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Os jogos e a vida pessoal…

Alguns dias atrás navegava pelo fórum e lia uma sugestão de artigo, como algumas pessoas levam o jogo demasiado serio e por vezes que tal interfere com a sua vida pessoal. Este é um artigo que me pôs a matutar sobre este assunto e especialmente na forma de como o abordar. Duvido que era esta a abordagem que o leitor queria ler, mas torna-se mais fácil para mim concluir algo através de uma “visão clínica”.

Assim arranco com o conceito jogo e a sua inserção na vida de cada um de nós. Jogos é aquilo que fazemos todos os dias, não é um conceito estrito a joguinhos de computador e de tabuleiro, na realidade tudo na vida acaba por ser uma espécie de jogo. É uma forma que o nosso foro psicológico se auto-regula para vivermos uma vida sã (mentalmente). Algumas teorias mais “arcaicas” definiam a vida como um sistema de desafios para se passar de nível de forma a se atingir novos pontos de maturidade.

O jogo (conceito generalista) torna-se assim uma parte integrante da nossa formação pessoal e aprendizagem como seres humanos, quem nunca jogou aos polícias e “roubões”? Que é isto senão um RPG (Role Playing Game) na sua versão offline. Porém, no desenvolvimento desta actividade rapidamente entram conceitos sociais importantes para a dinâmica cognitiva de todos nós, como as regras, a definição de papéis e um elo social de interacção entre diversos indivíduos.

Outro “jogo” comum e presente em todas as idades é a futurologia da mente, uma espécie de xadrez mental que fazemos todos os dias – simulamos (bem ou mal) decisões que temos de tomar e tentamos prever reacções, gosto de pensar que isto é uma espécie de simulador de voo dada a complexidade de variantes que temos de tentar controlar e o objectivo é falhar as twin towers.

Os jogos são onde a nossa mente se refugia, pois é o local ontem podemos teorizar e testar decisões e posturas que nos ajudam a formular as “verdadeiras decisões”. Sem termos de arrecadar com as consequências reais que a vida nos impõe.

Quando compreendemos este conceito que passamos a vida a jogar na nossa mente, devemos ponderar uma nova questão. Vivemos na era do High-Tech, temos emails, sms, telefones moveis, programas de mensagens instantâneas, vídeo-conferencias, etc… mas mesmo assim as pessoas ainda se deslocam milhares de quilómetros para concluir negócios, para ter conversas cara-a-cara… qual o motivo? Se o uso destas tecnologias nos permite comunicar muito mais rapidamente!?

A resposta a esta questão é simples, o contacto humano trás uma valência de sinceridade muito superior à conversa. Estar no mesmo local com quem se está a comunicar permite ler a linguagem verbal e não verbal expondo a pessoa a um nível de “stress” muito superior.

Então o que acontece com os jogos online, estes são o casamento perfeito para a nossa mente. Ora as nossa simulações mentais são sempre tão limitadas… nunca conseguimos prever todas hipóteses, mas podemos sempre citar uma das lei de Murphy: Quando sabemos as duas formas de algo correr mal e as corrigimos, surge uma nova que irá acontecer.

Desta forma os jogos online, permitem-nos interagir com as pessoas e “jogar o jogo”, teorizar e até pedir conselho. Mas a verdadeira vantagem é a combinação deste factor com a muralha do não estar presente, o facto de a pessoa estar blindada pelo monitor permite dar a tal segurança de preservação que o cara-a-cara nunca permitiu. E assim cria-se o mito do crime sem vítima (visível), pois facilmente as pessoas partem de um pré-conceito que sendo um mundo virtual ninguém leva a serio, mas as emoções à distancia, cara-a-cara, ou mesmo nas simulações intelectuais são sempre bem reais.

As dinâmicas num mundo virtual e desprovido do contacto directo são o paraíso da protecção pessoal pois ninguém consegue saber a sinceridade daquilo que está a acontecer, pelo outro lá é o inferno dos abusos pois ninguém vê a lágrima no canto do olho para perceber que está na altura de parar. Criando assim os que abusam e os abusados, sem intenções de fazer os outros sofrerem, afinal de contas apenas os loucos tem a necessidade de criar um péssimo dia a outra pessoa.

Como conclusão, se existe alguma… as pessoas não trazem os seus problemas para os jogos virtuais, apenas usam os jogos virtuais para substituir alguns dos jogos da sua vida. O que fazer então, o mesmo que faríamos numa situação “real” constroem-se mecanismos de auto-preservação e desenvolve-se a capacidade de comunicação directa sobre o que absorvemos dos dados estímulos.

