Resumindo, as pessoas são prisioneiras pelos seus desejos no seu próprio corpo onde a sua liberdade condicional é apenas atingida no consenso de um grupo que tal permita.

É caso para dizer eu penso no que eu quero
Advogado do Diabo

De olhos postos nos céus e mãos nos bolsos

O título deste artigo é deveras sarcástico e irónico, pois irei escrever um pouco sobre um tema da actualidade, que recentemente fez capa numa revista de generalidades, o aquecimento global. Ora não fosse na bela Dinamarca que se reuniriam lideres das várias potências mundiais para discutir o ambiente. Faz lembrar um evento que não faz assim tantos anos, a Cimeira da Terra que ocorreu no Rio de Janeiro.

Abri este artigo com um título que acho que faz jus às preocupações do momento, chegamos a um ponto na história do homem em que nos vemos ameaçados pela forma que tratamos o planeta que nos alberga correndo o risco deste nos expulsar, porém sem tecnologia nem ponto de destino quando isso acontecer. Desta forma, começamos a ser obrigados a pagar as rendas que ficaram para trás e pagar os juros dos comportamentos dos “nossos” antepassados.

Contudo, o mundo é todo ele menos unido ou igual… o Socialismo fracassou e as riquezas estão dispersas, de tal forma que dividimos os países em nomes como “desenvolvidos”, “ricos”, “subdesenvolvidos”, “em vias de desenvolvimento”, “pobres”, “de terceiro mundo… enfim os nomes são tantos.

Quando olhamos para a história do nosso planeta também conseguimos sem grandes esforços ver que os países ditos desenvolvidos foram aqueles que lá chegaram pelas suas atrocidades (para com o ambiente), veja-se o caso do Reino Unido, onde na sua capital encontramos o fenómeno smog (fumo com nevoeiro). Contudo este são também os países que hoje tentam liderar práticas mais ecológicas e incutir as mesmas aos restantes países.

Costuma-se dizer que os países subdesenvolvidos estão a séculos dos desenvolvidos e quando falamos em protecção da natureza isto é uma realidade quase inevitável, a poluição gerada por estes é elevada mesmo que menor dos países industrializados durante a revolução industrial. Contudo são estes que devem pagar o progresso milenar dos restantes? E de que forma?

Um argumento apresentado constantemente por vários dos países “mais poluidores” é qual o motivo que o seu desenvolvimento deve ser afectado pelos “crimes ambientais” praticados por outros? Afinal de contas, não foram eles… E assim começa uma guerra que transcende estados, empresas, pessoas, ideais e vontades.

Quando, logicamente, chegamos à conclusão que para estes países pagarem o preço do desenvolvimento de um grupo restrito de países é preciso que lhes paguem a eles, sendo o valor da etiqueta neste caso de diferentes géneros numa altura que o sistema financeiro está em apuros… a solução parece ainda estar longe e a boa vontade dos líderes destas potências transforma-se rapidamente em apenas mais um acto de poluição (pois os aviões também poluem).

Assim ficamos a olhar para os céus com as mãos nos bolsos, pairando apenas a dúvida temos as mãos nos bolsos porque? Procuramos ver quanto temos para pagar desta renda, ou simplesmente esperamos que o céu nos sorria?

Também a olhar para o céu,
Anjo da Guarda

super-califragilisticexpialidocious

O Natal é aquela data especial para todas as idades e de tão diferente forma diferente… Nesta quadra lembro-me sempre de diferentes fases da minha vida, quando era miúdo, jovem inconsequente, jovem adulto e quase-quase adulto…

Quando era miúdo…

Na flor da idade olhava para o calendário à medida que o dia 25 de Dezembro se aproximava e começava a escrever a carta ao pai natal que depois entregava aos meus pais para eles enviarem no correio. À medida que montava a arvore de natal preparava estratagemas de como apanhar o pai natal em flagrante e “cravar” mais uns presentinhos… no inicio adormecia sempre, mas com o passar dos anos a minha resistência às tardias horas aumentava e lá consegui ver o pai natal. Contudo a minha irreverência não me fez ganhar mais presentes…

Enquanto jovem inconsequente…

Nesta fase, já tinha mais perguntas existenciais que propriamente o que o pai natal traria… como por exemplo, quem tinha inventado o Natal… Bem o padre da paroquia sofreu muito com este dilema, contudo irei deixar apenas o resumo do extenso combate… Na realidade a palavra Natal é directamente associada ao nascimento de Jesus de Nazaré, contudo varias das tradições que hoje temos do natal são importadas à adoração a Yule (também por vezes conhecido por Thor, na mitologia viking). Na realidade, já antes do nascimento de Cristo haviam rituais pagãs perto do final de Dezembro associados ao solstício de Inverno (21-Dezembro) entre os quais o corte do pinheiro. Assim, durante o cristianismo da Europa, tal como outras épocas especiais foram importados rituais pagãs para as práticas católicas (outro exemplo é o dia das bruxas, dos finados e todos os santos).

