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Mass Recruit vs. Aliança Pequena: qual o melhor caminho?

À priori, há uma necessidade de quebrar este velho mito que ocorre dentre os mais diversos mundos do Grepolis:

 Alianças Mass Recruit é sinal de má qualidade dos jogadores e/ou gestão, culminando em insucesso. Trata-se de uma mentira.

Acontece que em sua maioria, uma deficiência de gestão pelos fundadores inexperientes e|ou incapacitados, onde procuram apenas ranking de pontos, e não dão a mínima quanto ao recrutamento nem perfil dos membros que acabara de integrar-se à esta nova ally.

Tentarei trazer de uma forma prática, e de leitura rápida, as vantagens e desvantagens de cada estratégia traçada conforme a formação de uma aliança. Veremos, com o decorrer da leitura, que de ambas obtém-se bons resultados, tudo dependerá da administração, como também do feedback de seus integrantes.

 

 

Começaremos pela mais comum, e que mais facilmente se desenvolve: Mass Recruit.

O termo em inglês significa Recrutamento em Massa. Isto é, leva-nos a acreditar que não existe critério preciso para entrada na aliança, e o objetivo em geral é juntar a maior quantidade de membros numa só equipa. O grande desafio está na gestão de um grande número de jogadores, os quais não possuem a mínima empatia, e possivelmente não haverá.

São jogadores muitas vezes desconhecidos entre si, e que aceitam o convite de entrada na aliança devido ao único atrativo de ser a TOP no ranking de score num início de servers.  Muitas vezes não são observados sequer a média de pontuação, ranking de atacantes, nem de combatente.

Todavia,

O grande segredo das Mass Recruit, e principal fator que a faz cair, é a gestão. Tem de haver uma boa estrutura organizacional, com hierarquia verticalizada, e uma LEAD bem definida.  Na maioria das vezes, o líder é inexperiente como já citado acima, e escapa-lhe o comando sobre seus membros, havendo dicotomias dentro da própria aliança e figuras distintas de lideranças tomam a frente de um grupo que não observa a figura de um único líder. Num ponto crítico, sob pressão dos adversários, ocorre que a ruptura é inevitável e a fragmentação acontece de forma natural.

A centralização de permissões pode ser uma grande saída. Ressalto, apenas as permissões devem ser evitadas, mas os títulos são quase que obrigatórios. Isto é, deve-se atribuir cargos e testar o membro à medida que assume. Via de regra, o player ambicioso por cargos tende a não desenvolver um bom trabalho após nomeação, dando-lhe o respaldo de exoneração do mesmo. De uma forma geral, os membros tendem à ociosidade e longos períodos de paz. A diplomacia baseia-se na formação de aliança com as equipas adversárias além da criação de academias que driblam a capacidade máxima do mundo, a guerra é a última instância desejada. O ápice deste segmento obtém-se com a visualização de um mapa completamente azul e seus membros rodeados de aliados.

Observa-se facilmente que integrantes destas alianças não se preocuparão na produção de tropas e a tendência ao desenvolvimento dos edifícios que geram recursos é claro e notório.

Esta estrutura acaba por garantir a inactividade a longo prazo e aproveitam-se das desistências internas para promover o crescimento daqueles que resistem ao tempo. A lógica está em manter sempre um backup de bons jogadores e partilhar a ally em grupos distintos de jogadores:

  • Players de alto nível: são os gestores e formadores de opiniões. Possuem perfil de líder e sua possível perda é considerada crítica para a quebra da aliança;
  • Players de baixa qualidade: são as fontes de birremes e tropas defensivas para o grupo acima. Sempre quando solicitados lançam tropas para protegê-los. Quando isso não acontece, são conquistados. Frente à baixa capacidade de desenvolvimento, não promovem resistência.

Se garantir uma diplomacia benéfica junto de outras alianças TOPs e mantiver a ordem hierárquica com respeito perante seus membros, sem dúvida esta linha estratégica é a mais segura, como também aquela de crescimento mais facilmente alcançado.

Num outro prisma de formação de equipas e convergência de jogadores, num enfoque contraditório ao primeiro descrito, encontra-se as Alianças Pequenas por simples ideologia de jogo.

Já agora, para quem está à procura de muita adrenalina, noites mal dormidas e olheiras durante todo o dia, eis que a melhor opção é uma aliança de poucos jogadores, sendo todos participativos e altamente seleta. Por volta de seus 40 membros, neste caso, a prioridade dar-se-á à qualidade, contrastando com a quantidade, exactamente o oposto das Mass Recruit.

