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Reset, a vencedora do Mundo 5

“Como ponto prévio, gostaria de referir que o meu objetivo inicial com esta entrevista era fazer as coisas de maneira diferente do que tem sido nos mundos que terminaram. Ou seja, não ser eu, o líder, a falar, mas dar voz a todos os que quisessem da Reset para serem eles os entrevistados. Para o efeito solicitei internamente que todos contribuíssem com um pequeno texto sobre algum momento específico do jogo que os tivesse marcado, falassem do que é a Reset e o que permitiu chegarmos ao final da maratona em 1.º lugar. Por isso mesmo, ao longo desta entrevista, irão encontrar respostas não só do Hélder, mas também, de vários jogadores da Reset.”

Para começar gostaríamos de saber quem é o Hélder, o que faz e como conheceu o Tribos?

Sou uma pessoa normalíssima que gosta muito pouco de falar dela em público e com uma família que me faz lembrar todos os dias que tudo vale a pena. Tenho 41 anos, com uma atividade profissional ligada àquelas coisas chatas e aborrecidas como finanças, controlo de gestão, contabilidade e fiscalidade e a nível pessoal sou casado e tenho 2 filhos.

Conheci o Tribos há sensivelmente 4 anos. Sempre gostei de jogos de estratégia e, na altura, quis o destino que as minhas procuras online me levassem até ao Tribos, mais concretamente ao mundo 3.

O que começou por ser apenas uma tarefa como o de ligar a televisão e ver um filme quando me apetecesse, rapidamente se transformou num hobby viciante e intenso. Muito por culpa de um grupo de pessoas que aprendi a conhecer e a trabalhar em equipa nesse mundo 3 e que alguns deles se mantiveram comigo até ao final deste mundo 5, razão pela qual estamos hoje a conversar.

Certamente que se lembra dos seus tempos no início do jogo, quando pouco ou nada sabia em relação ao Tribos. Como foram esses inícios no jogo?

Comecei a jogar talvez em julho de 2008 no mundo 3 com o nome de utilizador Nero the Rott em homenagem ao meu rottweiler que se chamava Nero. Em 03/08/2008, e por questões de proximidade, “ofereci-me” a uma tribo pequenina chamada NF|P (Nightfighters|P), liderada pelo cmtf e começo então a perceber, pouco, mas a perceber, a dinâmica do jogo.

Sempre na vida fui pessoa de projectos longos, pautando sempre a minha conduta por valores como lealdade, ética e integridade. Com isso, posso dizer que a NF|P foi a 1.ª e única tribo em que estive até ela terminar. Terminou com um ultimatum de uma tribo maior e nome no mundo 3 na altura, que se chamava N.O.M. (Nova Ordem Mundial Elite pro). Ultimatum esse que foi mais ou menos: “ou vocês veem para cá ou então desaparecem do mapa”. Nós, pequeninos, que éramos inexperientes, mas que já dávamos nas vistas pela forma aguerrida e unida (ingenuidade talvez?) com que nos metíamos com todos, grandes, pequenos, vedetas do Tribos e afins, chegámos a ponderar não aceitar o “convite amistoso”, mas dado o interesse de alguns de nós em continuar a jogar, lá aceitamos integrar a N.O.M.. O nosso líder da altura, cmtf, decidiu assim e eu aceitaria a decisão qualquer que ela fosse. Até porque eu andava tipo “barata tonta” a absorver tudo sobre o jogo com a curiosidade típica de um miúdo à descoberta.

Não obstante, a integração nunca aconteceu na sua plenitude pela forma como se deu o convite. Surge nessa altura (novembro de 2008) a abertura do mundo 5.

Uma nossa colega e amiga de jogo, a *mr*, começa-nos a sondar em replicar a NF|P no mundo 5 e lá vamos nós. Assim começa a nossa aventura no mundo 5 em dezembro de 2008.

Tínhamos uma líder empenhadíssima (*mr*) e um grupo de pessoas entusiasmadas pelo jogo pelo que na altura eram tudo maravilhas. Íamos fazer e acontecer. Já estava ganho e ainda nem tínhamos começado J.

Aqui vale a pena realçar um episódio que espelha bem o meu nível de “noobice” que em boa verdade se mantém até aos dias de hoje.

Entro no mundo 5 com o meu nome de utilizador de sempre, Nero the Rott, em 5 de dezembro de 2008. Vamos todos para aquele que se tornou o primeiro continente a ser dominado pela Reset (Click Restart), o K42.

15 dias depois, ando eu a evoluir a minha aldeiazita e a explorar as opções da conta e, quando dou por mim, tinha apagado a minha conta – não me perguntem como fiz, porque nem eu sei bem. O que é certo é que nessa altura a frustração foi tanta que decidi dar por terminada a minha participação no Tribos.

Depois de muita insistência dos meus colegas começo a jogar com a conta pela qual me conhecem no mundo 5, eecaveira.

Seguramente este será o melhor episódio para responder à sua questão.

Como nasceu este projeto?

A Reset veio ao mundo a 22 de fevereiro de 2009.

Mas para responder a esta pergunta deixo aqui o testemunho de um jogador da Reset, o Beat m up, e que espelha bem o que foi a Reset nos seus primeiros meses de vida.

Para quem não sabe, o Beat m up era o líder da Fun! (Have Fun!). Nos primórdios do jogo decidiu-se juntar estes dois pequenos grupos de jogadores, o nosso (NF|P) e o deles (Fun!), dando origem à NFun! (Have some Fun!!).

Convém referir que o Beat m up liderou a Reset juntamente com a *mr* nos dois a três primeiros meses da tribo, estando eu como vice-líder e depois por razões várias de indisponibilidade de um e de outro, pego na tribo sensivelmente a partir de maio de 2009 se não me falha a memória.