A descascar a cebola do nosso ser,
Anjo da Guarda

Entrevista a Raquel09

Trago-vos hoje mais uma entrevista, a Jogadora em questão é a Raquel09, foi uma entrevista engraçada, com direito a intervalo devido a uma batalha de fortes e tudo^^ Espero que gostem!

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Nome: Raquel

Idade: 36

Profissão: Gestora

Localidade: Porto

Mundos em que joga: Mundos 1, 2 e 3

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Sudritter: Boa noite, antes de mais, gostava por lhe fazer a pergunta que é feita a todos, como conheceu o “nosso” the-West?

Raquel09: Conheci o the-west através da publicidade que apareceu num outro jogo. E embora tenha começado a jogar esse mesmo jogo, este é efectivamente o 1º jogo online da minha vida.

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Sudritter: O motivo desta entrevista, como muitos devem deduzir, é o facto de se encontrar dentro do top5 nos três primeiros mundos do The-West.pt, pergunto, sem deixar demasiadas pistas aos adversários, qual é a formula para o sucesso?

Raquel09: (lol…) sucesso teria sido ficar em 1º nalgum deles. Gosto muito deste jogo, desde o inicio tive a preocupação de o entender, fazer trabalhos que me dessem muita experiencia e ao mesmo tempo completar as aventuras. E fui subindo…

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Sudritter: A nossa primeira entrevista foi ao Manowar, jogador que no mundo em que joga chegou em primeiro ao nível99, demorando aproximadamente um mês até o 2º conseguir isto, o que acha deste feito?

Raquel09: Dou os Parabéns ao Manowar!!! Mas não posso deixar de referir que para mim o melhor jogador do the-west foi o Mav3rick. O melhor em todos os sentidos… Em ranking, em participação e actividade, em disponibilidade para ajudar, na construção da cidade Gotham. Num conjunto de coisas que faz dele o melhor jogador do west.

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Sudritter: Entrou no Mundo um perto da abertura do mesmo, ou andou “a correr atrás do resultado”?

Raquel09: Penso que entrei quase no inicio, o jogo tinha começado há poucos dias. Mas no inicio estava muito atrás no ranking. Fui estabelecendo objectivos e o primeiro deles era chegar à primeira página do ranking e consegui. Depois era aproximar-me o mais possível do topo e cá estou. A partir daí o meu objectivo passou a ser alcançar o Mav3rick. 😉

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Sudritter: Certamente só com dedicação e esforço 🙂
Dos mundos em que joga actualmente, acha ter preferência por algum deles?

Raquel09: Sem dúvida o mundo 1… embora no 2 tenha conseguido estar em primeiro e nessa altura fiquei satisfeita.

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Sudritter: Durante o seu tempo de jogo deve ter feito inúmeros amigos e companheiros, considera que estes o ajudaram a aprender o jogo como aprendeu, tendo devido a eles os resultados que hoje tem?

Raquel09: Claro que sim… Conheci muita gente no jogo e apenas no jogo. Sem eles não saberia o que sei hoje. Ensina-se e aprende-se.

Claro está que me ajudaram jogadores aliados, bem como jogadores de outras alianças.

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Sudritter: Alguém em especial? Poderá ser esta a oportunidade de um agradecimento/homenagem em público 😛

Raquel09: Bem… referir todos os nomes aqui seria extenso e poder-me ia esquecer de algum, mas tenho de referir alguns jogadores com quem privei mais de perto e me marcaram mais, DeltaPsi e Darkmafia, com quem iniciei o meu jogo na Madeira death valley e o Mav3rick a minha referencia durante quase todo o jogo.

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Sudritter: Um tema que tem vindo a ser polémico são as alianças, acha que são propícias ao jogo? Ou que se perde um pouco da essência do West ao jogar com “meio mundo aliado” como dizem os críticos?

Raquel09: No inicio quando começaram as aliança havia muitas e o espírito era muito interessante. Com o decorrer do jogo as alianças foram-se unindo e hoje existem poucas. Mas gosto deste espírito, Transforma o jogo num jogo ainda mais de equipa, combatendo o individualismo.

Quando iniciei o jogo no mundo 2 tinha a ideia de o jogar sem cidade… a título individual, mas logo percebi que não tinha graça nenhuma 😉

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Sudritter: Outra polémica: Ultimamente têm havido várias acusações de batota no jogo, nomeadamente duelos de push up, de modo a subirem mais rapidamente no ranking, principalmente com a chegada ao nível 99 e a corrida pelo lugar de honra isto agravou-se, tem uma opinião sobre isto?