Acontece que o desenho estratégico deste tipo de aliança é garantido por uma defesa no estilo de falange, alta interação entre seus membros e uma sintonia com grau mais próximo da amizade, pois um grupo assim requer acima de qualquer outra coisa: UNIÃO!

Sim… UNIÃO, a maior de todas as virtudes para este esquema tático. No sentido literal da palavra companheiro, haja vista sua etimologia mais aceite:

Derivado da expressão «cum panis», onde «cum» é a preposição com e «panis» é o substantivo masculino pão, o que lhe dá o significado de participantes do mesmo pão. Isso dá a ideia de uma convivência tão íntima e profunda entre duas ou mais pessoas, a ponto destas participarem do mesmo pão, para o seu nutrimento.

Neste tipo de aliança, todos os membros são vistos como parte fundamental desta, compartilhando o mesmo grau de importância. A figura do líder é simbólico, não necessitando o destaque de comando centralizador de forma mais acentuada, até porque todos são nivelados. A ajuda mútua é obrigatória neste sistema, onde o “elo fraco” não pode existir. Se um falhar os demais podem sofrer graves consequências, pois a moral, quanto a motivação, ficarão abaladas.

Apesar de exigir extremamente destes jogadores, obrigando-os a uma exaustiva dedicação e tempo on-line, este estilo de jogo é cobiçado por uma parcela considerável dos amantes do Grepolis.

Claramente, pode-se considerar outras classificações derivadas desta, como também não se espera que sigam com rigidez as definições e características aqui apresentadas.

Todavia,

são estilos distintos para perfil de jogadores distintos, opções que devem ser escolhidas com muito critério, e ponderar algumas variáveis determinantes, tais como tempo disponível e perseverança do jogador, como também dos demais integrantes da equipa.

O importante é que garanta muita diversão e entretenimento, essencial para aqueles que procuram estas plataformas de jogos da InnoGames.

Dois anos de Tribos / TribalWars…

Brevemente farão dois anos que me liguei com a InnoGames GmbH, seria de se esperar que com a celebração desta data se seguisse uma análise introspectiva baseada nesse tempo. Em dois anos a vida dá imensas voltas, umas boas e outras más…

Decidi, partilhar um pouco da minha introspecção com todos, algumas das surpresas que tive tal como os pontos altos e baixos. Não poderia começar esta introspecção sem deixar uma nota de agradecimento a todos aqueles que trabalharam comigo ao longo destes dois anos, todos aqueles que me apoiaram como todos os que me desiludiram, pois cada um contribuiu para a pessoa que sou hoje e para aquilo que aprendi ao longo deste tempo.

Como começou tudo?

A culpa foi do Ry-Fi e do Nino! Ainda andava eu a falar com o Frank sobre os nossos ataques à CEG no mundo 2 (internacional), quando decidimos para facilitar a cooperação dos nossos ataques que era mais fácil falar que escrever. Foi nessa altura que descobrimos um tópico do Nino no fórum sobre o Ventrilo. Lá instalamos o programa e começamos a falar… como o servidor era do Nino e do Ry-Fi (Administrador sueco e moderador no internacional), os sacaninhas estavam sempre a cair nas nossas conversas e eles eram da tribo adversária! Começamos a confraternizar com o inimigo. Hoje, o Nino é um dos meus melhores amigos e foi quem me convidou para ingressar no projecto.

O primeiro ano…

Foi a 12 Fevereiro de 2008, que finalmente tinha sido lançado o Tribos em Portugal. Após um mês de traduções e muitos afazeres entre a comunidade brasileira onde tinha uma cota parte de funções administrativas. Curiosamente, até 14 de Fevereiro nunca tinha percebido o tempo que o Tribos me ocupava, foi apenas nesse dia com uma grande discussão com a actual “ex” que vi o tempo que tinha dedicado ao projecto.

Com o lançamento do pt1, também foi conheci um dos melhores membros de suporte que até hoje esteve na minha equipa, o M4 (João), emprestado da equipa do BR foi uma pessoa que não só desempenhou um trabalho brilhante como recomendou a Diana para integrar a nossa equipa. A Diana, foi uma das mais estimadas amizades que fiz ao longo das minhas funções, foi alguém que apesar de ter negligenciado várias vezes por me enterrar no trabalho sempre apareceu na altura certa com as palavras correctas e uma voz de sã. Por falar, nisso tentarei após escrever este artigo tentar-lhe ligar…

Uma pequena curiosidade, a personagem Diana no jogo, The West, originalmente era Maria, este foi alterado durante as traduções em homenagem ao laço de amizade com a Diana.