Beat m up a 08.06.2012 às 22:11

Um grupo feito de amizade no jogo, resolveu mais uma vez, iniciar um mundo, e assim entrámos no pt5, éramos uma tribo pequena com o seu ponto central no K42, na altura a Fun! – como disse éramos pequenos e sabíamos que por perto estava uma tribo com membros que tinham migrado do pt3 os NF|P, tivemos umas picardias e verificámos que eram unidos e trabalhavam em equipa também, decidimos assim juntar as duas tribos e renascemos como a NFun!. Na mesma altura uma tribo se cria no K vizinho, era a K43 (Os Traídos….), iniciou-se assim uma guerra entre a NFun! e a K43, era uma guerra onde se podia concluir que estavam bons jogadores em ambas… Aliás conhecíamo-nos de outros mundos, iniciámos conversações para uma fusão, a última que faríamos no jogo… Mas de fusões o mundo estava cheio, assim como de famílias, queríamos algo de diferente, não queríamos membros sem fim, e pouco ativos, queríamos criar um grupo de amigos que trabalha-se como equipa, onde o espírito de união prevalecesse, sem recurso a recrutamento em massa, mas antes um recrutamento estratégico, e antes de mais verificar se os jogadores se integrariam na ideologia, com esta ideia em mente criámos a Reset
Os primeiros tempos ficaram marcados pela nossa precisão horária e cirúrgica, os famigerados “coordenados da Reset” eram preparados ao segundo, e era para todos os membros participarem… Foi assim que iniciámos hostilidades com quase tudo o que nos rodeava… Esses coordenados foram talvez o momento mais importante da Reset, foi com eles que criámos o espírito de união ainda hoje reinante na tribo, assim como a nível de estratégia era uma machadada psicológica, os nossos inimigos viam companheiros de armas desaparecerem em segundos, e o respeito para com a nossa tribo crescia a olhos vistos…
Foram momentos inesquecíveis com piadas internas, as nossas famosas idas ao “privado”, conversa via MSN com os líderes, e a nossa líder da altura adorava privados com quem falhasse 😉

Como foi gerir a Reset? Houve conflitos internos? As questões diplomáticas foram sempre consensuais?

O período de jogo no mundo 3 e o facto de ter sido um observador privilegiado por ter acesso a todas as mensagens que eram trocadas desde a entrada no mundo 5 e a sorte que tive de conviver no jogo com pessoas com maturidade e boas pessoas por natureza, deram-me uma visão abrangente do que queria e do que não queria para a Reset.

Aliado a isso, a minha vivência pessoal e profissional levam-me a refletir sobre como levar este projeto a ser um projeto vencedor e respeitado por todos.

O essencial foi a definição inicial do que era isto do Tribos. Para mim, Tribos corresponde a um espírito tribal onde um grupo heterogéneo com vivências e experiências de vida díspares se une em torno de uma ideia, um tema ou um propósito que liga os seus membros. Tribos são grupos de pessoas com interesses comuns que se ajudam mutuamente. Liderar, mais do que gerir, é ser capaz de perceber esse potencial e criar as condições para os seus membros comunicarem entre si de uma forma organizada e com objetivos comuns. As opções estratégicas permitiram que se fortalecessem os laços emocionais entre os membros da tribo quase como promovendo um “consumo sagrado” da Reset (não essencial, mas irresistível). Adotando uma comunicação adaptada e focada nas preferências específicas de cada um. Tendo isto em mente foi definido o rumo. Em paralelo, começo atentamente a olhar para cada membro da Reset e a ver o que escrevem, o que dizem, o que fazem. Dessa observação, sai aquele que foi o meu núcleo duro e que para além de me ajudarem na gestão operacional diária, recorria amiúde para auscultar opiniões sobre dúvidas que tinha ou passos a serem dados. Na Reset felizmente que todos interiorizaram o seu papel e sabem que todos foram importantes no seu campo de atuação. Desde o carcaldas, à sonia2070, ao GJPEIXOTO, cortiço ventoinha, marcoazinheira, etc., etc. Todos sem exceção e já sei que alguém vai ficar chateado comigo por me ter esquecido de colocar aqui o nome J (perdoem-me gente!). Houve contudo três pessoas que puxei para cima e que sem eles não conseguiria ter forças para tamanho fardo. Cada um com características diferentes e que se complementavam como um todo. O fersal pela sua serenidade e bom senso; o EL NeroKido pela sua dedicação e disponibilidade para ajudar tudo e todos; e, o KEMPES35 que é aquela figura de quem não se consegue deixar de gostar e que se tornou o responsável pelos recrutamentos da tribo e com o qual passei horas a fio ao telefone a falar de estratégia e dos recrutamentos que iriamos ou não fazer. O homem deve-se ter tornado o principal cliente da operadora móvel face à quantidade de tempo que ele passava com os potenciais jogadores da Reset. Era tudo escalpelizado ao pormenor até ser possível entrar.

Deixo aqui a minha última mensagem que enviei internamente à tribo e que acredito responder à questão. Não vou obviamente falar dos conflitos internos e questões diplomáticas consensuais ou não, porque por isso todas as tribos passam e o importante é resolvê-las de imediato não deixando crescer esses sentimentos menos bons.

eecaveira

Caros amigos e amigas,
Lembro-me como se fosse hoje, do processo de criação da Reset e pertencer a esse grupo de pessoas que estão cá desde o primeiro dia.
Foram três anos e meio intensos a todos os níveis. Decisões estratégicas, comunicação adaptada a uma população de diferentes realidades e expectativas com o jogo, diversão à fartazana e de vez enquando alguns murros na mesa e decisões difíceis, mas necessárias. Sorri quase diariamente com todos vocês, ao ler as vossas mensagens, ao ler o fórum, nos nossos convívios, ao falar ao telefone.
Ao ver as vossas mensagens não deixo de ficar comovido por estarmos a chegar ao fim de um percurso longo.
Quero agradecer a todos com um carinho especial, o terem acreditado no projeto Reset e terem caminhado lado a lado comigo com um único objetivo em mente: sermos vencedores. Sermos vencedores, mas não a todo o custo. Sempre com ética e integridade no nosso percurso. Para isso, desde o início foram traçados 10 critérios básicos:
1. Lealdade ao projeto.
2. O TODO é sempre maior que a soma das partes (os jogadores cujos objetivos individuais eram mais importantes, foram sempre de alguma forma “convidados” a mudar de atitude ou então não se encaixavam no projeto).
3. Onde estivesse um jogador da Reset estariam todos os outros.
4. Igualdade e equidade de tratamento.
5. Respeito entre todos.
6. Espírito grupal.
7. Diálogo.
8. Respeito pelas opiniões de todos.
9. Comunicação com o exterior limitado.
10. Ética e integridade.

