Entrevista a blade20, líder da tribo vencedora do Mundo 44

Boa tarde blade20!
Primeiramente, em nome da Equipa de Tribos, felicitamos-te pela vitória no mundo 44, parece ter sido feita história no servidor português.

1- Antes de falarmos de tribos, podes falar um pouco de quem és fora do jogo?

Durante o meu percurso no tribos já fui um pouco de tudo fora dele, desde estudante, a desempregado, e agora trabalhador. Felizmente o meu emprego actual obriga-me a estar no computador muito tempo o que me facilita vir dar umas espreitadelas ao jogo.

2- Tiveste mais algum nick para além de blade20?

Joguei no mundo 18 como Pandora corp. a pedido de uns amigos, mas de resto sempre joguei com o mesmo nick, e caso jogue em mais algum mundo o nick blade20 será para manter. É com este nick que fiz coisas boas e más, mas principalmente é este nick que os amigos reconhecem.

3- Qual foi o teu 1º mundo no servidor português?

O primeiro foi o mundo 5, mas quase nem conta porque nem sabia distinguir tropas de defesa de tropas de ataque e entrei nesse mundo já ele ia bem avançado. Onde a dedicação começou a ser maior foi sem dúvida a partir do mundo 12, onde aprendi muito com jogadores como Lili.p, minha líder na altura, ou VITORO, meu companheiro de ataque desse mundo.

4- Quais são as características que mais gostas num mundo?

Uma das que mais gosto será as igrejas, por um lado retiram tropas que podiam ser usadas em guerra mas por outro permite o uso de um maior numero de jogadas estratégicas, além de obrigar até os jogadores mais inexperientes a jogar em núcleos o que acaba por ser benéfico para todos. Depois claro, um bom grupo de adversários é sempre essencial. Não gosto de coisas demasiado fáceis.

5- Para ti, o que é o mais importante numa tribo?

União, jogadores que joguem para a tribo e não o contrário.

6- Como te consideras como líder?

Quem poderia avaliar melhor serão os meus jogadores, eles é que sentiram na pele quando eu estava alegre e quando estava mal disposto. Mas aquilo que procuro seguir é ser o primeiro a fazer aquilo que peço aos meus jogadores, ou seja, dar sempre o exemplo. Depois é ouvir todas as opiniões, desde o jogador mais experiente ao mais inexperiente. Claro que não é possível seguir tudo que nos dizem mas de certa forma cada opinião transmite o que cada jogador sente no papel que esta a desempenhar na tribo, e permite-nos tentar adaptar o que eles gostavam de fazer ao que a tribo precisa.

7- És um jogador mais defensivo ou ofensivo?

Depende um pouco de mundo para mundo, no 44 fui obrigado a ser um pouco mais defensivo devido a desvantagem com que jogamos muito tempo, mas gosto mais de atacar apesar de me considerar melhor defensor que atacante.

8- Happy Friends, desde o inicio achaste que a HF seria a grande vencedora do mundo?

Sempre tive essa esperança e objetivo, consegui reunir um bom grupo de jogadores de mundos por onde já tinha passado antes, desde os velhinhos do mundo 12, aos mais recentes do mundo 36, por isso sempre acreditei. Mas desde cedo que vi nomes conhecidos do tribos entrarem no mundo 44, por isso com respeito por todos os adversários, fomos dando um passito de cada vez, cientes que seria complicado.

9- Primeira guerra oficial contra 14 tribos ao mesmo tempo, como é que o número de tribos adversárias chegou a 14?

Se por um lado o grupo que juntei tinha bons jogadores na fase endurance, por outro tinha alguns dos melhores jogadores no sprint que nos levou desde cedo para top 1. Isso aliado ao facto de eu e o grupo que reuni para este mundo usarmos o mesmo nick desde sempre, para as tribos que estavam próximas de nós foi fácil perceberem que nós seriamos uma tribo dura de ser vencida. Como todas que tentaram ser nossas aliadas foram rejeitadas, as alianças entre todas acabou por surgir naturalmente com objetivo de nos derrotar.

10- A HF foi durante os primeiros 4 meses top1 e os últimos 7 meses top1, que achas destes dados estatísticos?

Acho que isso mostra que a tribo foi bem construída, com equilíbrio de jogadores endurance e sprinters. TOP 1 na fase inicial graças aos sprinters ajudou a atrair bons jogadores que nos eram desconhecidos, e os jogadores de endurance foram cruciais na fase final do mundo. Essas estatísticas mostram também que jogamos contra boas tribos que conseguiram os seus feitos e nos deixaram para trás a certa altura do mundo, mas que com a nossa persistência voltamos ao TOP.

11- Excluindo a HF, qual era a tribo em que vias mais potencial para ganhar o mundo?