Raquel09: Tenho uma opinião clara sobre isso. Acho que existe mesmo batota nesse sentido. Como referi jogo o The-west desde o inicio e portanto estranho que agora alguns jogadores nestes ultimos 2/3 meses tenham galgado lugares no ranking tão rapidamente,

Nomeadamente dei-me ao trabalho de controlar a situação e verificar que determinado jogador no final de um dia de trabalho perdia tantos duelos como os que ganhava…

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Sudritter: Como sabe, os melhores jogadores começaram a atingir o nível 99, qual a sua opinião sobre este bloqueio a um nível, e como será o jogo para si depois de atingida esta meta?

Raquel09: Uma chatice (lol)

Estou muito perto de o atingir no mundo 1, mas não penso desistir. Depois vou andar a passear pelo jogo, a tentar ganhar medalhas e a participar em batalhas e ficar à espera de uma actualização que altere essa regra.

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Sudritter: Engraçado falar em medalhas, o que acha delas? São um mistério, ou somente mais um ícone estético?

Raquel09: Sinceramente não sei, mas espero que sejam um mistério… por isso vou trabalhar para as conseguir.

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Sudritter: Continuando nos mistérios, uma pergunta que também fiz ao Manowar, dentro do jogo, é religiosa?

Raquel09: Rezei durante quase todo o jogo, mas ultimamente não tenho paciência para rezar e não me tenho dado mal com isso. Não notei diferença nenhuma…

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Sudritter: E sobre as 3 chaves, pretende tentar desvendar mais este enigma?

Raquel09: Já tenho uma chave e claro que gostaria de ter as 3 para ver o que acontece. Essa parte dos mistérios neste jogo é muito gira. (Lol)

Agora ando a juntar todas as armas que não existem à venda nas lojas para tentar ver se a sua existência também é um mistério.

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Sudritter: Hum, ja vi que temos uma jogadora com iniciativa para descodificar o jogo 🙂
O que achou da implementação dos fortes? Considera que são uma mais-valia para o jogo?

Raquel09: São sem dúvida uma mais-valia. Confesso que no inicio não achei muita graça aos fortes. Estava numa fase em que dedicava menos tempo ao jogo e tive algum tempo até perceber a sua dinâmica. Quando entendi comecei a gostar e nesta altura são essenciais para que o jogo prossiga. Estava-se a tornar monótono antes do aparecimento dos fortes.

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Sudritter: Falemos um pouco de si, como consegue relacionar estes 3 mundos com a sua vida pessoal, é complicado?

Raquel09: Muito. Isto de nos queremos licenciar em ” Westologia ” não é tarefa fácil. Durante o dia é só por o boneco a trabalhar e à noite é que dedico um pouco mais de tempo ao jogo.

Normalmente durante o dia só venho dar uma espreitadela para ver como está a correr.

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Sudritter: Em média, quanto tempo passa mais ou menos por dia no jogo?

Raquel09: Pergunta complicada… ultimamente desde que chego a casa até que me deito estou no jogo. Não necessariamente a 100%, Mas tenho dedicado algumas horas, mais do que as que devia. São fases, umas dedico mais outras menos. Agora empenhei-me em unir a aliança UTF e torna-la um pouco mais activa, mas começa a ficar complicado gerir tudo. 🙂

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Sudritter: Caminhando para o fim da entrevista, tem alguma sugestão para o melhoramento do jogo?

Raquel09: Como disse no inicio gosto muito deste jogo e estou certa que haverá sempre o que melhorar, mas no geral acho muito bom. Na minha opinião faltam 2 coisas essenciais, um chat (ou no jogo, ou pelo menos nas batalhas), e mais aventuras.

E já agora… gerir os telegramas é muito complicado. Devíamos poder escolher os telegramas que queremos ver por nome de jogador e deveria haver a possibilidade de criar pastas por exemplo “jogadores por cidade”.

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Sudritter: O chat vem a caminho 🙂 As aventuras… Bom penso que dependerá se haverá ou não alteração na limitação para o nível99.
O que considera desta iniciativa, das entrevistas e artigos no jornal para a comunidade?

Raquel09: Acho uma boa iniciativa. O the-west é já uma grande comunidade e iniciativas como as que referiu servem para dar um pouco de “vida real” a esta mesma comunidade. É interessante!

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Sudritter: Para terminar, tem alguma sugestão para a gerência, suporters ou moderados dos mundos The-West portugueses?

Raquel09: Trabalham bem (Lol). Não tenho qualquer sugestão a fazer, até porque sempre que precisei não tive qualquer problema.

