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Speed – Milestone!

Não é pequeno feito estamos a aproximar da milésima ronda speed. O percurso até aqui não foi simples, pelo contrario foi deveras atribulado, contudo considero que estamos todos de parabéns – tanto jogadores como a equipa de suporte em finalmente estamos a chegar a tal marco.

Para celebrar tal feito será feita uma ronda especial entre jogadores e equipa de suporte. Qual o motivo para chamarmos esta ronda “especial” podem questionar-nos?

Apesar de não estamos a contar fazer a ronda com a nova versão 7.0, visto esta ainda estar na fase final de preparação, temos dois grandes factores a trazer nesta ronda:

  • A presença da equipa de suporte, como devem saber a equipa de suporte não são jogadores activos visto que o trabalho e as responsabilidades ocupam practicamente o nosso tempo todo, contudo iremos tirar as 24h para podermos divertir um pouco com os jogadores e jogar aquilo que consideramos uma ronda fascinante.
  • Como alguns devem saber, antes do lançamento de um mundo a equipa de suporte junta-se para testar o mundo, contudo na generalidade dos casos temos apenas 7 dias para testar um ano de desenvolvimento do jogo, e por esse motivo subimos com a velocidade até aos 25.000x e abusamos dos servidores ao máximo para ter a certeza que eles vão aguentar a carga. Esta ronda, infelizmente não pode ser a esta velocidade, mas como é a 1000ª ronda achamos perfeito faze-la a 1000x.

Bem, vamos agora trabalhar nas configurações e iremos manter-vos actualizados.

Ricardo Vitoriano, Gestor de Comunidades

Anatomia: uma má discussão

Quem nunca teve uma discussão? Apenas aquele que ainda está para existir pode dizer que não teve uma discussão mas brevemente irá perceber que isso não dura para sempre enquanto estiver a competir com os restantes milhares de concorrentes da existência enquanto ser.

Há boas e más discussões como tudo na vida, a única coisa certeira é que nada é perfeito. A boa discussão, se é que existe é aquela em que aprendemos algo e mudamos algo em nós perante o mundo. Já a má discussão é o puro desperdício de ar em que pelo menos uma das partes não está interessada em construir algo de produtivo após essa discussão.

Recentemente, tive a experiencia de viver várias discussões e tive algum tempo para parar e puxar-me para fora do cenário bélico e tentar ser a Suíça no conflito. Rapidamente consegui ver que ambas as partes estavam erradas, nem tanto no que se discutia, fosse correcto ou errado o que tinha sido feito, ou quem tinha feito o pior. Pois ambas as partes tinham pecado, contudo o verdadeiro erro nem era discernir qual das partes poderia ter maior quota na razão, mas sim a postura que já levam para a discussão, ora quando um queria ceder o outro claramente atacava, e quando se chegava à discussão seguinte os papeis acabavam por se inverter.

A anatomia de uma má discussão não está na discussão em si, mas sim no que rodeia, ou melhor dizendo no intervalo da discussão. São todos aqueles pequenos (e grandes) detalhes que vamos fazendo ao longo do tempo apenas para fazer a outra pessoa se sentir mal.

O sentimento de desconforto, o por sal na ferida e os actos egoístas são resultados são fenómenos de “bola de neve”.  Há gesto que são “delicados” outros mais grotescos, mas todos eles contribuem para a má discussão e destruir os motivos que levaram as duas partes a discutir.

Quando olho para trás e anatomicamente disseco a minha discussão sei que no inicio tive razões, mas diversas acções e palavras proferidas levaram-me a perder o motivo original da discussão, contudo estas mesmas acções e ditos levaram a outras reacções que por sua vez também fizeram o outro lado perder parte da razão ganha, e assim sucessivamente.

O resultado é inevitavelmente uma má discussão, pois focou-se sempre nas causas e não no compromisso de solução que funciona-se e satisfizesse ambas as partes.

Resumindo aquilo que nada diz, as discussões são inevitáveis e acabam por ser um exercício de cedências e esquecimentos do egoísmo do ser, devemos querer algo para o futuro e não arrastar o que passou.

Há uma expressão típica que diz “forgive and forget” que dispensamos rapidamente nas discussões, contudo uma má discussão demasiado longa resta-lhe apenas o “forget” e ninguém está mais interessado no “forgive”.

Um dia mais sábio,
Anjo da Guarda

A História de Avandreolina – Episódio 2

À medida que o grupo de cavaleiros se embrenhava na floresta avançava mais devagar. A grande densidade de árvores, ramos e arbustos impedia os cavalos de avançar com celeridade. A floresta não era muito grande mas era o caminho mais curto para a capital. Não havia grandes conversas entre os cavaleiros. Belta evitava olhar para Avandreolina com receio de se desatar a rir, as suas espessas “barbas” iam deixando um pequeno trilho pelo caminho. Os mais corajosos iam cantando canções populares de épicos esquecidos.