Gente: Conseguimos!!!
É um orgulho enorme ter pertencido a esta equipa que foi sendo construída ao longo do tempo e que claramente nos fez a todos, crescermos enquanto seres humanos.

À equipa Reset, a minha nobre e reverente vênia. Vamos abrir o champagne.
Despeço-me com um sentimento de dever cumprido e… os tomates! (*)

Hélder

Nota: (*) A expressão “os tomates” acabou por se tornar numa simbologia, num ritual que internamente usei por inúmeras vezes e que serviu para unir também por esta via toda a equipa. Uma linguagem própria de comunicação à semelhança do “comando sem fios”, “lengalengas”, “o presidente da rússia”, “o panda”, “o fersas”, etc., etc. que nós internamente usámos e abusámos.

Tínhamos agora algumas questões que me está a colocar sobre que guerras mais gostei, qual a que deu mais luta, qual o segredo da Reset e quais os momentos mais marcantes e que, se me permite, deixaria para a malta da Reset responder em linhas genéricas como disse no início desta entrevista.

Madrug a 08.06.2012 às 00:15

As guerras da Reset contra =TWE= (Tribal Warriors Elite) e contra a N.O.M.
O recrutamento restrito feito pela liderança…

PauloOVieira a 08.06.2012 às 00:17

A ida ao confessionário com a Marina (*mr*) quando eramos recrutados para a tribo.

MobyDick a 08.06.2012 às 10:27

É frequente, neste tipo de jogos, entrarmos a jogar com 1 ou 2 amigos, às vezes na mesma tribo, às vezes em tribos diferentes….
A história da Reset não é diferente da das outras equipas… É feita de muitos pequenos momentos e posturas. Um dos pontos fortes, e que julgo importante salientar, é a de que as posturas corretas estão sempre acima de amizades de longa data imprimindo assim coerência e carisma a esta tribo.
As malhas da vitória foram sendo construídas pacientemente 24 horas sobre 24 horas. Houve sempre alguém a entrar no segundo certo para apoiar uma aldeia que estava por um fio e sempre resposta pronta (ou a seu tempo) a ataques de outras equipas, nem sempre a uma única voz, nem sempre a quatro… Mas isso faz também parte de uma equipa que soube colocar o coletivo acima das iniciativas pessoais.
É interessante também perceber a “cultura” de cada equipa e ter assistido ao modo como a “Reset Finalista” é bem reflexo disso… De pequenas equipas internas dentro de um todo bem coeso.
😉 Moby

caskeira a 08.06.2012 às 10:54

Do tempo que aqui estive, parece-me que o mais importante para a vitória foi manter um grupo relativamente alargado de jogadores ativos. O despachar os inativos foi importante para livrar a tribo de peso morto (isto acabou com tribos onde estive antes).

PauloOVieiraa 08.06.2012 às 13:24

A referência maior foi o facto de termos sempre alguém com disponibilidade para “sittar” contas e assim haverem poucas perdas ou nenhumas, da entreajuda no envio de apoios quando solicitados para evitar serem-nos conquistadas aldeias e, acima de tudo, a amizade criada entre nós que nos levou a conviver extra jogo e em que essa amizade teve retorno no jogo.

krus a 08.06.2012 às 15:49

Os nossos coordenados com dia e hora marcada. Caímos em cima do alvo de surpresa conquistando várias aldeias. Desde cedo verifiquei a união do grupo e logo ali não tive dúvidas da nossa vitória.
Sempre pessoal muito ativo, sempre que era preciso apoio vinha às vezes mais que o necessário (somos uns brutos). Despachávamos os inativos com uma rapidez impressionante até quando expulsávamos alguém da tribo por mau comportamento, conquistávamos mais de 90% das aldeias.
Os momentos em que avançámos para a guerra com alguma tribo escolhida pela liderança sempre com um bom timing.
Sempre que escolhíamos um alvo era atacado por todos até ele desistir e por a conta bárbara ou a demolir edifícios, lol.
Pusemos sempre o interesse da tribo à frente dos interesses pessoais no jogo. A defender então nem se fala, quando éramos atacados respondíamos a todos os incêndios com a mesma rapidez, mesmo ficando sem tropas nas aldeias para ajudar o guerreiro ao lado.
E o recrutamento sempre feito com cabeça, tronco e membros. Muitos quiseram entrar e foram recusados mesmo tendo bastantes aldeias, mas não se encaixavam no nosso espírito.
A guerra contra a DARK (THE DARK) foi bastante curta e desonesta. Não cumpriram o estabelecido e ganharam uma certa vantagem, mas quando nós começámos era ver o que aconteceu aos desonestos dessa tribo, lol, e daí aproveitámos o que aquela tribo tinha de bom.
Esta última guerra, mal começámos despedaçámos aquela tribo toda, nem tem comentários de tão fracos que eram e eram eles que tinham mais membros, muitos e maus.
Deixei de propósito a N.O.M. para último. Foi uma guerra desgastante de parte a parte (penso eu), mas que foi sempre leal, essa tribo foi grande, honesta e unida, pois sempre que perdeu uma aldeia tentava-a conquistar de volta. Só pecava numa coisa, não atacava – defendia bem, mas atacar só quando perdia a aldeia e tentava reconquistar – daí que não foi difícil a integração nesta tribo e com a absorção da N.O.M. desmoralizamos o pouco que restava do resto do mundo, até à sua conquista foi um “ver se te avias”.
Resumindo o que nos levou a vitória foi: a nossa união, dedicação, lealdade, honestidade, camaradagem e a nossa liderança.

Aproveito este registo do krus para falar da N.O.M. e responder talvez à pergunta de qual das guerras mais gostei.

Acho que estivemos em guerra com todas as tribos do mundo 5. Pelo menos aquelas que no nosso entender se podem chamar de tribos.

