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f8 (triste) de 2011

Mal sabiam as pessoas o que o destino (f8 – fate) lhes esperava na conferência do Facebook deste ano. Desde 2007 que se realiza o Facebook f8, uma conferência para profissionais e investidores.

Alguns de nós foram felizardos de não assistir ao atraso de 15 minutos para o arranque da conferência, ou assistir a 10 minutos de palhaçada do sósia do Mark Zuckerberg. Na realidade, estes até foram os melhores 10 minutos de toda a conferência.

Contudo quem não teve a oportunidade de estar presente pode ver a “keynote” completa na página do evento (não aconselhado).

Após terem sido perdidas quase 2 horas a ver a conferência, é caso para fazer de novo a pergunta “Afinal quem inventou o Facebook?” – podemos contar com a “inovações” do Facebook – o timeline, ou seja um novo layout e nada mais. Os planos da empresa dizem é ser mais social e lightweight (leve) o bombardeamento. Eu por outro lado vi algo diferente, fiquei a saber que o fundador do Facebook, tem um mini-cão que lhe chama de besta/monstro (Beast) com quase 200 mil amigos (parece ter mais sucesso que o dono…) e que cozinhar é a nova cena na interacção social…

Honestamente, não se pode deixar de apontar críticas à nova experiência social, especialmente quando tentam impingir que o nosso perfil são os primeiros passos de uma (nova) conversa, se assim é, não é também devidamente importante o “não gosto”? Falo por mim, mas nos primeiros 30 minutos de uma conversa hoje era bem capaz de dizer não gosto do Facebook…

Outra ângulo estranho nesta conferência, é claramente para onde está a virar a social media, ou para onde o Sr. Zuckerberg nos quer levar? Partilhar mais? Trocar a experiência de uma nova conversa por um perfil e um timeline? Ao que parece o objectivo de partilhar é governado pelo curso do fundador da empresa, ora se ele agora gosta de cozinhar precisamos por no perfil as receitas que sabemos fazer? Ou então ele quer-nos mostrar os passos que teve de dar para “inventar o Facebook” com uma timeline? – receptivo a dúvidas, à semelhança do primeiro homem a ir à lua…

Mas, alguma coisa tinha de ser positiva nestas duas horas de tortura… Toda a postura do CEO do Facebook trouxe finalmente a resposta a algumas perguntas que tinha vindo a formar neste ano. Após ver as conferências da Microsoft, Google e Apple, não consegui deixar de perguntar-me – “Mas porque raio estes fulanos estão todos a virar-se para o Twitter quando o Facebook é que tem as massas?” – Se virem a conferência irão claramente ver que não basta apenas ter-se sorte para se triunfar no mercado. É necessário manter os nossos aliados bem perto, sejam eles grande ou pequenos.

Em suma, o Facebook irá continuar a crescer porque ainda tem uma boa cota de mercado e ainda não decidiram remover aquilo que fez o seu sucesso (grupos, eventos, etc.), mas com os updates recentes (Facebook email, novo chat, etc.) outros segmentos como o Twitter e o Google+ podem contar com os dissidentes sociais.

Ressuscitado pelo Zuckerberg,
Advogado do Diabo

Facebook!?

de: http://www.ipjornal.com

Nos últimos meses tenho acompanhado na imprensa diversos artigos relativos ao facebook e ponderado como este veio alterar a nossa vida…

Espero que este seja o tal artigo que finalmente escrevo de inicio ao fim sobre as redes sociais, visto que passou ano e meio que iniciei o primeiro esboço sobre esta temática tão em vogue nos dias actuais. Ano e meio atrás… A minha primeira ideia era demonstrar como o facebook tinha vindo a substituir o Hi5 (para quem ainda se lembra deste).

A história…

O Hi5 iniciou a sua actividade em 2003, seguindo o exemplo dos seus rivais Friendster e MySpace, e teve um enorme sucesso no mercado português, aquilo que hoje se chama de “geração X” iniciou o cyberdating como práctica comum e a geração (Y) actual quase que já nem vive sem esta.

O Hi5 foi noticiado pela Newsweek em 2009 como sendo o euro trash do facebook, à medida que ia perdendo a sua cota de mercado para este novo produto. Este ano foi claramente o ano em que o facebook marcou-se como líder de mercado, deixando para trás o orkut (gigante da Google no Brasil), Hi5 (mercado Portugues), Friendster, MySpace, …

Motivo de sucesso?

O facebook acabou por triunfar sobre os restantes por um motivo muito simples, consegui juntar as funções que nos agradaram dos concorrentes e removeram aquilo que era altamente frustrante de ter de aturar. No facebook podemos estar ligados aos nossos amigos e aumentar a nossa rede social de uma forma uniforme e sem os efeitos ridículos que o Hi5 permite… era irritante abrir a página de uma pessoa e ser bombardeado com uma banda sonora tirada de um filme de Bollywood (Hollywood da Índia)…

E aquela miúda gira que vimos na outra festa, que ficamos apenas com o nome? Como podemos a encontrar? Com 50% de probabilidade basta irmos à página do evento, porque de certeza que existe, e vermos quem disse que ia…

Até à poucos dias, falava-se que se não estava no Google é porque não existe… hoje poderemos começar a dizer que se não está a fotografia no facebook não é verdade.

Partilhamos vídeos, fotos, links tal como no MySpace, procuramos as pessoas que tem interesses similares aos nossos tal como faríamos no Orkut, Hi5, etc… Cada vez estamos mais ligados aos amigos e aos “estranhos (amigos)”.

