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A História de Avandreolina – Episódio 3

Avandreolina queria gritar… mas não podia deixar que o seu disfarce fosse descoberto.
Gebor estava ofegante. A idade pesava sobre os seus ombros largos e a cota de malha parecia mais pesada que o normal. Sentou-se ao pé de um poço que estava posicionado ao pé de um celeiro a arder. Ninguém parecia preocupado por tal fogo.
Os restantes cavaleiros da capital pegavam no corpo de Trog e dirigiram-se para fora da aldeia para lhe dar uma morada mais condigna.
Parecia ter passado horas até que o resto do grupo chegou à aldeia com o aldeão ferido.
O porta voz dos cavaleiros estava lívido. Não conseguia pronunciar uma palavra. Belta e os companheiros olhavam para a cena mudos.

Gebor tomou a palavra:
Gebor: – Temos que partir imediamente. A aldeia foi atacada pelos Jurgos. O general tem que saber de tal traição.
Porta voz: – Como? Jurgos? Tendes a certeza?
Gebor: – Sim. Consegui retirar o elmo de um dos cavaleiros. Trazia na face a marca dos Jurgos.
Avandreolina: – Quem são os Jurgos?
Porta voz: – Aliados do Nordeste
Gebor: – Ex-aliados…
Belta: – Os Jurgos nunca foram aliados deste reino.
Porta voz: – Sempre tivémos um inimigo comum e tínhamos um pacto de não agressão!
Belta: – Quantos Jurgos morreram a proteger este reino?… NEM UM! – Gritou
Avandreolina parecia não reconhecer Belta. Nunca o vira tão irado.
Gebor: – Tínhamos um pacto para combater juntos a Tríade… é passado. Perante tal agressão não podemos ficar aqui. Com certeza que os cavaleiros negros vão avisar os seus companheiros. Temos que sair daqui o quanto antes. Temos que chegar à capital!

O porta voz dirigiu-se a Avandreolina, sem sequer reparar na criança que se escondia atrás dela.
Porta voz: – Devolva-me a montada!
Avandreolina: – Perdoe-me… as circunstâncias assim o exigiam!
Porta voz: – Se estivéssemos na capital poderia acusá-lo de roubo! Para uma próxima mostre maior apreço pelas suas mãos.

Avandreolina largou a rédea do cavalo e entregou-a ao porta voz. Pegou na criança e colocou-a em cima do seu cavalo, trazido por Belta. Dirigiu-se ao ferreiro da aldeia procurando ferraduras para o seu cavalo.
O ferreiro estava completamente devastado. Tudo estava espalhado pelo chão e o lume do ferreiro estava já frio. Avandreolina encontrou as ferraduras que precisava e próximo delas uma pequena caixa metálica.
Lá fora Gebor chamava por todos pelo que colocou a pequena caixa numa saca que trazia à cinta e correu para junto dos outros.

Belta acalmava a pequena criança e levava no seu cavalo o homem ferido. O grupo pôs-se a cavalo e dirigiu-se para o planalto que antecedia a montanha mais alta do reino…

———

Na capital todos os cidadãos estavam atarefados. No mercado ouviam-se gritos em várias línguas e os mercadores galanteavam as senhoras com promessas de uma vida exótica se comprassem os seus produtos; nas ruas circulavam várias carroças carregadas de alimentos, armas e tecidos sem cuidado com os míudos que corriam pela cidade; o porto fedia a peixe e era o recanto de um jovem franzino que, sentado no cais, olhava o pôr do sol ao longe imaginando um mundo de aventuras sem fim.
No castelo a azáfama e nervosismo eram notórios em todos. Corriam criadas de um lado para o outro corrigindo os meninos que não paravam quietos; na cozinha preparava-se um grande banquete e o chefe da cozinha tinha constantemente que corrigir aquele maldito miúdo que não sabia cortar batatas; as aias e as senhoras comentavam entre si frases sem sentido, “será que são iguais?”, “quantos virão?”, “ouvi dizer que o seu sangue não era vermelho”; o rei estava reunido com uma dúzia dos seus conselheiros que lhe davam pormenores acerca do que se iria passar; o rei roía as unhas nervoso escutando com atenção e receio de perder algum pormenor importante.
Conselheiro 1: – “É importante que não se façam comentários sobre o seu exotismo…”
Conselheiro 2: – “Temos que mostrar que aliarem-se a nós é a sua melhor escolha”
Conselheiro 1: – “É preciso arranjar um local conveniente para os seus aposentos”
Conselheiro 3: – “Quando chegarão os esquadrões reais?”
Conselheiro 4: – “Devem estar a chegar”
Conselheiro 2: – “Não tenha receio de mostrar altivez”
Conselheiro 1: – “As mulheres usam uns trajes muito diferentes…”
Conselheiro 3: – “Assim vão chegar atrasados!”
Conselheiro 1: – “… mas não se podem olhar nos olhos…”
Conselheiro 4: – “Vão chegar quando for preciso”
Conselheiro 2: – “Eles sabem reconhecer o poder quando o vêm”
Conselheiro 1: – “… nem nos tornozelos!”

