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Continente aí vou eu – 1.º Episódio

Era Primavera, num belo dia chuvoso, Lisboa acabara de ser eleita a melhor cidade para visitar da Europa, não havemos de criticar apenas o nosso país,  mas salientar também aquilo que o mesmo tem de melhor.

Da esquerpa para a direita: Estr1ga, Kris59, Arodrigues e Shanan

Foi então que o nosso Co-Administrador (ARodrigues) decidira viajar para finalmente conhecer os seus companheiros de equipa, primeira paragem Lisboa. Após uma recepção calorosa, a visita (Curta) por Lisboa teve inicio  num tradicional autocarro da Carris (Transito e mais Transito), finalmente Parque Das Nações, seguiu-se umas apostas no casino, um passeio por teleférico, e eis que encontram a Maquina Digital, para poderemos registar o momento.

Conversas, que nunca mais terminavam e o tempo voou,  a hora do nosso caríssimo Co-Administrador, voar até ao porto estava próxima. As despedidas começaram, e calhou-me a mim ir por a encomenda no avião ( temos sempre de mandar um enviado para certificar que a encomenda não volta para trás).

Fica aqui alguns dos momentos que marcaram aquela tarde.

Após esta pequena introdução de inicio de viagem, decidi fazer umas breves questões ao nosso Co-Adm (Arodrigues):

Estr1ga : O que o trouxe por Portugal continental, foi o seu desejo de conhecer o continente ou realmente conhecer todos aqueles que trabalham diariamente consigo?

Arodrigues :  O continente já conhecia, moro nos Açores e apesar de lá ter acesso a todos os bens de que necessito costumo ou melhor costumava deslocar-me a Lisboa para desanuviar e para estar a par da novas tendência. Assim o que motivou sem dúvida a vir ao continente foi sem dúvida a grande vontade de conhecer pessoalmente os meus companheiros de equipa.

Estr1ga : O que mais gostou no primeiro impacto que teve com os seus companheiros de equipa?

Arodrigues : Podia estar horas a enumerar o que gostei no primeiro que tive com os meus companheiros, mas sem dúvida aquele que mais me marcou foi a boa disposição dos mesmos, que era contagiante.

Estr1ga : Alguns dos seus colegas preparam um recepção calorosa, pode-nos descrever a mesma?

Arodrigues :Não, não posso. Prefiro manter esse pormenor em segredo. Apenas pode confirmar que foi sem dúvida um recepção muito caloroso, que causou impacto nas pessoas estranhas que nos rodeavam e mais não digo.

Estr1ga : Ficará o desejo de voltar ao continente? Ou irá voltar para a “Ilha” e nunca mais vai por os pés no continente?

Arodrigues : Sim, fica com a minha partida uma vontade imensa de voltar ao continente, para matar as saudades e rever os meus companheiros de equipa.

Continua!!!

Não percam o próximo episódio porque nós também não!!!

Páscoa – A Ressurreição de Jesus

“No primeiro dia da semana, muito cedo, as mulheres foram ao sepulcro, levando os perfumes que haviam preparado. Encontraram removida a pedra da porta do sepulcro e, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Estando elas perplexas com o caso, apareceram-lhes dois homens em trajes resplandecentes. Como estivessem amedrontadas e voltassem o rosto para o chão, eles disseram-lhes: «Porque buscais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, mas ressuscitou! Lembrai-vos de como vos falou, quando ainda estava na Galileia, dizendo que o Filho do Homem havia de ser entregue às mãos dos pecadores, ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia.»

Recordaram-se, então, das suas palavras. Voltando do sepulcro, foram contar tudo isto aos Onze e a todos os restantes. Eram elas Maria de Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. Também as outras mulheres que estavam com elas diziam isto aos Apóstolos; mas as suas palavras pareceram-lhes um desvario, e eles não acreditaram nelas. Pedro, no entanto, pôs-se a caminho e correu ao sepulcro. Debruçando-se, apenas viu as ligaduras e voltou para casa, admirado com o sucedido.”

Esta citação bíblica (Lc 24, 1-12) relembra-nos a ressurreição de Jesus Cristo. Esta morte deu-se no terceiro dia após a sua morte, e é simbolizada pelos cristão como a Páscoa.

Porém a história da Páscoa é anterior a Cristo. Esta era uma prática judaica onde os judeus comemoravam a libertação e fuga do seu povo escravizado do Egipto. Páscoa significa passagem, e este sentido é dado não apenas pela libertação do povo judeu, mas também pela passagem de Inverno para Primavera.

Porém não se deve confundir a Páscoa Cristã com a Páscoa Judaica (Pessach – origem da palavra Páscoa) embora a Páscoa derive de Pessach não são a mesma coisa. Enquanto que os cristão celebram a ressurreição de Jesus, os Judeus celebram em lembrança da morte dos primogénitos do Egipto e da libertação dos Israelitas.