Problemas evidentes do Facebook

Logo no topo das reclamações está a privacidade, este é de certeza o maior risco e a pior das reclamações. Pois o facebook é uma maquina de guerra no que toca à privacidade, nós conseguimos controlar quase tudo o que queremos que a outra pessoa saiba de nós, ou um dado grupo.

É neste aspecto que o facebook realmente triunfa em relação aos seus concorrentes… Podemos ter um perfil para aqueles com quem somos próximos e queremos partilhar a nossa vida, com os colegas de escola, com os colegas de trabalho, com os futuros engates, com os desconhecidos, etc. Isto tudo com umas poucas horas de trabalho de configuração da conta.

Para mim, o real problema do facebook é quem nós somos… se visitassem o meu facebook pessoal, pensariam que eu era apenas borgas e bejecas com os amigos, que passava a vida a fazer férias e a viajar… Sim, eu faço isso tudo! Mas também tenho os meus maus momentos e são esses os maus momentos que podemos optar ou não por partilhar com os nossos “amigos”… será que desejo partilhar com o mundo que terminei uma relação de x tempo? Ou que estou em casa doente? Entre muitas as outras coisas…

A questão que se levanta com a privacidade, não é tanto de uma configuração de permissões, quanto a de educação daquilo que quero partilhar com o mundo! Naturalmente se acabei uma relação e estou preparado para voltar a reatar uns laços com uma amiga que na altura foi apenas um momento estranho seria simples alterar o estado e ver a aparecer no mural, esperar um pouco até os comentários começarem a chover… e se isso não chegasse, dar um toquezito à amiguinha…

A privacidade acaba sempre por ser o quanto nos queremos expor e o passo que a sociedade virtual leva. É nada mais nada menos que uma imposição de limites a nós e não a um espaço virtual.

Facebook vs (LinkedIn, Xing, …)

Já estivemos a divagar como o facebook interfere na nossa visa social, contudo começa a ser uma pratica comum usar o facebook como rastreio de candidatos a empregos. Isto é, pode até ser muito divertido sair com os amigos apanhar umas cervejas a mais e tal, mas ter essa fotografia como a de perfil é a causa numero 1 para se perder uma oportunidade de emprego… isso e as fotografias que fazem as outras pessoas pensarem que são uns pobres coitados desalojados que não têm a possibilidade de arranjar um quarto…

(neste momento: há pelo menos uma pessoa a pensar e as fotos que já estão as pessoas num quarto? Simples, voltem a ler a política de utilização do facebook e depois comparem com a de um Tube qualquer que não é o YouTube!)

Voltando ao assunto anterior, o LinkedIn, Xing e outros continuam a ter um espaço muito importante no mercado visto que é um motor de busca baseado em aptidões e contactos profissionais sem grandes laços à vida boémia das pessoas. Visto que o facebook ainda não permite a busca de dados profissionais.

Facebook vs wiki

Nesta altura alguém deve estar a dizer, que devo andar parvo e acabei por tocar num aspecto que não tem nada haver… Afinal de contas o facebook até se liga à wikipedia…

Esta comparação é feita como fruto da comunidade estudantil dos tempos que correm, ora fosse eu capaz de esquecer numa apresentação de um trabalho universitário estar a ver o orador a ler de uma folha de papel cujo cabeçalho tinha o logo da wiki…

Assim sendo, para fins de argumentação digamos que a wiki é uma fonte valida de conhecimento.

O facebook na área das ciência sociais ainda é melhor! A wikipedia, na bastarda ciência (social) é sempre a interpretação de alguém, já o facebook são os dados fiáveis para analisar uma hipótese e formular a nossa interpretação.

Ainda ontem estava a ler um artigo divinal do Telegraph sobre as relações e o facebook. Que passo a resumir:

“A maior taxa de ruptura de relações acontece à segunda-feira e antes do dia dos namorados” o artigo ainda explicava mais alguns aspectos sobre a “Spring-break” como sendo o ponto alto, contudo em Portugal deverá ser seguro dizer que isso deve ocorrer em tempo de queimas e outras festividades universitárias. Mas deixo-vos aqui o gráfico para tirarem algumas conclusões engraçadas, relembrado que o estudo foi feito em base das mensagens de mural.

O futuro?

O facebook foi uma revolução significativa na forma de comunicarmos, mas não foi a melhor invenção desd’o pão fatiado sem côdea. Neste momento está a atingir o seu auge, contudo todos os modelos apontam para o seu decréscimo futuro e “substituição”, da mesma forma que este substitui em parte as SMS pelas mensagens de mural.

Qual será a próxima revolução instrumental na nossa forma de viver? Ainda é cedo para determinar, mas se ela ainda não se estiver a materializar já deve andar num papelinho qualquer ou na cabeça de alguém (quem sabe se não na vossa).

Conclusão (se há alguma a tirar)…

Os perigos e benefícios da internet somos nós que os criamos, cada qual é responsável por determinar que dados decide tornar públicos e quais as suas afiliações.

Não devemos culpar avalanche tecnológica pela falta de privacidade, quando somos nós que permitimos ser arrastados por ela… seja na nossa vida profissional, social ou amorosa.

O espaço virtual está realmente cheio de pessoas parvas, contudo nós temos sempre a opção de bloquear a nossa vida a essas pessoas, tal como no dia-a-dia físico.

Ninguém é obrigado a nada…

O defensor dos pecadores,

Advogado do Diabo.