Por incrível que pareça via com mais potencial a PIB que se perdeu a meio, e não a SMF que chegou até à final. O motivo da minha opinião é porque a PIB apesar de estar a perder as guerras que se encontrava envolvida, mostrou ter um grupo unido, que bem lapidado poderia dar a reviravolta. Após a fusão com a SMF, eu que assisti de fora penso que começaram os problemas internos, mais jogadores a desistir, e não via grande ajuda entre jogadores EX Pib e os SMF de origem e isso numa tribo pode ser fatal.

12- Segundo palavras tuas, depois da fusão entre PIB e SMF, a HF viu-se com cerca de 25% de dominância. Foi devastador para ti ver que estavam a 5% de dominância de perder o mundo?

Foi devastador ver a diferença em relação ao número de aldeias e principalmente de território. A SMF + PIB nunca chegaram a atingir os 75% numa só tribo pois a fusão foi feita demasiado cedo e não cabiam todos os jogadores numa só tribo, havia muitas barbaras em todos os K. No entanto a nível de território dominado aí sim, os 75% aplicavam-se pois nós só controlávamos o canto nordeste do mundo. Mas se nada fosse feito da nossa parte, e com os surgimento natural de desistências, eles acabariam por conseguir ter os 75% numa só tribo e nem precisavam de nos conquistar aldeias para o conseguir, apenas não nos podiam deixar crescer, e foi um pouco corrida contra o tempo.
E foi aqui que ter um grupo de jogadores já conhecidos ajudou bastante, pois fomos dando força uns aos outros e transmitindo vontade de lutar nem que fosse só para lhes dificultar a vitória que entretanto já estava a ser proclamada e anunciada.

13- Janeiro e Fevereiro, estatisticamente, foram o ponto de viragem do mundo, que se passou durante esses 2 meses?

Como tribo em desvantagem nós fomos focando as nossas energias pelos cantos do mundo, que são por norma e tendencialmente menos reforçados que o centro e neste não foi diferente ainda por cima no centro é onde estavam a maioria da liderança dos inimigos. Como controlávamos menos território acabamos por ficar compactos no mapa e a chegar mais rápido a certas zonas deles que eles com defesa. Quando a SMF nos atacava para nos atacarem com mais força esperavam muitas vezes pelos fulls que vinham do outro lado do mundo a dias de viagem e isso foi-nos dando margem de manobra pois no espaço que eles faziam 1 coordenado grande, nós fazíamos 2 com tudo que tínhamos. A certa altura ao atacarmos como sempre pelas laterais, vimos que a zona estava especialmente bunkada, e foi então que nos começamos a preparar para avançar com tudo pelo centro pois presumimos e bem que estivesse mais desprotegida. E a partir dai as coisas começaram a mudar pois eliminamos um dos Tops deles.
Para isso muito contribuiu o espírito de sacrifício dos meus jogadores. Aqueles que estavam no centro até aquela data praticamente só mandavam limpezas para as laterais do mundo para ajudar nessas alas e aguentavam com os coordenados sem poder dar resposta. A ideia nisso era não dispersar as tropas e avançarmos sempre como um só. Mas esses jogadores com isso foram acumulando nobres, muitos nobres. E nesse coordenado grande ao centro foram enviados perto de 1200 nobres num só jogador no primeiro dia de coordenado graças a essa contenção dos meus jogadores, e ao facto de estarmos a certa altura bloqueados sem ter por onde avançar nem barbaras para conquistar. Com o excesso de nobres podemos fazer algumas jogadas que até ali não tínhamos conseguido.

14- Em Fevereiro já se via a HF no top1, que sentiste nessa altura?

Senti que o esforço estava a valer a pena, e foi um incentivo extra para continuar a dar 100% por este grupo de jogadores fantásticos.

15- Que atitude tiveste quanto aos jogadores que, no inicio, trocaram a HF pela SMF, mas, no final, mostraram arrependimento?

O arrependimento só vem quando te apercebes que mudas para pior. Ninguém é prisioneiro de tribo nenhuma, mas quando uma tribo luta pelos membros, o mínimo que se deve a essa tribo é respeitar, mesmo que a decisão seja abandonar. Quem nos abandonou esperou que fizéssemos coordenado, para nos atacar no nosso interior quando estávamos sem defesa que estaria a proteger a fronteira e sem ataque que tinha seguido no coordenado, e a isso chamo falta de respeito para com uma tribo que sittou e defendeu ataques a esses jogadores quando precisaram. 95% das tribos cairiam com essa jogada, esta não caiu nessa altura devido ao grupo espetacular que me acompanhava. Acabei por dar 2ª oportunidade a um deles, porque precisava da localização dessa conta para desbloquear ainda mais a guerra a nosso favor.