Ainda não tinha passado dois meses quando recebi uma chamada da Alemanha a perguntar se tinha disponibilidade para assumir mais responsabilidades no servidor do TribalWars BR. Poucas horas mais tarde, tinha as chaves do mesmo e estava na altura de por mãos à obra. E foi também quando conheci o meu primeiro braço direito e esquerdo (o Tiago). Tenho que admitir que o meu primeiro contacto com o Tiago não foi o mais amigável, porém hoje considero-o um grande amigo e a pessoa que me obriga a ir dançar com miúdas desconhecidas nas praças de Aveiro.

Rapidamente chegou o verão e com este veio a viagem à sede da InnoGames GmbH, na altura ainda na pequena cidade Stade. Foi uma semana incrivelmente bem-disposta, que para alem de trabalho e ter sido possível introduzir imensas alterações para a versão 5 que foram implementadas. Também aprendi uma valiosa lição para a vida, em casa do chefe nunca beber o liquido verde, após o primeiro copo o mundo desaparece… ou as aventuras da 6 da manhã à porta da pastelaria a dizer “queremos comer”…

Já em Agosto, tanto por motivos pessoais como profissionais mudei de residência de Braga para Maastricht, Países Baixos e paraíso na terra. Foi já nesta altura que surgia os testes ao The West, jogo onde fiquei 5 vezes em primeiro lugar e sempre que isso acontecia ao fim de 2 dias era feito um reset ao servidor (há gente com mau perder).

O segundo ano…

Já era Outono quando comecei a participar mais activamente com a empresa, o crescimento de jogadores é enorme, era preciso lançar novos mundos constantemente… enfim… muito, mas muito trabalho. E este mês foi também o mês que finalmente conheci o Nino, Klovadis (antigo administrador holandês), o Dimme (administrador grego) numa cidadezinha na Suécia, na qual passamos um fim-de-semana divinal! Além do divertimento todo, criou-se uma base de amizade entre colegas de trabalho que falavam frequentemente pelo skype (já o ventrilo tinha sido substituído) e partilhamos as nossas experiencias e know-how de gestão de comunidades online.

Já o final do ano, Novembro e Dezembro foi uma altura em que se perderam muitos bons elementos do suporte por inactividade (sim, também acontece no suporte). E foi a altura que comecei a desenhar novos projectos para o futuro. Esta foi também uma altura de sobrecarga de trabalho, o lançamento do West português, brasileiro e espanhol, dos quais lancei dois e cooperei no lançamento do segundo.

Nos três primeiros meses de 2009, foi uma altura de remodelação e reformas na estrutura do suporte. Também foi uma altura em que adoptei uma postura muito mais próxima com as minhas equipas. Foi também nesta altura que um bom amigo integrou o cargo de braço direito e esquerdo com o Tiago, foi o André, uma pessoa simplesmente espectacular…

Esta segunda parte do segundo ano foi, para mim claramente marcada pela corrida de novos objectivos e reformas. Comecei por lentamente abandonar alguns projectos, inicialmente o West BR e depois o TribalWars BR. Estas foram decisões bastante difíceis, após imenso tempo de interligação com um projecto abdicar dele para seguir novos objectivo deixa sempre um amargo travo. Felizmente, descanso em saber que estes projectos foram entregues a pessoas que gostam de fazer o que fazem.

Já no momento em que abandonava o TribalWars BR, uma nova reforma estava a ser feita, tinha sido uma grande aposta da equipa em tornar algumas acções de suporte e inspecções mais automáticas de forma a evitar possíveis erros humanos. Neste campo o Tiago foi e ainda é o pai e mãe do pilar onde este sistema se sustenta. Ao mesmo tempo que foram reconvertidos antigos recursos e iniciativas para servir de algo mais para o futuro.

Foi apenas, a grande custo que o projecto do solutions.pt tornou-se uma possibilidade cada vez mais presente e brevemente será para todos o que é para as pessoas da equipa. Infelizmente, é algo que ainda não posso divulgar, mas a largos passos este projecto tem crescido.

E sem esquecer de mencionar, foi nesta altura que comecei a testar o Grepolis com o Tiago e André… e por falar nisso tenho que fazer um artigo para vos informar como está a correr o teste.

O terceiro ano…

O que eu espero do terceiro ano… honestamente ainda não sei dizer o que esperar. Sei que o projecto solutions.pt será colocado ao público, sei que vem ai um novo jogo da InnoGames, mas ao certo é difícil de dizer qual será o meu envolvimento em todo isto.

Posso apenas dizer que gostei imenso da minha experiência até agora e espero continuar com todos vós, até os mais “irritantes” durante este ano e vindouros.

E claro continuar a testar o Grepolis 🙂

Ricardo, Administrador de Comunidade