De memória lembro-me: da .:V:. (VETERAN), =TWE=, BDA (BAD ANGELS), BAD (BAD_ANGELS_UNTIL_THE_END), NOMA (N.O.M.A), =GODS= (=Gods of War=), GoS (The Fighter Gods of Sun), MAU (Mamonas Assassinas Uhh), Fun!, DARK, SUN (The Warriors of Sun), WWW (We Want War) e N.O.M.. Espero não me ter esquecido de nenhuma.

Sem dúvida alguma que a guerra que tivemos com a N.O.M. elejo como a maior. A mais intensa e mais disputada. A que nos deu um tremendo gozo qualquer aldeia que se conquistasse porque difícil o era de fazer e iriamos ter uma tentativa de recuperação posterior.

Foi uma senhora guerra e daí nasce o respeito pela N.O.M..

Agora mais para o fim, passados três anos de jogo e depois de irmos eliminando uma a uma as tribos que encontrávamos pela frente e infelizmente sem adversários à altura, começámos a reparar que só teríamos a N.O.M. para brincar para o final.

Nas nossas reflexões estratégicas, é notado que a N.O.M. é constituída por meia dúzia de bravos jogadores embora a maioria da tribo nos parecesse ausente e inactiva. A Reset por seu lado, já acusava o desgaste de três anos de objectivos agressivos e de uma dinâmica non-stop e não nos estávamos a ver a passar mais 1 ou 2 anos à frente do ecrã, até e porque é normal que assim aconteça, os inactivos começam a aparecer com mais frequência.

É tomada a decisão de convidar a N.O.M. a juntar-se a nós e assim em conjunto acelerarmos o fecho do mundo 5. Decisão devidamente ponderada e no meu entender acertada. A N.O.M. pelo menos connosco sempre tinha tido uma postura correcta no passado e desta forma antecipamos um pouco o encerramento do mundo. Deixo aqui o meu voto de apreço público à Asterixideafix, simpson-pt, true blood e Jonas47 pela postura e carácter demonstrado.

galoindio a 08.06.2012 às 16:40

Poderia ou deveria aqui delongar-me na trajetória desde que vi saltar pequenina na tela do meu PC aquela aldeiazita urgindo para crescer… Muita persistência e um certo carinho foram fundamentais… Passado um tempo percebi que o fundamental era o jogo de equipa…”Uma andorinha só não faz verão.”
Resumindo, os fatores que levaram a Reset à vitória:
1 – Perceção
2 – Estratégia
3 – Persistência
4 – Responsabilidade
5 – Relacionamento
6 – Trabalho de equipa

Minha gratidão a todos que permitiram e muito contribuíram para a alegria da nossa vitória!

P.S. Complementando “sucintamente”… Comecei no K60 na DPL72 (academia da DARK) e o Karlitox6 era o líder. Um dia acordei e só vi vermelho à minha volta e quando dei por fé estávamos fora numa tribo que não me recordo nem o nome… Falei com amigos e entrei novamente para a DPL72 e tive o albcoe como líder a quem sempre admirei pela postura e valores que tínhamos em comum… Depois de ano e meio, se me recordo, a convite do magico79 entrei para a DARK e lancei-me a outras fronteiras com a ajuda dos companheiros… Neste ínterim =TWE= peleava com a N.O.M. e Reset se não me falha a memória… Como sempre desavenças internas entre magico79 e cmd124 levaram a tribo a um impasse… Após esse “trauma” seguimos. Quando da união DARK/=TWE= (DWE) vislumbrei um novo rumo que poderia levar-nos a inesquecíveis batalhas pela conquista do pt5, mas – como sempre um “mas” mudando o rumo da história – birras internas e falta de visão estratégica levaram a dissolução da DWEcmd124 salta e arrasta consigo 95% da tribo recriando a nova (?!) DARK… Nós que ficámos não aceitávamos que, por egoísmo, falta de maturidade e visão estratégica, tivesse enterrado um projeto que a médio e longo prazo tinha tudo para fazer a diferença no jogo e que tivéssemos um final épico neste mundo… Ficámos à deriva por curto tempo, sempre sob o comando do dr00py e albcoe, e um dia a notícia de que seriamos integrados na Reset… Os famosos “guerreiros do norte” tão temidos e admirados pelas demais tribos… Confesso que senti muita alegria e emoção quando cheguei na Reset que nos acolheu tão fraternalmente e aqui passei os melhores e os piores dias da minha vida de jogadora, rsrs
A partir daí se inicia outra fase que já todos os companheiros conhecem… Deixo aqui registado o dia em que ao entrar no jogo (vindo de um exaustivo teste cardiológico) me deparo com um coordenado massivo e contínuo numa guerra iniciada sorrateiramente pela DARK… Momentos difíceis e exaustivos que todos conhecem e finalizando… “Vitória, vitória, acabou-se a história… O poço era fundo e acabou-se o mundo!”

carcaldas a 08.06.2012 às 20:27

Aqui foi um por todos e todos por um, esse foi o ponto essencial para a nossa vitória, suámos a camisola, demos o que tínhamos e o que não tínhamos, perdemos noites e noites de sono (os inimigos também), culpa da Reset, lol!
Primeiro estava o nosso camarada de guerra, só isso diz tudo sobre o quanto a Reset é unida… O ponto da viragem para se avançar em definitivo e desbravar caminho para a vitória, para mim, foi quando mudámos as agulhas de guerra em direção à WWW, aí sim foi galgar terreno até não parar!
Tínhamos a N.O.M., que foi uma grande e saudável batalha, em que se continuássemos, acabaríamos por conseguir vencer, iria era demorar mais tempo (a fronteira era muito pequena).
A guerra com a DARK foi aquilo que posso dizer. A Reset sempre soube quando avançar e quando recuar (ofensivamente). Nessa altura, devido à falta de caráter da DARK, soubemos recuar e aguentar as primeiras vagas deles, estremecemos um pouco, mas recuperamos logo a nossa maneira de jogar, e foi o que se viu, a guerra mais curta que me lembre…
A vinda da N.O.M. para a Reset foi o que se esperava ao fim destes anos sempre em guerra e a exaustão já se apoderava de todos…
Resumindo, foi uma gestão quase perfeita de jogo, por parte da liderança e dos restantes membros da tribo… e não escrevo mais nada, que também já estou farto de fazer testamentos!

