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Álcool na juventude…

Alguém sugeriu recentemente que se fala-se no binómio álcool-juventude, a minha maior dificuldade é decidir se existe álcool na juventude ou juventude no álcool. A minha única conclusão é que ambas as premissas são uma realidade actual. Apesar de ainda não ser muito velho, estou numa fase de maturidade que me distingue dos tempos de adolescência (mas ainda com proximidade) e permite-me observar na terceira pessoa tais rituais.

O álcool têm várias formas de se ver, pode ser um toque de classe (como um bom vinho com uma boa refeição), um refresco de verão (o tal fino na esplanada), o afogador dos problemas (a garrafa de vodka), uma linha de engate (pagar um copo num bar), um ritual de iniciação (os barris de cerveja nas festas académicas), entre outros.

Eu pessoalmente bebo um copo ou outro com alguma regularidade, porém rara é a altura que subo acima das 0,5mg/L (limite legal para condução), contudo em raras ocasiões é possível ser encontrado um pouco alcoolicamente bem-disposto. Tal acontece apenas em circunstâncias muito especiais e quando a minha responsabilidade e consciência sobre os eventos que se seguem o permite.

Como muitos jovens, também passei pela fase de um consumo excessivo de álcool – apesar de esta fase ter sido altamente reduzida no tempo. A minha fase ocorreu no meu ano de caloiro quando estava a muitos quilómetros de casa e as saídas nocturnas a bares eram a forma de integração num novo grupo de amigos, e um copo era o perfeito quebra-gelo.

Contudo, o álcool hoje aparece na vida dos jovens cada vez mais cedo, hoje em dia ao sair de casa com os meus amigos ou aquela pessoa encontro com regularidade pessoas nos seus 14 anos já num estado além do alcoolicamente bem-disposto. É o “novo” grito de rebeldia! E é ao mesmo tempo o motivo pelo qual, deixei o meu ritual de caloiro e hoje sempre que bebo é com extrema moderação. Olho muitas vezes para as situações que ocorrem com estes jovens e na minha infinita paciência tento desarmar as situações que de mim se aproximam.

É uma paisagem “normal” sair e ver um grupo de miúdos embriagados, permitam-me ser rude, é como as pessoas que atiram com o lixo para o chão… apenas poluem o campo de visão e há sempre alguém que fica para trás e apanhar.

No entanto há um cenário mais grave que é a universidade. É nestas que muitas vezes se agrava o hábito do consumo excessivo do álcool, e torna-se muito difícil de “combater” este problema. A decisão de quanto beber é um pouco como a questão: quão anormal ei de ser hoje!? Coloco as coisas por este prisma tão negativista por ser uma pessoa altamente interligada ainda na vida académica. Recordo-me que não faz muito tempo de ter chatices atrás de chatices porque o grupo de amigos de uma ex-namorada era dos tais que o álcool era algo importante para eles, apesar de ela raramente beber. O factor de ela não beber enquanto inserida nesse grupo foi também um problema para ela, ora muitas pessoas utilizam o álcool como a desculpa máxima para fazerem algumas coisas menos próprias e “ilibarem-se” dos seus actos.

Por outro lado, passei vários anos a estudar como o álcool influencia a saúde e vida das pessoas. Compreendo os “motivos” pelos quais as pessoas bebem em excesso e não os censuro, apenas acredito que há outras formas de se lidar com os “problemas”.

De quem é a culpa do consumo de álcool? Apenas da pessoa que leva o copo à boca… e não digo isto numa forma moralista, pelo contrario. Cada qual tem momentos na vida que são mais veneráveis e não existem protocolos mágicos de curas para esses momentos, o mundo é cada vez mais cinza aos olhos das pessoas e desanima a vontade de lutar por melhores momentos. Mas a garrafa não é o mesmo que uma caixa de cereais – não há um prémio no fundo desta.

Aos amigos sóbrios, o consumo excessivo de álcool pode ser uma fase passageira ou algo que perdura. Infelizmente, o álcool é um psicotrópico de efeitos deprimentes – quer isto dizer que quanto mais se procura a felicidade no fundo de uma garrafa mais deprimido se fica. E muitas vezes é preciso intervir clinicamente. É da responsabilidade de quem está à volta dessa pessoa de saber quando as coisas já descarrilaram e actuar antes que se perca demasiado. No entanto isto é algo difícil pois desagradar um bom amigo, mesmo que para o seu bem é complicado.

Tudo faz bem na dose correcta, mas os excessos matam.
Anjo da Guarda

Mundos encerrados

Esta segunda-feira, 27 de Abril, todos os mundos com mais de 1 ano serão fechados a novos registos.

Dada a dificuldade que é entrar num mundo após 1 ano da sua actividade e para manter a competitividade no mundo foi decidido que após 27 de Abril todos os mundos assim que atinjam o seu primeiro aniversário serão encerrados a novos registos. Os mundos continuarão a funcionar, mas novos jogadores não poderão se registar neles.

Votos de um bom jogo.
Ricardo, Adminstrador de Comunidade