Num dos meus artigo (Sim, é Carnaval) eu referi como era calculada a Páscoa, voltando a relembrar, a Páscoa celebra-se no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se segue ao Equinócio de Primavera. Por outras palavras, há dois dias do ano em que o dia tem a mesma duração que a noite (Equinócio de Primavera e Equinócio de Outono), e isto marca a mudança de estação. A Lua tem várias fases, sendo uma delas a lua cheia, ora, a Páscoa dá-se, pois, no primeiro domingo após a primeira lua cheia seguida do equinócio primaveril.

Desejo-vos, em nome de toda a equipa de suporte,  uma santa e feliz Páscoa a todos, a cristãos, a judeus, a muçulmanos, a outros fiéis, a ateus e a agnósticos também.


Sexta-Feira Santa

A pedido do povo e dos Sumo Sacerdotes Caifás e Anás,  Pôncio Pilatos ordenou que Jesus fosse crucificado.

A Crucificação era um método de execução tipicamente romano. Pensa-se que foi  criado na Pérsia. Este acto começava com a flagelação do castigado, após este ter despido as suas vestes. Os soldados fixavam pregos, pedaços de ossos, entre outras coisas, nos seus açoites. Esta tortura era, por vezes, tão forte que os castigados morriam durante a execução da mesma. Após isto, seguia-se a crucificação.

Este método tem uma enorme influência do Cristianismo, uma vez que Jesus foi crucificado.

Após Cristo ter sido flagelado e coroado pelos soldados, Pilatos tentou a sua libertação, apelando ao facto de todos os anos soltar um prisioneiro, e nesse ano poderia ser  Jesus o libertado. O povo, no entanto, insistiu na crucificação do Filho de Maria, pedindo a libertação de Barrabás . Seguiu-se pois a crucificação, no Calvário. Jesus foi pregado na cruz, e assim morreu. Removeram-no da cruz e sepultaram-no.

Nos dias de hoje, este tempo de quaresma é imensamente vivido pelos cristãos havendo, inclusive, procissões. Um pouco por todo o mundo, os passos de Cristo no caminho para a cruz são recriados pelos fiéis. Em Jerusalém, milhares de peregrinos encheram as ruas da Cidade Velha e o Santo Sepulcro. Nas Filipinas fiéis flagelam-se e outros crucificam-se. Em Portugal, posso falar-vos do Enterro do Senhor, em Braga, ao qual já assisti e digo-vos que é interessante, e se um dia tiverem oportunidade de visitaram a cidade dos Arcebispos, venham nesta altura.

A última ceia

Foi mesmo antes de morrer, mesmo antes de ser levado pelos soldados, mesmo antes de ir para o monte das oliveiras que Jesus de Nazaré fez a sua última ceia com os seus doze apóstolos.

Estamos já habituados (os cristãos) a ouvir a citação que narra os acontecimentos desta ceia: “Jesus pegou no pão em suas mãos, deu graças e disse aos Seus discípulos: “Este é o meu corpo que será entregue a vós”. Do mesmo modo, ao fim da ceia, Ele pegou o cálice em suas mãos, levantou ao alto e disse aos seus discípulos: “este é o meu sangue, o sangue da vida que será derramado por vós.”

Pelo que se conta, esta última ceia teve lugar numa sala, hoje chamada de Sala da Última Ceia, no Monte Sião.

Esta ceia, Jesus fez referência que um dos doze o iria entregar. Esse apóstolo era Judas. Não irei abordar este tema, pois aqui entram em cena questão da liberdade do Homem ( se Jesus sabia o que iria fazer Judas, então é porque já estava escrito, por isso ele foi, como que, “obrigado” a fazê-lo).

Esta ceia é, nos dias de hoje, simbolizada nas nossas igrejas – A Eucaristia. Segundo a Igreja Católica, a Eucaristia é um do Sete Sacramentos. O Papa João Paulo II dizia que a Eucaristia é verdadeiramente um pedaço de céu que se abre sobre a terra; é um raio de glória da Jerusalém celeste, que atravessa as nuvens da nossa história e vem iluminar o nosso caminho.

Segundo a Igreja Católica há uma  presença real de Cristo, em seu corpo, sangue, alma e Divindade após a transubstanciação do pão e do vinho, ou seja, a aparência permanece de pão e vinho, porém a substância se modifica, passa a ser o próprio Corpo e Sangue de Cristo.

No Protestantismo (outra vertente do Cristianismo), a  Eucaristia também é vista como um sacramento. O entendimento da ceia, nas igrejas Luteranas, é dado como essência ou substância do corpo de Cristo, e não transformada no mesmo. A essa forma de entendimento dá-se o nome de consubstanciação.

Dentro do Evangelismo  a Eucaristia é chamada  geralmente por “Santa Ceia” ou “ceia do Senhor”.

Leonardo Da Vinci tem uma representação desta última ceia, ao qual vos deixo a imagem, porém, não venham falar no Código Da Vinci.