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Um bem-haja ao S. Martinho…

Finalmente esteve aí o Verão de São Martinho, após um domingo de chuvas e ventos que tudo que apetecia era ficar em casa e nem pensar em sair debaixo dos cobertores São Martinho apareceu com um excelente tempo.

E que podemos fazer quando a oportunidade bate à porta desta forma? Aproveita-la e desfrutar este dia com prazeres simples da vida. Acordei esta manhã já atrasado para os meus afazeres e enquanto decidia o que vestir olhei lá para fora para ser apanhado de surpresa (agradável). Lá me vesti de pé ligeiro e parti para os meus afazeres do dia-a-dia, porém nas tarefas rotineiras do costume olhava para a janela e o sol sorria para mim… tornado aquilo que estava a fazer ainda mais aborrecido.

Optei por ser honesto para com os meus pares e comigo mesmo, levantei-me e disse – peço imensa desculpa, mas este será provavelmente o último dia destes nos próximos tempo e vou aproveitar. Sai porta fora e pegava no telemóvel, estava a marcar o número de uma amiga (residente numa zona costeira) que raramente tenho oportunidade de estar.

Passei rapidamente por casa para deixar os agasalhos extras, pois quando saí não acreditava muito que tão bom tempo fosse ficar. Peguei nos meus óculos de sol e fiz-me a caminho, entrei naquela via rápida para perder o mínimo de tempo possível… e a dada altura olho para a velocidade e já ia bastante acima do limite legal e da velocidade permitida – contudo não abrandei. Nisto ia a ouvir o meu mp3 – o qual já precisa de umas musicas novas – e apreciar o dia.

Rapidamente cheguei ao meu destino, e fui almoçar com a minha amiga e depois fomos até uma explanada ter uma conversa que era capaz de matar as formigas de tédio, mas nem por isso menos estimulante.

Agora, já em casa e depois de tão espectacular tempo, não consigo deixar de pensar que há pequenas coisas que nos realizam tanto (mesmo que por apenas alguns momentos). Não posso dizer que tudo o que fiz foi moralmente correcto, mas posso dizer que a gazeta, o excesso de velocidade, entre outras coisas – ditas erradas – realmente valeram a pena.

Assim, obrigado S. Martinho!
O Anjo da Guarda

PS: sou anjo, mas não sou santo 🙂