fersal a 08.06.2012 às 23:05

Eu vou contar só uma ou duas passagens e daquilo que me lembro.
Eu e o TheRedDragon fomos dos que tivemos convite para ingressar na Reset no momento da sua criação, não o aceitámos por consideração aos nossos companheiros de tribo e por esse facto ficamos como inimigos da Reset.
Um dia mais tarde, não sei como, recebo uma mensagem de um eecaveira, alguém que anda ainda aí, a dizer-me que tinha havido uma troca de jogadores em que tinham sido dados 2 jogadores à tribo onde eu estava em troca da minha ida e do TheRedDragon, eu achei estranho, pois não estava a par de nada e de um momento para o outro receber tal mensagem, o que é certo é que isso ocorreu, contudo não sem antes o confirmar pela liderança de onde eu estava.
Outro ponto e que o achei o mais marcante em termos de impor respeito neste mundo foi o coordenado feito ao jogador jorge francisco, foi um coordenado feito ao segundo, se analisarem as suas perdas verificam que, em pouco tempo e para a altura, foi o desaparecer de um jogador num abrir e fechar de olhos.
Mas muitas mais histórias há para contar.
Espero que ajudem a contar a nossa.

albcoe a 09.06.2012 às 02:28

Bom, eu cá como recém-contratado a recibos verdes, não tenho propriamente histórias ou momentos da Reset a acrescentar, embora curiosamente haja algo que tem ligação à Reset logo no início do jogo, vou tentar ser breve sem os testamentos do presidente (carcaldas), lol.
Comecei a jogar por curiosidade ao ver a minha filha a jogar e inicialmente pensei: “Que jogo tão estúpido.”. Entretanto fui ganhando o vício ao construir a aldeia, primeiros ataques, etc.
Entrei para a tribo PKS (PainKillers) que foi dissolvida por jogadores de má-fé, que nos mandaram para outra tribo. Após descobrir saímos e em conjunto com um colega (JSRA83) fundei a EPK (Ex-PainKillers), o curioso aqui é que este JSRA83 tinha uma ligação com uma jogadora da Reset, a SaLpOcInHa e já ia falando da Reset como uma tribo pequena que resistia a grandes tribos, para nos motivar, e a verdade é que motivava, lol (penso também que ele chegou a ser Reset).
Crescemos rápido e começámos a chocar com a DARK em conquistas – vendo que a coisa acabaria mal, comecei a negociar integração na DARK tendo sido aceite e ido para a DPL72 (academia da DARK), onde cheguei a líder (coisa para que nunca tive vocação), passando mais tarde para a DARK a convite do magico79. Saltando mais à frente, após a fusão com a =TWE= (originando a DWE), as coisas complicaram-se e por não concordar com a forma de agir do cmd124, que saiu e fundou novamente a DARK, fiquei do lado dos ex-=TWE= onde se negociou com a Reset a nossa vinda, salto à frente, e cá estamos, lol.

fersal a 10.06.2012 às 16:31

Um momento que não podemos esquecer: a PENA BRANCA1962.
A PENA BRANCA1962 foi uma jogadora que nos pediram para não atacar porque sofria de uma doença que se veio a revelar incurável. Posteriormente integramo-la na tribo e assim ficou até ao fim. Faleceu como jogadora da Reset e até ao fim encontra-se no nosso perfil da tribo. Até sempre!

Dj Ónix a 10.06.2012 às 20:34

Os momentos que recordo desta tribo são muitos e por diversos jogadores já aqui falados (coordenados ao segundo, despertadores às 3 e 4 da manhã para lançar ataques, o stress das guerras (N.O.M., principalmente, pois ao sair da N.O.M. para a Reset fui logo atacado…), a emoção da conquista, etc. Acima de tudo recordo a forma sempre empenhada com que todos nos apoiávamos e complementávamos, a forma como todos, sendo completamente diferentes na vida real, nos conseguimos organizar e acreditar neste projeto.
Claro que a liderança foi fundamental, ao cumprir e fazer cumprir os princípios que sempre nortearam esta Tribo. Para eles o meu muito obrigado e reconhecimento pela forma cordata, positiva e objetiva com que conduziram a estratégia.
Analisando estes 3 anos e meio de vida dedicada ao mundo 5 e a este projeto, julgo que transportando o melhor desta união e cumprimento de princípios que nos deu a vitória, prova que se as pessoas quiserem e se unirem em prol de uma causa comum, podem sempre vencer e serem melhores seres humanos. Podem contribuir com os seus gestos e atitudes para uma sociedade mais evoluída e justa e influenciar positivamente os que nos rodeiam…
“É em pedra bruta que o aprendiz começa e com a sua aprendizagem consegue transformar-se por forma a atingir a perfeição, evoluindo para o homem ideal.” (G)
É por isso que me dá um nó na garganta quando penso que estes momentos vão acabar neste jogo. Para mim continuarão para a vida.

P.S. – Não, não sou maçónico.
Não, não estou a treinar para político.
Não, não me vou tornar padre quando acabar o mundo 5.
Não, não estou maluco.
Não, não estou com vapores etílicos do almoço de ontem.

Até sempre…

Cumps
Dj Ónix

pocardoso a 10.06.2012 às 21:41

Como todos são vários os momentos que recordo, mas vou realçar aquele que penso mais me marcou.
Sem dúvida a entrada para a Reset. Não vou estar com grandes pormenores, pois foi uma entrada algo atribulada, mas uma coisa é certa: bem dita a hora em que ocorreu.
Vou realçar aqui o momento em que o meu telefone tocou por volta das 21h e do outro lado estava o Hélder, após poucos minutos a entrada na tribo estava consumada.
Marcante também é o empenho com que a tribo toda se manteve ao longo deste tempo, não é fácil encontrar tanta dedicação como a encontrada neste grupo de pessoas.
Não posso deixar de considerar marcante a postura da liderança nos momentos menos bons que passámos, estiveram sempre bem, digno de registo.
Podia falar de mais alguns, não me vou alongar mais.
A todos o meu muito obrigado por estes momentos e até um dia destes.
Um grande abraço

