Diplomacia – Necessário ou antiquado?

5 de Julho de 2010
By Rafita King

Com o evoluir do servidor português de Die-Stämme, se há algo que notei, é que a mentalidade dos jogadores tem mudado muito consoante a sua experiência em jogo. Neste caso venho falar de assuntos diplomáticos que cada vez são vistos com piores olhos pelos jogadores mais experientes (e não só…).

Vejamos: o mundo 1, primeiro mundo do servidor, era um mundo de alianças, PNA’s e famílias. Hoje em dia, o mundo 17, é um mundo dominado por tribos individualistas.

Mas comecemos por onde se começa sempre… pelo fim (estou a brincar, vamos começar pelo princípio).

O princípio é o mundo 1. Um mundo com jogadores experientes, alguns dos mais antigos do servidor português, mas dominado por famílias. Ora, não devia contrariar isto o que se pensa? “Diplomacia é para noob!” Mas se apenas os noobs querem diplomacia, então porque razão o mundo 1, composto por jogadores experientes, tem tantas famílias? Ora, a minha resposta é: Talvez a Terra não gire em volta do Sol (Está bem, nós sabemos que a Terra gira em torno do Sol, mas literalmente o significado das minhas palavras é “Talvez nem tudo tenha de ser regido pela lógica”).

Nos últimos mundos lançados, quando a aba dos mundos é aberta e, obrigatoriamente, a secção de “Política e propaganda”, denotam – se muitas críticas a líderes que decidem criar família no mundo. Mas serão as críticas merecidas?

Vamos avaliar os diversos pontos de vista em relação a assuntos diplomáticos:

  • Maior segurança para os novatos – Os jogadores recém – chegados ao jogo, se inseridos numa tribo com um grande número de aliados ou pactos não agressores, serão mais dificilmente atacados e parte – se do princípio de que, quando o forem, poderão pedir apoio a toda a tribo e possivelmente aliados, recebendo assim maior suporte nas suas necessidades;
  • Menos guerras – Em tribos que preferem evoluir os seus edifícios e manterem – se à margem da violência de um mundo, o facto de haver muita diplomacia faz com que mais dificilmente alguma tribo entre em guerra com eles, ou porque são aliados de todo o continente ou porque têm tantos aliados que nenhuma tribo se atreve a fazer uma declaração de guerra;
  • Lugar mais elevado na classificação – se há poucas guerras, a tribo pode perfeitamente pensar em evoluir apenas edifícios já que as tropas não lhes servem de praticamente nada. Subindo praticamente apenas edifícios, ganham – se mais pontos e como resultado a tribo sobe mais na classificação de continente e geral (mas não na de Oponentes Derrotados…).
  • Recrutamento em massa – em casos de famílias, e na maior parte dos casos, o que importa é ter o máximo de pontos azuis no mapa, como tal é adotado o recrutamento em massa de elementos para a tribo (embora alguns deles tenham uma qualidade e atividade duvidosa).
  • Grande inatividade – em casos de famílias, se demasiado grandes, o fórum torna – se confuso e isso leva à desistância, por parte de bastantes membros, de responder no fórum e mais tarde, desistem inclusive de o ler. Além da inatividade a nível de fórum, devido ao recrutamento em massa, grande parte dos membros estarão com bola amarela ou vermelha, pois não vêm ao jogo à bastante tempo.
  • Muito trabalho – o líder da tribo mãe, sendo considerado líder de toda a família, tem uma quantidade enorme de membros para gerir. Se gerir quarenta já é complicado e toma grande parte do nosso tempo, então liderar por vezes mais de duzentos é estafante e quase impossível. O líder quase não evolui e mantém – se no mundo graças a apoio dos membros da sua tribo / família que o ajudam com recursos e tropas para o defenderem de ataques.

Ora, se acima foram abordadas as alianças e famílias, principalmente, agora irei avaliar os Pactos de Não – Agressão.
Mas o que é um PNA afinal? Basicamente, é um pacto de os líderes / diplomatas de duas tribos fazem em que cessam fogo entre ambas as tribos (ou então proíbem a sua existência). Mas é um PNA realmente vantajoso?