De repente abre-se uma porta do salão real. Um velho criado anuncia:
Criado: – “Vossa alteza, chegaram os convidados!”
Rei: – “Mandai-os entrar!”
Criado: – “Sim, vossa alteza.”

As portas do salão abiram-se de par em par deixando entrar um leve cheiro a incenso.
Um homem alto e musculoso entra à frente com um turbante que parecia não caber na sua enorme cabeça. Atrás dele entram várias mulheres de véus roxos, lilázes, azuis e verdes.
O salão enche-se de cores e música. Ouvem-se instrumentos de cordas e sopro a aproximar-se. Entra de repente um grupo de 8 homens, cercados por aquilo que pareciam ser claramente soldados, que trazem nos ombros uma liteira.
Os soldados pousam as suas cimitarras no chão. os homens pousam a liteira no meio do salão e a música que provém de fora pára.

Da liteira sai um homem de pele escura, com um turbante branco carregado de jóias de muitas cores. Os conselheiros do rei estão boquiabertos.
O homem toma a palavra:
Naren: – “Boa noite bom rei, cheguei em má altura?”

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Aquarius,
Daniel

A História de Avandreolina

Olá a todos.
Esta é uma pequena história que criei que remonta à Idade Média e conta um pouco da história de uma camponesa e da sua improvável aventura num mundo controlado por homens.

É a minha primeira história… por isso em princípio pode não parecer tão “apelativa” como outras.

Todo o texto foi criado por mim e só deve ser copiado com a minha expressa autorização.
Por favor respeite a criatividade alheia.

Podem comentar criticamente que eu tenho as costas largas.

O local onde podem ser feitos os comentários é:
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Episódio 1:
Avandreolina olhou para o céu. Os relâmpagos teimavam no horizonte num concerto de luzes. Tudo parecia ter mudado desde que o novo rei tinha sido coroado. A sua vida já não era a mesma. Não recordava a última vez que tinha conseguido dormir sem pesadelos do som das espadas que silenciavam os habitantes da sua aldeia natal. A aldeia onde se encontrava agora era uma das mais pequenas que vira na vida. Ali com certeza estaria a salvo das conquistas.

Continuou a cavar a terra mole e lamacenta que de vez em quando escondia um elmo ou um escudo de uma guerra de outros tempos. Nunca iria ter a sementeira pronta para a época fértil.

Ao longe, um som novo ressoava, o sino da aldeia badalava… o que teria acontecido agora? Largou tudo o que trazia e dirigiu-se em direcção à aldeia.

À medida que se aproximava do centro da aldeia via que a gente da aldeia se reunira na praça de reuniões e estavam lá todos os seus conhecidos e um bando de estranhos a cavalo.Um dos estranho tomou a palavra e anunciou:
Porta Voz: – “O magnânimo rei Goliac necessita de homens bravos para combater a Tríade de Pilfius. Todos os homens de idade devem retornar connosco para a capital onde irão ser equipados e recrutados para os batalhões reais…” Avandreolina olhou rapidamente à sua volta procurando Belta. Não conseguia vê-lo em lado algum.
Porta Voz: – “… partiremos de madrugada depois de todos os homens terem feito as suas despedidas.”

Gerou-se tal tumulto que Avandreolina sentiu-se estar no meio de selvagens, a notícia não agradara a ninguém. Os cavaleiros rapidamente rodearam a pequena multidão e desembainharam as suas espadas numa posição que mostrava que não haveria discussão sobre tal anúncio. Entre eles Avandreolina reconheceu um jovem que conhecera da sua aldeia Natal. Era agora um homem alto e robusto, tinha barba espessa e uma cicatriz sobre a face esquerda mas o seu olhar parecia vazio.

Apercebendo-se da situação insolucionável a multidão começou a dispersar rapidamente, começando pelos mais novos.