um.sorriso a 10.06.2012 às 22:20

O Tribos foi para mim um escape, um calmante, um antidepressivo. Quando entrei no jogo queria recuperar os meus sorrisos rasgados. E assim foi…
Assim realço alguns momentos na Reset:
O despertador tocar ao meio da noite para enviar ataques ou defender aldeias e ir ensonada trabalhar.
O levar o PC para o WC e lá reter-me muito para além do normal.
O colar post-its no PC do emprego para não esquecer os horários de envio de ataques.
O esconder esses post-its do diretor para ele não perceber que estava a jogar.
O espírito de equipa, a união, a camaradagem, o grande líder e os seus grandes conselheiros.
O consultar todos os membros da tribo e ouvir as opiniões sobre questões importantes.
Os coordenados ao minuto e a entreajuda (apoios) para a defesa de aldeias.
A Reset ter poucos inativos.
O inimigo número 1 deixar de ser a N.O.M. e passar a ser WWW.
As conversas no Skype.
O chá do António (Dj Ónix).
O café do krus.
O comboio a apitar, a passagem pelos túneis…
O nascimento de herdeiros de membros da tribo.
O casamento de membros da tribo.
Não esquecer, como lembrou o Fernando (fersal), a PENA BRANCA1962. Embora não fosse, nesse tempo, jogadora da Reset foi um momento que me tocou.
No fundo, as etapas da vida.
Agora, nestes últimos dias:
O meu PC ter avariado e pensar que não chegava a ver o término do mundo onde passei 3 anos e meio da minha vida.
Memórias que ficam para todo o sempre.
Bem hajam a todos.
um 🙂

KEMPES35 a 10.06.2012 às 22:51

Boas,
Bem eu comecei no vício juntamente com 3 amigos do trabalho… Rapidamente me tornei tribo-dependente…
O meu trajeto foi quase sempre tranquilo…Estive na DNI (Dinastia Imperial 32/42) passando depois para a K42 (Legendary Elite of Tribal Wars). E, foi no dia da mudança que começou talvez a minha fase mais negra e triste neste jogo…
Ao entrar na K42, qual não é o meu espanto quando vejo vários jogadores a saírem… Deixando para trás vários outros jogadores onde eu me incluía e um projeto que me parecia sólido… Ainda por cima, entrei e fiquei logo com as mesmas permissões que o fersal e o TheRedDragon… E foi nessa altura que cometi a minha maior asneira (e única)… lol.
O pessoal que saiu da K42 foi para a Reset (acabada de fundar)… Passando a atacar fortemente quem tinha sido abandonado… Ao deparar-me diariamente com montanhas de confusões, traições, bufos e muitas aldeias perdidas, perdi a cabeça e na tentativa de moralizar as tropas enviei uma MP coletiva (interna), bastante provocatória para com a Reset e seus membros… Como é natural, estando nós na altura rodeados de “bufos”, essa MP foi enviada para a Reset… E aí sim, começou uma longa novela (não vou entrar em mais detalhes, pois é uma novela enormíssima e com bastantes episódios), com alguns atores famosos da nossa praça… Joel (Beat m up), Marina, Hélder, Mário (KEMPES35), Fernando (o apaziguador), entre outros… Não deixar de realçar que foi aqui que nasceu a minha enorme admiração, amizade, “paixão”, lol, pelo Hélder, pelos motivos que já sabem…
A K42 acabou e eu fui para a .:V:., na altura liderada por mais 2 cromos do Tribos, BotelhoDeLaCoast e Joao 1er
Mas foi essa novela que culminou na minha vinda para a Reset depois de muito sofrer. Comecei a falar com a Marina através de uma conta que estava a “sittar” na .:V:., conta essa que tinha o nome de utilizador xuxu600, perfeito para lançar charme sobre uma mulher, lol, e depois da troca de dezenas de MPs e de algumas tentativas de aproximação do Joel, que foi o mais difícil, que é pior que eu… lol.
Finalmente e ao fim de algum tempo lá consegui o perdão de todos e consumámos a minha entrada na Reset… E foi nesta casa que cresci e aprendi a ser um homenzinho… Todos vocês contribuíram para esse crescimento, com a vossa ajuda e paciência para me aturarem…
Para terminar, senão nunca mais paro… “Lengalengas”… Apenas digo o mesmo que todos vós já disseram… Se não fôssemos um grupo unido, eficaz, responsável, ponderado, amigo, adulto, viciado, sexylol, e com um timoneiro chamado Hélder, não tínhamos chegado onde chegámos… Todos foram importantes, claro que há sempre quem acabe por se sacrificar mais, mas a vida é mesmo assim…
Parabéns Reset

GJPEIXOTO hoje às 22:11

Bem amigos, recomposto de uma anestesia geral levada hoje às 8h30 da manhã devido a uma cirurgia que tive de efetuar e que felizmente correu muito bem, vou realçar os pequenos grandes momentos como atrás a minha amiga Ana (um.sorriso) realçou. Foram 3 anos e meio cheios de acontecimentos, mas o que mais me marcou foi a amizade com que um grande número de nós criou e que ultrapassou largamente as fronteiras do jogo. Amizade essa que perdurará para sempre se cada um de nós quiser.
Não me levem a mal, mas tenho de deixar uma palavra aos companheiros de armas que abraçaram de corpo e alma esta minha decisão de extinguir a NOMA e entrarmos no projeto mais sólido do mundo 5, por isso a minha gratidão ao Amadeu (pica1111), Sónia (sonia2070), Ana, Rafael (RAFAEL2510), stoned2009 e o brasuca maluco do camiseta Rafael (Devill4Fun).
À direção da tribo (Mário, Hélder e Fernando) deixo só uma pequena frase: “tenho o maior orgulho em me deixarem ser vosso amigo”.
Aos restantes, um até sempre.

1 abraço

O que considera mais desafiador no Tribos?

Um pouco o que já tive oportunidade de referir anteriormente, mas diria que o principal desafio é a gestão de pessoas. Alinhar um grupo de pessoas completamente diferentes umas das outras em redor de um projeto é sem dúvida o maior desafio. Para isso é necessário ter coerência e uma gestão pelo exemplo onde as pessoas se revejam e verifiquem que não estamos a fazer nada em benefício próprio (muito pelo contrário). Depois é ter a disponibilidade para lançar novos desafios constantemente e imprimir dinâmica e velocidade na operação diária. Isto acontecendo, tudo o resto torna-se bastante fácil.