Contudo, nesta altura da minha vida procurava mais a minha vida social fora das quatro portas do lar, doce lar que propriamente à mesa de casa (acreditem é uma fase). Sendo assim o natal passado entre a família e a alcateia.

Enquanto jovem adulto…

Esta fase para mim foi marcada pela universidade, claramente o facto de a minha universidade ter sido a milhares de quilómetros de casa implicou que começa-se a dar um pouco de mais valor às tradições familiares. Estes foram os anos que realmente parti à descoberta do mundo e vivi nas mais diversas culturas tendo visto imensas formas de observar o mundo, a religião e a sociedade… contudo o Natal era aquele momento de voltar às origens e partilhar em família tudo aquilo que tinha absorvido e o mundo me quis oferecer.

E com toda a certeza o natal foi quando aprendi com a Dorothy: There’s no place like home. – Wizard of Oz (1939). [sidenote: vejam o filme, é um clássico!]

Quase-quase adulto…

Pouco mudou, entre este e o momento anterior… a vida continua a atirar-me para vários cantos do mundo sem dó nem piedade, mas os natais continuam a ser sagrados em família… marcados apenas pelas alterações do agregado familiar, pois a idade dos miúdos de antigamente agora transforma-se em pessoas responsáveis que começam a preparar novos capítulos na vida. Sendo que começam a ser apresentadas à família as futuras aquisições para as próximas equipas de natal. Afinal de contas nada diz compromisso como levar a namorada para casa no natal…

No futuro!?

Bem… será provavelmente viver todas as experiências que passei pela perspectiva do observador… e claro que ensinar às gerações vindouras o “supercalifragilisticexpialidocious” – Mary Poppins (1964).

Um bem-haja ao S. Martinho…

Finalmente esteve aí o Verão de São Martinho, após um domingo de chuvas e ventos que tudo que apetecia era ficar em casa e nem pensar em sair debaixo dos cobertores São Martinho apareceu com um excelente tempo.

E que podemos fazer quando a oportunidade bate à porta desta forma? Aproveita-la e desfrutar este dia com prazeres simples da vida. Acordei esta manhã já atrasado para os meus afazeres e enquanto decidia o que vestir olhei lá para fora para ser apanhado de surpresa (agradável). Lá me vesti de pé ligeiro e parti para os meus afazeres do dia-a-dia, porém nas tarefas rotineiras do costume olhava para a janela e o sol sorria para mim… tornado aquilo que estava a fazer ainda mais aborrecido.

Optei por ser honesto para com os meus pares e comigo mesmo, levantei-me e disse – peço imensa desculpa, mas este será provavelmente o último dia destes nos próximos tempo e vou aproveitar. Sai porta fora e pegava no telemóvel, estava a marcar o número de uma amiga (residente numa zona costeira) que raramente tenho oportunidade de estar.

Passei rapidamente por casa para deixar os agasalhos extras, pois quando saí não acreditava muito que tão bom tempo fosse ficar. Peguei nos meus óculos de sol e fiz-me a caminho, entrei naquela via rápida para perder o mínimo de tempo possível… e a dada altura olho para a velocidade e já ia bastante acima do limite legal e da velocidade permitida – contudo não abrandei. Nisto ia a ouvir o meu mp3 – o qual já precisa de umas musicas novas – e apreciar o dia.

Rapidamente cheguei ao meu destino, e fui almoçar com a minha amiga e depois fomos até uma explanada ter uma conversa que era capaz de matar as formigas de tédio, mas nem por isso menos estimulante.

Agora, já em casa e depois de tão espectacular tempo, não consigo deixar de pensar que há pequenas coisas que nos realizam tanto (mesmo que por apenas alguns momentos). Não posso dizer que tudo o que fiz foi moralmente correcto, mas posso dizer que a gazeta, o excesso de velocidade, entre outras coisas – ditas erradas – realmente valeram a pena.

Assim, obrigado S. Martinho!
O Anjo da Guarda

PS: sou anjo, mas não sou santo 🙂