16- De todos os jogadores, qual foi o que mais te surpreendeu ou os que mais te surpreenderam?

Vários jogadores surpreenderam neste mundo, uns pela positiva, outros pela negativa. A destacar alguns seriam os da minha tribo por razões óbvias sobre os quais já fiz uma dedicatória a todos no Fórum externo do mundo 44, todos os membros da minha tribo foram importantes na vitoria. Mas os mais importantes foram sem duvida a minha companheira de liderança, a Desumana que embora pequenina deu o cabo dos trabalhos ao TOP 1 inimigo foi uma autentica muralha naquela zona, e organizou a tribo defensivamente na perfeição. Pedraxix não foi surpresa para mim, já o conhecia de outros mundos, mas é um dos melhores jogadores de tribos de todos os tempos, além de ajudar a moralizar as tropas, dava o exemplo na frente de guerra.
Para terminar o nico pela sua recuperação quando sofreu coordenado interno quando ainda estava nos nossos inimigos PIB, migrou para a nossa beira conquistando meia dúzia de barbaras e revoltado com o que lhe fizeram, e com apoio e ajuda da -HF- fez uma recuperação surpreendente, sendo posteriormente parte fundamental da tribo quer pelo que fazia na sua conta quer pela ajuda que dava a sittar contas sob ataque.

17- Algum conselho a dar a líderes que passem pela vossa situação?

Nunca desistam, se for para perder que seja a lutar sempre. E não importa o numero de aldeias que os outros têm a mais. Ninguém consegue ter 100% das aldeias a trabalhar para a equipa numa tribo, por isso independentemente do número de aldeias que uma tribo tenha, importa aquela que tem mais aldeias a serem usadas para ajudar a tribo, seja a apoiar a fronteira ou a atacar inimigos, pois muitas vezes o que os outros têm a mais não está a ser usado nem para nos atacar nem para apoiar. Façam bem essa gestão, e a gestão da satisfação do vosso plantel e todo o resto vem por acréscimo.

18- Tens algum inimigo em especial que te surpreendeu?

Tive vários a surpreender. Citando 3 deles, o blackshot e thrandir, porque nunca desistiram, chegaram ambos a perder quase a totalidade das aldeias em fronteira num só dia, mas isso não os fez desistir, passado uns tempos estavam de volta, sempre humildes e com respeito por nós, algo que me levou no fim a recrutá-los, -Kirgonix- pela evolução que teve na sua postura no jogo, inicialmente não olhava a meios para atingir os fins, e no fim bem humilde, chegou até a entregar seus próprios espiões.

19- Achas que as coisas seriam diferentes se a SMF tivesse a liderança original/jogadores originais, do mundo 16?

Não, até porque a liderança do mundo 16 estava toda ou praticamente toda cá, pelo menos o fundador Carlos Serra esteve e vieram com todos os principais jogadores desse mundo, ainda recrutaram os jogadores da PIB que continha muitos vencedores do mundo 37 e vencemos.

20- Achas grande ou pequeno o impacto dos eventos nas guerras?

Tem grande impacto. Desde itens para acelerar o recrutamento, a itens de potenciar o ataque ou defesa têm sempre grande impacto.

21- Terminado o mundo, tens planos para o futuro ou vais descansar?

O meu plano para já é somente descansar deste mundo desgastante. No futuro quem sabe não volte com este grupo e agora reforçados com as amizades feitas com jogadores que neste mundo foram nossos inimigos.

22- Já é o 3º mundo que ganhas, 17, 36 e agora 44. De todos, qual achas que foi o mais difícil?

O mais difícil é uma escolha complicada. Posso eleger o mais fácil que foi o mundo 36, que venci sem passar por grandes sobressaltos. Mas tanto este mundo 44 como o 17 exigiram muita dedicação, e muitas horas sem dormir.

23- Antes de terminar, a pergunta do costume. Mudarias alguma coisa no tribos? Se sim, o quê?

Mudaria algumas coisas, uma seria ser apenas permitido comprar nobres passados 90 dias de mundo, para não haver tanto aquelas discrepâncias iniciais em jogadores. Afinal no inicio de mundo é quando os pps fazem mais diferença e desequilibra as guerras. Penso que isso facilitaria até a introdução de novos jogadores ao jogo.
Outra seria ser permitida a troca de itens que se ganham nos eventos entre jogadores da mesma tribo. A certa altura tornar-se-ia importante ter essas opções pois há sempre jogadores que são mais atacados e não conseguem sair para o ataque e para esses jogadores era importante ter itens de defesa, assim como quem parte mais para o ataque convém ter itens de ataque, só para citar 1 exemplo.

Obrigado pela disponibilidade blade20!

 

Entrevista realizada por Ekimilson

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