  • Cessar – fogo –  em casos de ataques mútuos entre ambas as tribos, e quando uma tribo (ou ambas) vê que está a ficar demasiado debilitada, o cessar – fogo é a melhor opção. Terminam os ataques e os jogadores podem repor os danos a que foram sujeitos.
  • Proibição de ataques – muitas vezes, quando uma tribo se começa a sentir ameaçada por outra eventualmente mais forte, contacta o diplomata / líder da tribo indicada para que um PNA seja feito. Desta forma, nenhuma das tribos se atacarão mutuamente (se bem que nestes casos a tribo que mais fica a ganhar é a mais fraca [não necessariamente em pontos]).
  • Pouca lealdade – sendo que um PNA não é uma aliança ou uma família, estes apenas servem para evitar ataques entre as tribos. Não são de todo vinculativos, e não significam que se um membro de uma das tribos for atacado por uma tribo alheia, a tribo que tem um PNA com a tribo do jogador sob ataque o apoie.
  • Pouco espaço de evolução – aqui há dois casos, que passo a explicar. Por vezes uma tribo faz um PNA com uma outra, e o elemento X que se encontra na fronteira de uma das tribos até nem é afetado com isso visto que a outra tribo está bastante longe dele e em nada influencia o seu crescimento. Porém, com o passar do tempo, tanto o elemento X como os elementos da outra tribo crescem e vão, inevitavelmente, acabar por se cruzarem. Ora, sendo que nem o elemento X pode atacar nem ser atacado, o seu crescimento vai ser condicionado. No outro caso, quando o PNA é acertado, já o elemento X se encontra rodeado de roxo  que condiciona o seu crescimento. De notar que quem aqui é tratado como elemento X pode ser um grupo de indivíduos.

Por fim, existem as fusões. Estas não são propriamente diplomacias, mas sim, basicamente, o envio de um convite a todos os membros da tribo X para entrarem na tribo Y, com devida permissão do líder (normalmente).
Claro que também há vantagens e desvantagens.

  • Subida na classificação – se a tribo tem agora mais membros, a sua pontuação aumenta e, pelo menos na classificação de continente (e na classificação geral) irão receber uma melhora significativa.
  • Perda de identidades – a tribo absorvida, e por vezes a que absorve, perdem a sua identidade original. Mudam os nomes, há alterações na liderança, mudam alguns princípios e muda o fórum interno.

Como forma a não ouvirem (lerem) apenas a minha opinião, deixo aqui também a opinião de três elementos da equipa do Tribos e três utilizadores do fórum.

Ora, aqui ficam as opiniões dos utilizadores de fórum:

mjmm: “A diplomacia, tal como as tribos, é de extrema importância para o jogo. Um jogador sozinho não é nada, uma tribo sozinha não é nada. Só é possível algum futuro no jogo se soubermos manter um equilíbrio entre a expansão da tribo e a diplomacia.
Para conciliar estes fatores, os pactos ideais são os PNA’s. Digo os PNA’s porque o termo aliança, se fosse utilizado no seu verdadeiro sentido, tribos aliadas seriam as famílias que vemos pelos diversos mundos. Poucas são as tribos em que há uma verdadeira interação como aliados. Por norma as pessoas só se lembram de aliados para os tempos de guerra. Fora isso, querem lá saber da ‘aliança’ (quer dizer, PNA). Desde que não haja ataques, tudo bem.
Com o desenvolvimento da tribo, chega-se à parte em que a diplomacia se torna asfixiante. Se fossem PNA’s, tudo bem, acabou um acordo estratégico de paz temporária anteriormente acordado entre as tribos. O pior é a parte em que se retiram as alianças. Muitos não vêm as coisas assim, mas retirar uma aliança é como tirar uma tribo da família! Desfazem-se alianças como se desfazem PNA’s…
Ultimamente, alguns líderes têm abusado no número de tribos das famílias. Isto reflete-se mais tarde no bloqueio da expansão da tribo, causado pela própria família, que não foi devidamente pensada pelos líderes. Quero ver se resolvem o problema da mesma maneira que revogam os pactos com os aliados…”

-InvalidKing-: “Sobre a diplomacia entre tribos, eu não posso dizer que sou a favor nem contra, porque pode ser útil a algumas tribos e menos útil a outras!
Por exemplo a diplomacia numa tribo como a myMYM Meet Your Makers (tribo em que faço parte no mundo 17) a diplomacia não nos serve muito, apenas para os inimigos!
Agora uma tribo no Top 30 e 40 costuma ter sempre aliados e PNA (Pactos de Não Agressão) e aí a diplomacia torna-se muito importante!
Agora as fusões também costumam ser muito úteis para o desenvolvimento e é sempre uma ferramenta útil para tribos que queiram desenvolver – se mais rápido mas pode haver sempre problemas por haver mais líderes e podem haver confusões!”

