Inimigos, meus (a/te)mores
Antes de começarem a ler este artigo aviso – vos para tomarem cuidado e não se desmazelarem. Durante a leitura deste artigo poderão estar a ser lançados ataques às vossas aldeias e não pretende que tenham mais baixas por causa de mim

Ora, o prometido é devido e como vos disse no artigo “Diplomacia – Necessário ou Antiquado?”, cá estou eu para falar desta feita acerca dos inimigos e das guerras.
Este tipo de diplomacia, é, como diz o título, amado por uns e temido por outros. Por norma, é amado pelos jogadores com mais experiência no jogo e/ou que elevam as tropas aos edifícios. E costuma ser temido pelos jogadores novatos e/ou aqueles que preferem construir edifícios a fazer tropas.
Mas na realidade, inimigos é (muito) diferente de guerras. Vejamos: um líder pode ter como inimiga uma tribo na diplomacia, mas na realidade nem sequer estarem em guerra. Por isso para mim, desde estarem marcados como inimigos a realmente o serem, vai uma grande distância. Por isso hoje em dia o conceito de inimigo no Tribos é algo relativo e abstrato.
Mas quais são os motivos que levam à existência de inimigos? Bem, podem ser bastantes…
- Expansão territorial – a tribo que se quer expandir encontra como obstáculo outra tribo, o que acontece é que é declarada guerra para se avançar no território. Neste caso, por norma a guerra não é levada até ao fim, apenas se mantém enquanto o território esteja em jogo.
- Actos inadmissíveis – uma tribo comete algum acto menos correto para com a outra, o que leva a uma guerra. O objetivo é a tribo que foi sujeita a tal acto mostrar que não está a brincar no mundo e que não admite tais faltas de respeito. Esta é uma guerra pelo orgulho e é quase sempre levada até que uma das tribos desapareça (quase) totalmente.
- Liderança – duas tribos lutam entre si pela liderança do continente, o que leva a uma guerra pelo primeiro lugar. Esta por norma dura até que a outra tribo deixe de competir por tal posto (por ter perdido muitos pontos).
Nas guerras, podem acontecer duas coisas: ou se ganha ou se perde. Porém estes conceitos não estão em igualdade para com ambas as tribos. O que quero dizer é, basicamente, que a tribo que declara guerra, ou ganha ou é humilhada. Já a tribo que foi declarada como inimiga, ou perde ou sai vitoriosa com grande júbilo. Talvez por esta razão muitos líderes prefiram adiar uma declaração de guerra, esperando por uma declaração do lado contrário, mesmo quando é óbvio que a guerra existe e ambas as tribos se atacam mutuamente.

Continuando, quando a guerra é declarada por um dos líderes, é normalmente levada para o Fórum Externo. Um dos líderes vai (ou devia ir) à secção do mundo em questão e cria um tópico na “raiz” do mundo. Ora, hoje em dia cada vez as guerras são anunciadas à comunidade com mais pomposidade. Se antigamente se postava uma mensagem a dizer que a guerra estava aberta, por vezes postava – se a mensagem de declaração de guerra enviada por um dos líderes, e as estatísticas, hoje faz – se isso tudo mas agora também se utiliza um programa de edição de imagem para colocar uma imagem bonita no tópico
Ora, lá acima referi estatísticas. O que é isso de estatísticas e quão importantes são?
Estatísticas são basicamente comparações feitas através de uma ferramenta externa, TW Stats, que compara as duas tribos (nomeadamente as conquistas de ambas, num determinado período de tempo). A sua importância há muito deixou de ser apenas mostrar à comunidade quem leva vantagem. As estatísticas agora são manipuladas de forma a baixar a autoestima da outra tribo, mostrando resultados que na realidade não passam da consequência da falsificação das mesmas.
E se bem que por vezes tais estatísticas são contestadas, acabam sempre por surtir algum efeito – distrair a tribo contrário para algo que não passa de uma distorção da realidade.
Também já devem ter ouvido falar das famosas “Guerras de Lanceiros”. Estas guerras não passam de guerras que acontecem no início de um mundo. Na maior parte do casos as tribos já têm espadachins, vikings e até outras tropas, mas são assim chamadas por se passarem no princípio do mundo e terem como objetivo o saque de recursos. Mas não se deixem enganar por estas guerras… É certo que ainda não há nobres para se conquistarem as aldeias inimigas, mas os constantes ataques e saques, se tiverem sucesso, em muito condicionam o crescimento do adversário! Também há algo importante a denotar: mesmo a tribo que leve vantagem acaba por ser muito prejudicada, por durante o tempo de guerra além de ter perdido recursos para a outra tribo (mesmo que, eventualmente, poucos), também passou muito tempo e recursos a fazer e repor tropas, tempo e recursos esses que podiam ter sido aproveitados para evoluir o nível de alguns edifícios. Não estou com isto a dizer que fazer muitas tropas é mau – apenas que nesta fase do jogo não são necessárias tantas tropas assim.
Termino assim este artigo, esperando que as baixas desse lado tenham sido mínimas ou nenhumas

Sem tirar nem por, concordo com tudo o que disseste