Avandreolina tinha que encontrar Belta. Dirigiu-se imediatamente à pequena loja nas traseiras do ferreiro onde se podiam ver tecidos, cereais, e imensos items que nunca vira na vida. Belta trouxera da sua viagem mais uma remessa de quinquilharia estranha. Ele estava na parte de trás da loja onde colocava os itens mais preciosos.  Descobrira-o a tentar perceber como funcionava um longo tubo metálico com uns pequenos buracos. Belta ficou sobressaltado.
Avandreolina: – “Desculpa, não te queria assustar. Não ouviste o sino? Chegaram os soldados da capital. O rei precisa de mais soldados… e agora também nós vamos ficar condenados ao abandono só com velhos e crianças…Belta respondeu-lhe:
Belta: – “Não enquanto tu estiveres cá!”
Belta não parecia surpreendido com a notícia. Avandreolina retorquiu-lhe:
Avandreolina: – “Achas que podes ir divertir-te e deixas o trabalho todo para mim? Nem penses!”
Belta assentiu… nunca conseguira perceber como é que Avandreolina mostrava tal vigor.
Belta: – “Então vais seguir-nos à cidade?”
Avandreolina: – “Estava mais a pensar ir convosco.”
Belta: – “Como esperas enganar os soldados?”
Avandreolina: – “Tenho um plano…”

Naquela noite Avandreolina procurava descansar. Os gritos da sua família ecoavam nos seus ouvidos… não conseguia dormir. Belta permanecia lá fora a dançar à volta da fogueira.
Como é que ele não estava nervoso por ir para a guerra? Avandreolina olhou de relance para um aglomerado de cabelos num canto da casa. Eram o meio perfeito para o seu plano.

De madrugada toda a aldeia estava pesarosa. O nevoeiro escondia as lágrimas das esposas de quase duas dezenas de homens que partiam naquela manhã. Belta não viu Avandreolina em lado algum.

O porta voz dos cavaleiros gritou:
Porta Voz
: – “Em frente!”
Mas um cavaleiro aproximou-se do grupo num cavalo que claramente não possuía ferraduras. O porta voz dos cavaleiros dirigiu-lhe a palavra:
Porta Voz
: – “Quem sois?”
Avandreolina
: – “Sou da aldeia.”- respondeu numa voz arranhada.
Porta Voz
: – “Não te vimos aqui ainda.”
Avandreolina
: – “Cheguei durante a noite de uma viagem a longínqua.”
Porta Voz
: – “A tua voz não me é estranha.”
Belta sorriu.
Avandreolina
: – “Já estive na capital várias vezes!”
A barba postiça de Avandreolina cobria-lhe apenas parte da face mas o nevoeiro parecia ajudar.
Cavaleiro
: – “Muito bem” – disse um dos outros cavaleiros – “partamos que temos que chegar à capital em menos de uma semana.”

Avandreolina colocou-se ao lado de Belta que não conseguia esconder um sorriso comprometedor.
O grupo partiu embrenhando-se na floresta que ladeava o Norte da pequena aldeia.

Avandreolina não imaginava que nunca mais voltaria a ver aqueles rostos amigos que a acolheram.

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Aquarius,
Daniel

Candidaturas, segunda volta!

Voltamos a abrir as candidaturas para a equipa de suporte, as candidaturas anteriores foram removidas. Assim apresenta-se uma boa oportunidade para voltar a tentar, mas é vos pedido para levarem a sério o processo.

Deixo aqui algumas notas sobre o que nunca deve fazer ao escrever a sua candidatura, perca um pouco de tempo a fazer um rascunho antes de o publicar. Lembre-se sempre que a sua candidatura será avaliada pelo que escrever, se que perder meia hora para fazer a sua inscrição é demasiado tempo, com toda a certeza o tempo e a paciência de ser um membro da equipa é bastante mais!

Eis algumas frases tiradas de algumas candidaturas e comentadas pela nossa equipa:
 

  • “…e sou iper activo passoi muitas h neste jogo” – Será isto Português?
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  • “…depois de cuida das aldeias e tals nao tem mais nada pra fazer,por isso eu me candidato ao cargo de Moderador…” – Ser moderador implica ter vida própria?!
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  • “Tenho alguma experiência em html (nomeadamente BB codes, no entanto, não é muita)” – HTML é muito mais que BB-codes, seja honesto e humilde.
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  • “Quero que os tribeiros cresçam e façam as coisas coretamente exatas,…” – Tradutores!?
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  • “Eu fico 16 horas por dia na frente do computador, gosto de sempre estar me relacionando com pessoas diferentes” – Os membros da nossa equipa são pessoas, não são robôs! saia e divirta-se!
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  • “Obs: estou no Tribal wars e no The west quase 24 horas por dia!” – Ao menos dorme…
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  • “cuido de 5 contas no tribal wars todas com mais de 500 pontos em apenas 7 dias” – Será que é multi!? ora deixa cá ver…
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  • “Gostaria de ajudar o TribalWars ja que nao tenho nada para fazer mesmo e tenho NET.” –NET é mesmo indespensável!
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  • “nao tenho experiencia quaze nenhuma! mas gustaria de a ganhar!” – Já só falta falarmos em português, ao menos motivação tem!
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  • “reportar insultos” – texto deveras completo, mas pode continuar a reportar mesmo que não entre para o suporte.
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    Boa sorte a todos!