Acha que o Tribos influenciou a sua vida? Como?

Bom, seguramente influenciou, porque de outra forma não teria tido a oportunidade de conhecer as pessoas fantásticas da Reset. Fazia questão de conhecer a todos pessoalmente. Caso isso não fosse possível devido a questões de distância geográfica, o telefone e o Skype eram as opções. Os nossos convívios (almoços, jantares, tardes de paintball a vingarem-se no chefe J, etc.) ficarão para sempre na memória. As nossas noitadas no MSN, no Skype, etc. Costumo dizer na Reset, que estou sempre à distância de um telefonema. Independentemente da distância que nos separa, uns mais perto, outros mais longe, o que vivemos durante três anos e meio não se apaga da memória facilmente. E agora sem aquele vício diário de entrar no mundo 5 e vermos o que cada um anda a fazer e a dizer, iremos colmatar essa falta com um jantar anual de hoje em diante para reunirmos e matarmos as saudades.

Qual a sua primeira reação quando soube que a tribo que liderava tinha ganho o Mundo 5?

Tranquila. Era uma questão de tempo, perdoem-me a imodéstia. Acho que demos os passos certos, na altura certa e a partir de uma determinada altura verificámos que não havia, no mundo 5, nenhum grupo que pudesse fazer frente à nossa união.

Será que vamos encontrar a Reset num outro mundo?

Eu encontro-me a partir desta recolha de memórias, oficialmente reformado do Tribos J.

Eu, à semelhança de alguns companheiros de luta, irei fazer uma pausa e dar atenção a outras componentes da nossa vida. A Reset do mundo 5 começa e termina no mundo 5. Sei que apareceram, por vários mundos fora, tribos com o nome Reset, mas que em nada estavam ligadas connosco.

Sei que existem colegas meus que se aventuraram noutros mundos, porque o vício ainda não foi totalmente extinguido, mas todos nós sabemos que para aparecer uma tribo noutro mundo com o nome Reset, é preciso reunir o núcleo duro do mundo 5 e muitos desses vão fazer uma pausa pelo que tão cedo não me parece.

Que conselho dá aos jogadores novatos no jogo para se tornarem grandes jogadores?

Um grande jogador não é aquele que é famoso no fórum externo. Um grande jogador não é aquele que cada mundo que abre abandona o anterior e faz propaganda desenfreada durante um mês, na tribo que criou e que vai dominar o mundo. Estes jogadores, as chamadas vedetas, não costumam durar mais do que 1 a 2 meses no jogo. Cansam-se depressa.

Para ser um bom jogador temos que ser humildes e encarar os projetos com espírito de missão. Saber que para se ganhar algo na vida, ou aqui, é preciso sacrifício e muito trabalho. O Tribos é uma prova de resistência de muito longa duração e não de 100 metros.

Saibam ser humildes acima de tudo e limitarem-se a desempenhar o vosso papel no tabuleiro de xadrez sem querer passar de peão a bispo quando podem não ter competências para tal. Sejam curiosos e divertidos. Sejam honestos, leais e destemidos. Não levem a frustração do dia-a-dia para o jogo. Encarem o jogo como um microcosmos onde podem se divertir nesse escape. Disfrutem do jogo. Tudo o resto, a glória da vitória, vem por acréscimo.

Gostaria de deixar alguma mensagem final aos nossos leitores?

Agradecer a eles e a vocês a oportunidade da Reset dar-se a conhecer um bocadinho, já que a nossa política foi sempre de estancar para o exterior qualquer tipo de comentários. Raramente o fiz e qualquer um de nós o fez. Também por aqui se cria um pouco do mistério e fascínio. Julgo que quem acompanha o mundo 5 sempre teve um pouco de curiosidade em relação à Reset. Pois bem, aqui está muito resumidamente aquilo que somos.

Obrigado e nunca se esqueçam de serem felizes. No Tribos e fora dele!

Vencedores do Mundo 2

Após 1346 dias desde a abertura do Mundo 2, são conhecidos os primeiros vencedores de um mundo português!

Até ao final resistiram 125 jogadores com aldeias – 89 deles da tribo vencedora – e 9 tribos! A tribo vencedora contabiliza 183054 aldeias em sua posse.

Parabéns aos vencedores do Mundo 2!

Tribo vencedora: PAX
1.º classificado: jonypetter
2.º classificado: Santimateus
3.º classificado: edgarsilva

Não deixando margens para dúvidas, a PAX dominou o Mundo 2…


…distribuindo os seus jogadores pelo mundo como verdadeiras muralhas!

Apenas os seus 40 melhores jogadores somaram 1.344.188.021 pontos de um total de 1.930.798.921 conseguidos pela tribo. Lidera também o ranking de tribos de oponentes derrotados com 13.991,21 Mio. totais, deixando para trás a 2.ª classificada em oponentes derrotados (WW*RIP) com 6.374,38 Mio. totais e a 3.ª classificada (»MIKE«) com 5.438,11 Mio. totais.

Do topo do classificação, a PAX observa agora, com superioridade, o Mundo 2 (“We are watching you”).

O jogador que atingiu o requisito de vitória do Mundo 2 – jogador com a pontuação mais alta no final do servidor – foi jonypetter, membro da tribo PAX, com um total de 4496 aldeias, somando assim 51.926.384 pontos!

Individualmente, os membros da PAX também comandaram as tabelas de oponentes derrotados.
O jogador Difavio, da PAX, contabilizou 785,62 Mio. totais, seguido do jogador Neckas, membro da Fim, com 565,05 Mio. totais e hitboy23, também membro da PAX, com 548,30 Mio. totais.


Configurações do Mundo 2

Início: 4 de Abril de 2008
Fim: 10 de Dezembro de 2011

A equipa do Tribos felicita a PAX e jonypetter pelas suas vitórias.

chisum, um jogador do Tribos alemão


chisum
é um jogador do Tribos alemão.

