Entrevista com Doublechesse

Irei começar por um jogador muito conhecido na Comunidade PT do Tribos, que é lider individual do Mundo 3 e do Mundo 5, e que também já jogou no Mundo 1.

Considerado por muitos como o melhor jogador de Tribos, estou a falar do Doublechesse.

Nickname: Doublechesse

Nome Verdadeiro: João

Idade: 20 anos

Localidade: Vila Nova de Gaia

Mundos Activos: m3 e m5

Mc Peralta: Boas Doublechesse, primeiro que tudo, quero agradecer por ter aceite o convite para esta entrevista.

Doublechesse: Boas, o prazer é todo o meu, eu é que agradeço.


Mc: Gostava de saber se ainda se lembra, quando é que começou a jogar Tribos. E como conheceu o Tribos?

DC: Ao contrário do que muitos pensam sou um jogador relativamente recente de tribos, digamos 1 ano e meio a 2 anos.

O Tribos foi me dado a conhecer não só pelos banners de publicidade (de outros jogos semelhantes que jogava) mas também por um grupo de amigos da faculdade que me arrastaram para este jogo.


Mc: Os seus amigos que lhe deram a conhecer o tribos, ainda jogam o jogo consigo?

DC: Eu entrei por arrasto como dito anteriormente por uns amigos e juntamente comigo vierem mais 3. Acontece que fomos para o mundo1 quando já havia mundo 2, e como tal fomos todos parar a continentes distantes, dos amigos que nos arrastaram, no entanto, jogámos na mesma tribo até quando deu e não foi necessário usufruir da ferramenta tribo, para protecção e expansão, pois elementos de continentes tão distantes de nada servem.

Nem ajudam a tribo, nem a tribo os ajuda (era o nosso caso), logo aí deu-se uma ruptura de ligações, e desde aí não mais nos conseguimos encontrar nos mesmos mundos e todos juntos.

Mas como é óbvio estamos no dia-a-dia juntos.


Mc: Ainda se lembra do nome da sua primeira Tribo?

DC: DK – Dark Knights.


Mc: Como explica o seu sucesso no Tribos?

DC: Digamos que parti de uma base sólida e indispensável para esse mesmo sucesso.

Gosto pelo género de jogo, Experiencia em jogos semelhantes, Disponibilidade, Actividade, Vontade de aprender e claro alguma pitada de sorte.

O resto é pelo esforço e mérito.


Mc: Pitada de sorte? Refere-se ao quê, mais especificamente?

DC: a pitada de sorte… É a necessária para no inicio termos um bom desenvolvimento.

Inicio do jogo são momentos críticos na evolução de um jogador, ainda para mais para quem entra nas primeiras horas (como eu) pois basta aparecer alguém sem amor as tropas para te estragar a evolução. Estragando-te a evolução perdes o controlo da vizinhança, vizinhança essa que deve ser sempre dominada desde o primeiro dia.


Mc: O que mais gosta no Tribos? O que o faz continuar a jogar isto á dois anos?

DC: Considero o Tribos um jogo dinâmico desde logo oferece ao jogador um jogo sempre interessante e nada aborrecedor, claro que no aspecto do jogo dinâmico reside também aspectos negativos.

Considero que para nos mantermos neste jogo é essencial os amigos que criamos, para podermos passar bons momentos e troca de experiencias e de gargalhadas, e saber gerir o equilíbrio vida/jogo, equilíbrio esse que pode estar em perigo, mais perto do que achamos por vezes.


Mc: Referiu que há aspectos negativos. Quais esses aspectos negativos a que se refere?

DC: É um dos jogos mais violentos existentes na net para o jogador que queira ser um jogador de meio da classificação para cima. Pois a tal dinâmica obriga-nos a fazer login, se possível, varias vezes ao dia. E ter sempre, ou quase sempre, disponibilidade para lançar ataques e estarmos preparados para conseguir fazer face aquando um dia se vir dezenas de ataques a chegar as nossas aldeias.

Aliado a isso, como que a “cereja em cima do bolo” a duração dos mundos é enorme para um jogo online jogado 24 por 24h todos os dias. Cada mundo pode demorar anos.


Mc: Já que referiu que faz muitas vezes log in, eu acho que os nossos leitores gostavam de saber uma coisa sobre o seu jogo. Quantas vezes é que faz, em média, log in por dia? E quantas horas é que passa “logado”?

DC: Deverei dizer Top Secret? Pois entro os leitores poderão estar potenciais adversários/alvos.

No entanto sou um jogador com disponibilidade, pois como estudante universitário tenho sempre um portátil ou pc por perto com acesso a net. Privilegio as vezes que logo por dia, às horas passadas no jogo.


Mc: Disse que é estudante universitário. Está a licenciar-se em que curso? E qual a escola que está a frequentar?

DC: Engenharia e Gestão Industrial – Eseig.


Mc: Além de ser líder individual no mundo 3, e no mundo 5, ainda é líder da tribo NOM, criada por si, e que está nos 2 mundos e é uma tribo de topo nos 2 mundos. Como é que gere isto tudo?

DC: Se dissesse que é fácil de gerir estaria a mentir, se dissesse que nunca pensei “atirar a toalha ao chão” estaria uma vez mais a mentir, no entanto, umas vezes mais presentes outras menos, não deixo de cumprir ao “fim do dia” com as minhas obrigações e com as esperanças depositadas em mim.

Uma vez mais, rodearmo-nos, de bons amigos de jogo é essencial.


Mc: Com estas lideranças todos, é alvo de muita pressão e de muito protagonismo. Acha que consegue lidar bem com essa pressão?