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Sudritter: Queria Agradecer em nome de toda a equipa pelo tempo despendido para a entrevista, é sempre bom termos um feedback por parte dos utilizadores, pessoalmente desejo-lhe boa sorte na chegada ao nível 99, e também na vida em Geral. Obrigado

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Como segunda entrevista, penso que escolhemos a pessoa certa, interessada pelos mistérios, ao contrário de muitos, passou tempo a rezar, opiniões sobre temas polémicos, mais uma vez, parabéns a jogadora 🙂

Sudritter

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Comentários à entrevista no tópico do Fórum do The West: http://forum.the-west.com.pt/showthread.php?t=15884

Comunicado da InnoGames

Tradução do comunicado “Informação aos jogadores

Devido a varias reclamações recebidas na InnoGames GmbH, decidimos abordar esta situação como um grupo e explicar o processo e os parâmetros utilizados na avaliação desta situação, tal como prevenir futuros bloqueios de outros jogadores pelos mesmos motivos.

Com a abertura do pt12, foi criada uma tribo RUN! com mais de 50 membros com nomes de utilizador iniciados por MC (e na maioria dos casos seguido por uma marca/modelo de um carro).

Todos os jogadores desta tribo (incluindo os que tinham convites em aberto) foram banidos do mundo 12 em modo atacável e permanentemente, pelos seguintes motivos:

  • A tipologia dos nomes iria gerar um numero significativo de denuncias de multi-contas ao sistema de suporte e desta forma pode ser considerado como uma tentativa de ataque à integridade deste sistema.
  • Os nomes de utilizadores foram criados utilizando como inspiração o utilizador MC Ferrari, que devido a diversas e (continuamente) infracções das regras tinha sido expulso do servidor, no nosso ponto de vista isto é uma provocação deliberada à equipa de suporte.
  • O fundador da tribo era já tinha feito parte da equipa de suporte e tinha perfeito conhecimento que esta acção seria considerado como um ataque ao sistema.
  • Diversos membros da tribo utilizaram o fórum publico para provocar os jogadores, para serem notados tendo insinuando serem multi-contas, levando a um aumento de solicitações de suporte.

Esta situação foi apresentada à InnoGames na manha seguinte pelo Administrador de Comunidade e explicado o problema, tal como desenhado um plano de acção que consistiu no bloqueio permanente de todas as contas MC na tribo, tal como os que estavam convidados para a tribo.

Foi-nos também explicado que a maioria dos jogadores nessa tribo eram conhecidos infractores de regras e com um histórico (de jogo) complicado, nas suas contas principais e desta forma estabeleceu-se uma associação desta situação com uma ataque directo à integridade do serviço. Assim, com uma lista entre as contas MC e as contas principais dos jogadores foi decidido:

  • os jogadores com um bloqueio nos últimos 45 dias foram expulsos do jogo;
  • os jogadores com mais de um bloqueio e mais de 45 dias foram expulsos do jogo;
  • os jogadores que organizaram esta situação foram expulsos do jogo;

Após isto, todos os jogadores que discutiram os bloqueios no fórum publico, ou tentaram manipular esta situação a seu favor, tal como criarem protestos massivos (exemplos: alteração de nomes de aldeias, nomes de tribos para MC) também foram expulsos do jogo.

Infelizmente, algum jogador decidiu tornar publico informação pessoal e profissional sobre o nosso Administrador de Comunidade e da sua equipa, estes também foram expulsos do jogo.

Outra circunstância foi detectada, jogadores que tinham sido expulsos do jogo foram aplicadas expulsões do servidor às novas contas.

Ainda mais, estamos informados de site paralelos criados com o intuito de publicidade negativa à nossa equipa portuguesa do Tribos, no nosso ponto de vista isso é uma violação to acordo de serviço, tal como está escrito nas regras de jogo.

Todas as acções efectuadas (pela equipa do suporte) são normais e correctas nesta situação, por isso gostaríamos ainda de informar a comunidade que o jogo é um acordo entre a InnoGames e o jogador, que em casos de utilização incorrecta e tentativas de danificar o funcionamento do sistema e do seu suporte é mais que motivo para terminar este acordo.

Quando é aplicada uma expulsão do servidor (terminação de acordo) significa que o comportamento do jogador não se adequa aos esperado na utilização normal do serviço e por esse motivo não existe um desejo da nossa parte em continuar o acordo.

O facto, que ao registo de uma nova conta é enviado um email de activação, isto é uma confirmação que o utilizador está a aceitar os termos do acordo e ao fazer assume um compromisso de cumprir as condições deste, do nosso lado esta avaliação é feita ao longo do tempo, uma vez que temos imensos pedidos de acordos é nos impossível de simplesmente aceitar automaticamente, isto permite que pessoas com quem foi terminado o acordo possam utilizar o o serviço sem a nossa aceitação ou conhecimento.

Em ultimo ponto, gostávamos de relembrar que jogadores que compram pontos premium, quer dizer que este está a contribuir para o desenvolvimento do jogo, mas não está a comprar o direito utilizar incorrectamente o serviço, nestes casos podemos terminar o acordo.

Traduzido da InnoGames GmbH