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Desculpa, tens razão…

Não consigo deixar de pensar na musiquinha da Tracey Chapman, que depois foi adaptada por umas bandas pop, quando penso neste assunto – Ela dizia “Pedir desculpa parece ser a coisa mais difícil” (traduzido e adaptado). Hoje trago este assunto, porque tive de pedir o perdão a alguém me próximo por uma situação ridícula.

sorryEntão sobre o pedir desculpa, será mesmo a coisa mais difícil? Acho que não é… As pessoas pedem desculpas a torto e a direito, o pedido de desculpa muitas vezes é utilizado como forma de dizer vamos falar sobre outro assunto!? Sendo tantas vezes falso e não sentido.

Apesar de Anjo, tenho consciência de algumas coisas que todos fazemos e não devíamos, mas sofremos da divina imperfeição humana que nos torna a todos tão especiais.

Acho a parte difícil em pedir o perdão de outra pessoa é a conjunção de “desculpa, tens razão…” – o assumir que a outra parte tem razões fortes para estar chateada e quando é alguém de importante torna tudo diferente, pois falhamos para com uma pessoa que temos em estima e só por isso estamos em falha com nós próprios.

O assumir o erro nesta fase é um passo para a se redimir, mas como dizem os ingleses “sorry doesn’t put humpty dumpty back toghether”. O pedido de desculpas é um acto de submissão à merece da outra pessoa e seus caprichos, o único problema nesta situação é que há dois possíveis cenários de resultado: uma subavaliação do problema (e não nos sentimos castigados e fica o sentimento da divida), a sobreavaliação (neste caso resulta na típica expressão “já te pedi desculpas que mais queres”) e ainda a medida justa (isto é tão raro que nem contei).

Dizem que perdoar é divino e errar é humano, eu compreendo o sentido destas premissas na extensão que é difícil para quem é o lesado encontrar a medida justa de exprimir a “sua dor” na medida certa, mas as pessoas pecam para com as outras pessoas.

O problema dos pecados não são eles acontecerem é impedir que estes tornem-se o princípio de outros e gerem um conflito de maior proporção ou que este perpetuem na sua ocorrência.

Dedicatória: desculpa ter adormecido e ter-te dado uma grande seca.

De asas fechadas,
O anjo da guarda