DC: Um amigo meu, que de certeza lerá isso e reconhecerá de certa forma estas palavras, me disse algo do género ” não te deixes levar tanto pelas emoções e jogos psicológicos, tu não precisas e é apenas um jogo”. Como tal desde aí sempre o tentei fazer, claro que “picardias” saudáveis há sempre, mas sabendo agora distinguir os meus limites.


Mc: Muitos jogadores acusam-no que só é líder dos mundos, porque mais de 50% das suas aldeias são aldeias “dadas”. O que responde a este comentário?

DC: É uma questão que me continua a incomodar, porém tomara eu que não fosse “obrigado” a faze-lo, mas desistentes e inactivos colados as nossas aldeias aparecem, infelizmente vezes demais.

No entanto, todos os jogadores que jogam e têm umas boas dezenas de aldeias têm aldeias “dadas” (quer por desistência e/ou inactividade). Por isso é caso para dizer “quem nunca pecou que atire a primeira pedra”. Claro que falo de jogadores que tem dezenas de aldeias pelo menos e não os mais pequenos, Senão muitas pedras seriam atiradas.

O que posso dizer para me defender? Vejam o meu OD, sempre fui ético (nunca incentivei ninguém a desistir, muito pelo contrario), sempre partilhei as aldeias, se as aldeias não eram da minha zona actual ou a que eu via como zona futura não ia lá “pescar aldeias”. Sou líder de grandes tribos, tenho o melhor currículo do servidor português (a contar com a conta apagada do m1) por isso serão justas as criticas?


Mc: Qual é o seu objectivo a cumprir individualmente? e como líder de tribo?

DC: Objectivos, poucos mais tenho, pois os “goals”,as chamadas metas que um jogador gostaria de atingir, já as atingi. Tenho agora como objectivo manter-me nos mundos onde estou e resistir a vontade de desistir que possa vir a aparecer e explorar digamos o “backstage” do jogo, tentando um “shot” como moderador.

Na vertente líder de tribo, tenho ainda um bom desafio quer no m3 e no m5 para inovar e para revitalizar os jogadores da tribo, no entanto uma vez mais são grandes tribos e que juntamente com o meu conselho tribal temos soluções para continuar a dominar, ou continuar a evoluir, até ao domínio.


Mc: Como tem uma longa carreira, provavelmente terá grandes feitos concretizados. Qual aquele que mais se orgulha?

DC: Resposta difícil, não tanto por não saber o que mais me deu gosto em alcançar, mas por ter dois grandes feitos que me deixarão orgulhosos.

Foram dois grandes feitos em alturas bem distintas.

Um deles passou-se no m1 (minha primeira experiencia de tribal) onde era eu líder do K74 e estava na tal tribo de amigos. Sem esperar, a tribo líder do K74 decidiu ripostar contra mim e contra eles todos, por eu não ter aceite a arrogância do líder da tribo do K74, em falar como queria e pedir-me aldeias para eles deixarem a mim e aos meus amigos em paz. Saí da tribo de amigos em busca de não os envolver, mas não resultou. No entanto, fiquei eu sem tribo contra a tribo TOP1 do meu continente, de onde após muitos dias saí vitorioso (digamos que o nível competitivo do K74 não era dos mais fortes),e venci a todos sem apoios exteriores durante dias, e foram centenas de ataques e sai com saldo positivo, julgo ate não ter perdido nenhuma aldeia).

O outro feito, foi do primeiro mundo em que começo de inicio ter alcançado o top1 e da forma como o alcancei.


Mc: Também deverá ter cometido alguns erros. Qual o erro que cometeu que mais o prejudicou?

DC: Errar é humano, faz parte da nossa natureza, e muitos erros já cometi. Felizmente não passaram de perder aldeias, falhar conquistas de aldeias, não tomar a melhor decisão perante um jogador da tribo, etc.


Mc: Está a prever entrar em algum mundo brevemente?

DC: O meu ritmo era de mundo sim, mundo não (1,3,5) porem o sucesso alcançado em todos eles, o não querer desistir, o querer chegar ao fim, falta de disponibilidade para mais pois se entro gosto de passar horas no jogo para fazer algo e não apenas para ser atacado porque não ligo a um determinado mundo.

Portanto novos mundos? Enquanto a novidade dos novos mundos for igreja, pouco me interessa…


Mc: Acha que o jogo precisa de alguma mudança?

DC: Sim.


Mc: Qual?

DC: Defendo a criação de filtros para a caixa de correio. Não sou obrigado a ter que receber “lixo” e mensagens sem interesse.

A abertura de um speed e oferecer servidores com configurações nada usuais, pois até agora desde o mundo1 ao 8, tirando as velocidades (servidor, movimentação de tropas) pouco altera.


Mc: Agradeço a sua disponibilidade. Quer dizer alguma coisa em especial para a comunidade?

DC: Queria agradecer terem-se lembrado de mim como o primeiro a ser entrevistado e a abrir as entrevistas do jornal que eu espero que tenha sucesso e seja a “voz do povo”.

Já agora de realçar a competência do entrevistador e o bom ambiente criado durante a entrevista e as muitas conversas paralelas. Um obrigado, Mc Peralta.


Mc: Obrigado, pela parte que me toca. Desejo-lhe uma continuação de bom jogo, e muitas conquistas, em conjunto com o melhor sucesso no jogo.


Para comentários a esta entrevista, utilize o nosso forum: http://forum.tribos.com.pt/showthread.php?t=10118

6 comentários a “Entrevista com Doublechesse”

  1. Amigo Joao es um grande jogador olha eu so queria dominar os speeds como tu dominas o m3 O.o es muito bom mesmo amigo força ….

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