Trincas King: Bem, para mim, famílias são ‘pactos’, que algumas tribos fazem com outras tribos. Normalmente, sabemos que há uma família quando o nome, ou a sigla, são parecidas. Muito inúteis, estes pactos. Só aumentam a desorganização entre várias tribos. Quanto a alianças, são pactos em que uma tribo ajuda, enviando apoio, recursos. Enfim, arranjam maneira de se protegerem. Tem muita vantagem em ter uma aliança, exceto que ficarás com pouco espaço para ‘farmar’, se a tribo que é tua aliada, for grande e estiver ‘coladinha’ a ti.Já os PNA’s (Pactos de Não-Agressão), é quando uma tribo faz um acordo com outra tribo em que não se atacam. Não revela grande vantagem este tipo de acordo, mas evita que uma certa tribo nos ataque. Também há as fusões. Fusões, normalmente são inúteis. Mas, quando, por exemplo, uma tribo está a ter um mau rumo, ou o lider está ausente, às vezes uma fusão torna-se vantajosa. Claro, sobe-se na classificação de pontos, mas, para além disso, não tem muitas mais vantagens.”

Também a equipa deu a sua opinião sobre este assunto e aqui ficam as opiniões deles…

bebesinha:Não sou apologista das fusões, salvo raras exceções (da experiência que tenho) todas correm mal, há sempre alguem que se julga superior ou então são feitas com a finalidade de subir rápido na classificação (isto é quase como fazer recrutamento em massa). Normalmente os jogadores mais participativos acabam por se desmotivar pois de repente ficam rodeados de um mar azul e com poucas perspetivas de evoluir.
Não concordo com PNA’s, a unica vantagem  é de o mapa ganhar uma cor mais bonita (gosto do roxo).
Quanto a alianças, apenas aquelas que por motivos estratégicos possam dar alguma vantagem à tribo, mas poucas, senão acaba por acontecer o mesmo que com as fusoes – fazer alianças só por fazer para salvar a posiçao geográfica de alguns membros nao é de modo algum vantajoso, arranjar muitas alianças só para se ter as ‘costas’ protegidas para se atacar determinado inimigo soa a cobardia…. alianças mesmo apenas me agrada a que tenho no dedo.”

shanan: “Eu acho que hoje duas tribos podem ser da família e amanhã já não o serem (aprendi isso no mundo 1).
Acho que tudo depende da relação existente entre as tribos e os seus elementos. Enquanto estiver tudo organizado, enquanto estiverem a ganhar guerras, e estiverem todos contentes, corre tudo às mil maravilhas.
Agora quando o cerco aperta, as guerras aumentam, os ataques aumentam e as perdas aumentam, aí sim é que se vai ver se a família tem tudo para dar certo ou não.
R
elativamente aos PNA’s, para mim é apenas um adiar de guerras. Significa que existe alguma coisa que impede as tribos de serem aliadas e ou elas transpõem esse obstáculo ficando aliadas, ou então mais dia menos dia serão inimigas.

DaisyBe: “Ao jogar num mundo existem sempre fusões e famílias. Mas chega a uma determinada altura do jogo, em que se estabelecem por definitivo as alianças. Os PNA’s acho ‘engraçado’, porque nem são aliados nem inimigos. Ficam praticamente neutros esses jogadores. Porque se alguem se atacar passam automaticamente para inimigos. É uma ótima estratégia, quando temos duas frentes em guerra”

Aqui fica este artigo sobre a diplomacia entre tribos, resolvi não abranger os Inimigos pois se tudo correr bem ficará para um outro artigo totalmente dedicado a estes :)

2 Responses to Diplomacia – Necessário ou antiquado?

  1. Paskal on 7 de Julho de 2010 at 14:23

    Bem não resisti em comentar este artigo porque está muito bom mesmo.
    Cada vez à menos diplomacia e actualmente todos querem é guerra e aldeias (todos queremos aldeias mas as abandonadas também existem por algum motivo não é só para farmar) e a consequência disso é que cada vez se começa mais cedo guerras.

    O mundo 17 começou relativamente à pouco tempo e no forum respectivo ao mundo 17 já se comenta guerras em que apenas os top’s das tribos tem mais que uma aldeia. No fim os de classificação mais baixa acabam prejudicados porque quando podem conquistar aldeias e podem atacar o inimigo ficam apenas as sobras que os top’s da tribo deixaram.

    Na minha opinião diplomacia é uma coisa que se deve usar com sabedoria e não à toa como muitos fazem, depois queixam-se com falta de espaço para conquista.
    As tribos devem evoluir e quando não houver espaço para mais que duas tribos no continente ai sim começa-se uma guerra.

    PS: Rafinha quando é que vem o novo episódio da Irmandade do Mal?

  2. O Noob on 31 de Julho de 2010 at 19:15

    Relativamente ao mundo 1, pergunta ao ricardo o porque de haver tantas famílias no pt1, caso n saibas, no inicio as tribos não tinham limites de membros;).
    Uma ultima observação podiam arranjar pessoas mais experientes e com opiniões fundamentadas:P

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