1. Olá, chisum! Obrigado por nos dar esta entrevista. Para iniciar, pode contar-nos um pouco sobre a sua carreira no Tribos?
A minha carreira activa não é grande, comparadamente à de outros jogadores. Comecei algures no fim de 2004/início de 2005, quando um conhecido me perguntou se queria jogar com ele. Comecei a jogar tão depressa como ele me convidou, e estava com uma conta no mundo 3, onde permaneci por um ano e meio, até ter de desistir devido ao tempo limitado. Mas o “vício” era mais forte e, depois de alguns breves momentos no .de 6 e .de 10, na Primavera de 2007, juntei-me ao .de 12.
Deve ter sido por volta do fim de 2009/início de 2010 que muitos companheiros da tribo tiveram de desistir, devido à escola ou questões relacionadas com o trabalho e, lentamente, comecei a abandonar também – sem eles, deixava de ser o jogo que eu queria jogar.
Ocasionalmente, fui jogando, embora muito pouco, no .de 15 ou .de 16, e até cheguei a jogar no servidor espanhol, apenas para tentar coisas novas. Jogar em mais do que um mundo não era possível, para mim, por causa do tempo que é preciso, mesmo que o meu trabalho me permita jogar a qualquer altura do dia.
Então, quando abriu o BETA, no último ano, voltei a ficar viciado. Desde então, posso ser encontrado aí ou em qualquer conta no servidor alemão, se um antigo conhecido necessitar de um babysitter ou se eu precisar de uma conta maior num “ambiente em directo” para “testar” alguns erros ou recursos que encontramos no BETA.
Também estou envolvido num projecto fora do Tribos normal, ao qual me juntei há dois ou três anos – ainda que a nova versão não esteja a avançar tão rapidamente quanto eu gostaria, devido a falta de tempo.

2. Qual acha que é a estratégia mais útil no início do jogo?
A minha estratégia tem um nome simples: actividade. Na minha opinião, para ter sucesso, é preciso ser-se muito activo – pilhar, recrutar constantemente tropas ofensivas, manter os vizinhos fracos, construir a academia o mais rapidamente possível e conquistar uma segunda aldeia (com boa população e que valha a pena) a uma distância apropriada da aldeia original. Isto leva a um crescimento automático, dado que agora se tem mais tropas para saquear outras aldeias, entre outros. Os pontos vêm sozinhos, mesmo que as minas não sejam evoluídas.

3. E quais são as maiores armadilhas para os novatos?
Infelizmente, ainda há algumas para os iniciantes. A mais problemática, no meu ponto de vista, é o par inexperiência e inactividade. O Tribos é um jogo que qualquer um pode aprender a jogar com relativa facilidade.
Os novos jogadores juntam-se ao jogo, mas subestimam o factor actividade, que, como disse acima, é crucial.
Além disso, a maioria deles não se importa com a ajuda da Wiki, tutoriais, entre outros. Por isso, evoluem as suas aldeias à custa das tropas, ficam felizes se os pontos continuarem a crescer, constroem aldeias mistas e, assim, tornam-se fornecedores de recursos para os vizinhos, muito rapidamente.
Muitos cometem o erro de esperarem por um mundo novo, para começarem, pensando que, se forem dos primeiros a juntarem-se ao mundo, têm mais hipóteses de sucesso. Na minha opinião, tem mais lógica começar num continente mais afastado, tentando entender algumas coisas para conseguirem perceber o básico ou alcançarem a ideia-base do jogo. Nunca se devem desmotivar por serem constantemente atacados, porque há sempre formas de contra-atacar.

4. Acabamos de falar do início do jogo. Mas, mais tarde, que estratégia segue e por que razão?
Numa situação mais avançada, penso que o vigor e a paciência são as melhores estratégias. As frentes estão, normalmente, bloqueadas, fazendo com que, frequentemente, não valha a pena atacá-las directamente.
Por isso, é necessário desgastar o inimigo através de ataques constantes e de grandes dimensões. O ego do jogador ou a classificação deve ficar para segundo lugar, caso perceba que pode beneficiar a tribo.

5. Qual é a importância dos outros jogadores e/ou da tua tribo nesta estratégia?
No início, podes manter-te seguro a solo. Mas, mais tarde, torna-se impossível fazê-lo, sem uma tribo ou amigos co-players. De outro modo, podes baixar os braços e assistir a tua conta a ser levada pelo inimigo. Ou seja, sem uma tribo funcional, nem a melhor estratégia é suficiente.


6. O que pode dizer-nos sobre a sua unidade preferida?

Todas as unidades têm prós e contras. Escolher uma favorita é difícil – no final de contas, a combinação    das unidades é a chave para o sucesso. Não se agarrem a uma unidade favorita.


7.
Vamos tentar não o fazer! E qual é o significado do seu nome de utilizador, para si?
Sinceramente, não tenho uma ligação com o meu nome. Dado que não tenho qualquer criatividade nesse aspecto, escolhi, simplesmente, o título do filme que estava a dar na televisão, quando procurava um novo nome para o .de 12. Ainda o uso, para não ter de decorar muitos nomes e palavras-passe. Mas não posso dizer que gosto dele, na realidade.

8. É um utilizador de Conta Premium?
Obviamente. A Conta Premium facilita a gestão da conta e ajuda a reduzir o tempo necessário, para que, em vez disso, nos possamos focar nas partes essenciais do jogo. Até um certo tamanho, consegue-se gerir tudo sem Conta Premium, mas, mal os ataques em massa começam a chegar, torna-se stressante.

9. O que considera mais desafiador, no Tribos?
O maior desafio, para mim, foi encontrar formas e caminhos para destruir os inimigos com a ajuda dos companheiros de tribo.

10. O que mais aprecia no jogo?
Se se olhar para o motivo pelo qual desisti, inicialmente, deve tornar-se óbvio: a comunicação e companheirismo na tribo são muito importantes para mim.

11. E, por fim, mas não menos importante, pode recomendar um tipo de música em particular, para ouvir enquanto se joga Tribos?
Para mim, depende da altura do dia, e mesmo do estado de espírito. Eu, normalmente, prefiro ouvir a minha estação rock de rádio preferida, mas, também, algo relaxante, como música clássica. É um contraste forte e interessante, mas é bastante agradável.