Avandreolina tinha dificuldade em manter o passo. O seu cavalo, um animal de quinta, não possuía o equipamento necessário para uma viagem tão grande e temia não conseguir chegar à capital. Cada vez mais tomava atenção ao pequeno grupo de cavaleiros da capital. Nenhum parecia particularmente contente com a situação excepto o porta voz dos cavaleiros que elogiava constantemente aquela acção sobre a pequena aldeia. O mais velho do grupo era também o mais encorpado. A sua pele extremamente morena revelava uma grande experiência no campo de batalha. Avandreolina perguntou-lhe:
Avandreolina: – Que notícias há da frente da guerra?
Gebor: – Não há notícias há semanas.
Avandreolina: – Então em que estado está o reino?
Gebor: – O reino está adormecido. Desde que o rei Julius faleceu que a vitória pareceu esquecer-nos. Os nossos aliados a Norte e a Leste ameaçam abandonar-nos e prestar vassalagem à Tríade.
Avandreolina: – E enquanto tudo isto sucede o que tem feito o rei?
Gebor: – O rei está no seu castelo rodeado de soldados, receoso do futuro. Enquanto isso o General Sirrus lidera os esquadrões para uma derradeira batalha no vale das almas.
Avandreolina: – Quantos homens possui o rei?
Gebor: – Nos esquadrões juntaram-se cerca de 60 mil homens e cavaleiros. Juntar-se-hão outros tantos depois de formados na capital.
Trog: – Não te esqueças dos mercenários que virão da Casa de Dukov. Chegaremos certamente aos 150 mil no total.
Parecia que um leve alento sustinha as suas palavras.
Avandreolina: – E chegarão tais soldados para derrotar o exército da Tríade?
Ninguém lhe respondeu…

Gebor estava no exército desde tenra idade. Havia vivido dezenas de batalhas e conhecia de perto a proximidade com a morte mas na eminência de combater o exército da Tríade de Pilfius não conseguia manter a coragem que lhe era tão característica.
Trog era um homem baixo e bastante gordo. O seu elmo parecia ser pequeno olhando para o resto do seu corpo.
O pequeno grupo continuou a travessia da floresta e chegou à orla do outro lado da floresta já a meio da tarde e via-se no horizonte um grande planalto praticamente sem árvores.

Pararam para repousar um pouco à sombra das últimas copas quando um homem a pé apareceu mais adiante aos gritos. Avandreolina foi a primeira a avistá-lo. Avisou o resto do grupo e correu a pé em direcção ao homem. O pobre homem estava magoado num braço e sangrava profusamente de um corte na mão. Gritava sem fazer sentido.
Homem ferido: -A… ldeia… fe…ridos…. fa…mília…
O porta voz dos cavaleiros olhou para todos os lados e detectou um pequeno fio de fumo por trás de um monte a Sul da floresta.
Porta voz: – Quem vos atacou?
Homem ferido: – E… e… eram ne…g…gros… cava…los negros…

Gebor puxou da espada e dirigiu-se a cavalo em direcção ao fio de fumo.
O pequeno grupo de cavaleiros da capital seguiu-o sem dizer uma palavra. Todos de espada na mão.
Entretanto Avandreolina e os homens da sua aldeia estavam imóveis sem saber o que fazer. Belta permanecia no fundo do grupo à procura de qualquer coisa no meio da sua saca.

Avandreolina subiu para o cavalo do porta voz e dirigiu-se no encalço de Gebor.
Mal passou o pequeno monte viu que uma dúzia de cavaleiros negros se afastava da pequena aldeia enquanto Gebor e alguns dos cavaleiros da capital tentavam repelir os restantes que ainda se moviam pela aldeia.
Trog: – “AAAAAAAAAAAAAAAAAAH………”
Avandreolina ouviu um grito e correu imediatamente para Trog. Este jazia mudo, sem elmo com uma maça cravada nas costas, a sua cota de malha não parecia ter tido efeito perante a força massiva de quem empunhara aquela maça.

Gebor tinha conseguido afastar 3 cavaleiros negros do centro da aldeia. Os restantes cavaleiros da capital reuniram-se na praça. Tinham conseguido proteger a aldeia. Mas que aldeia? Olhando em volta ninguém se mexia.
O grupo de cavaleiros negros afastara-se incólume e eles perderam um homem. Nisto uma das casas abre uma porta. Uma pequena cabeça espreita cá para fora.

O silêncio que se abatera sobre a aldeia lembrava o de um cemitério.
Avandreolina correu para junto da criança, suja mas lavada em lágrimas, muda como toda a aldeia.

O nosso pequeno grupo de aventureiros ainda não tivera treino de guerra mas ela não esperava por eles.

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Aquarius,
Daniel