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Vale tudo? menos tirar olhos?

Alguns dias atrás estávamos todos, como de habitual, numa conversa de Skype quando um disse a frase “a minha nova colega de casa é uma brasa”… rapidamente a atenção masculina focou-se nesta tirada com questões mais pragmáticas do estilo “então, já estás a marcar pontos?” e rapidamente surgiu a questão moralista do assunto numa outra afirmação “tem namorado”.

Disto tudo o que ouvi foi “vizinha gira com cão de guarda”… e prontamente o meu cérebro disparou para perguntar “dás-me o número dela?” que se repetiu com um “ela tem namorado”.

O dilema desta história é um pouco daquela expressão “vale tudo no amor e na guerra” – o típico discurso se os fins justificam os meios ou será os meios que justificam os fins. A minha opinião sincera é nem tanto à terra nem tanto ao mar.

Quando conheço, inicio uma conversa, com uma miúda gira a ultima questão que me lembro de fazer é o namorado. Primeiramente porque não faço a mínima ideia o que irá sair dessa conversa por isso estar a fazer planos daquilo que acontecerá ou não simplesmente não me interessa. Acho mais produtivo dizer olá a pensar se no casamento ela troca ou não o apelido.

À medida que a conversa se desenvolve, rapidamente surge a certeza se aquela é uma pessoa a quem queres ou não dar o teu número de telefone, isto é, voltar a estar com ela (apesar do caso de estudo ter uns contornos diferentes). Então quando alguém sabe a resposta do dar ou não dar o número surge a próxima, qual dos números a dar o descartável ou o “verdadeiro”… este é aquele momento que define o interesse que a conversa está a ter e o rumo das “próximas horas”.

À medida que estas decisões são tomadas o discurso da conversa vai mudando o rumo entre coisas mais e menos pessoais e é criada uma conversa bastante perceptível, ou seja, se ela tem namorado está perfeitamente capaz de o introduzir na conversa com uma linha qualquer. Isto tudo apenas para dizer, a relação é dela e não minha… logo, com toda a certeza não devo ser eu a ter de me preocupar com isso.

Caso seja usada a linha do namorado, no meu livro de regras à apenas algumas questões (mentais – não verbalizar) a divagar,

  • Qual é o número do encontro (em numeração romana)?

Se já tem um V e é a primeira vez que aparece a menção do outro fulanito, podes começar a pensar em enterra-lo.

Se for antes de um V, pensa seriamente na questão seguinte…

  • E para onde queres ir com essa pessoa?

Quarto de hotel? E mudar o numero de telefone? – Eu pessoalmente passava a oportunidade, não pelo dilema moral, mas alguém que namore e seja possível de levar para umas cambalhotas quer dizer que ou está a pensar em vingar-se ou em trocar… e claramente que não te apetece ser o próximo.

Passar o fim-de-semana e umas férias? – É bom que já tenha tido um X na contagem… não que discorde do amor à primeira vista… mas isso é como os milagres ver para acreditar, e ainda não vi nenhum…

Considerando que queres algo mais com a tal beldade que conheceste e só soubeste do emplastro depois de já teres o queixo no chão… bem, não há muito a dizer sobre isto… podes sempre mandar um cartão de boa sorte ao fulanito!?

A realidade é simples, todos os seres humanos gostam de ter uma estabilidade emocional e procuram essa realização. Se existe uma vontade de duas pessoas passarem tempo juntas é sinal que há um certo feedback, o facto de existir outra pessoa é apenas um pequeno obstáculo pelo caminho.

A convenção de Genebra da guerra de engate

Esta é capaz de ser a parte mais simples e complicada de todo o processo – esquece que a outra pessoa existe, uma relação é feita a dois e não a três (filhos excluídos da contagem). O realmente importante é construir uma “ponte emocional entre o par”.

Uma coisa típica que tenho visto no passar dos anos é a necessidade (de combater a insegurança) com frases “se eu fosse o teu namorado (não) fazia…” – falar é bonito, fazer é provar! Portanto da próxima vez que pensares em dizer tal frase imagina-me a dizer “hellllllooooo! DUUUUUHHH! WAKE UP!”

Moral da história

Estás interessado numa pessoa mais que o puro físico, ela tem o mínimo de interesse em ti? Na realidade vale tudo, porém um ataque cirúrgico é preferível a uma destruição nuclear.

Dedicatória

Engata logo a miúda, ou começamos a pensar que a tua religião está errada 🙂

Espionagem – Necessário?

Olá,

Como eu no fundo sou um desocupado aos fins de semana (:P), aqui vai mais um artigo. O tema? Espionagem.

Um dos piores pesadelos dos líderes de tribo é a espionagem. A espionagem no Tribos, para quem não sabe, não é mandar 2 vikings roubar documentos secretos do forum da tribo, nem enviar os batedores para ver as tropas (embora possa ser).

A espionagem é a inserção de meio deliberado de membros de confiança em tribos adversárias, de forma a ter acesso ao fórum das mesmas e às mensagens colectivas.

Os benifícios são muitos – a possibilidade de antecipar ataques coordenados, de ver quais os membros que estão mais fragilizados em termos de tropas… Um bom espião até pode utilizar a secção do mercado no fórum para descobrir as necessidades do jogador! Por exemplo, se precisa de ferro pressupõe-se que seja para tropas e antecipam-se ataques ao mesmo, antes que elas sejam aumentadas…

Outro ponto importante a que os espiões têm acesso são as mensagens colectivas e o geral do fórum. Um bom espião tem de transferir as informações no momento, e pode aproveitar-se (se a pessoa que o colocou lá for inteligente) de momentos de maior fragilidade na união da tribo para aliciar membros descontentes com convites, criando confusão interna.

Certamente têm reparado que já algumas vezes me referi a bons espiões. Mas será que existem de facto BONS espiões? A mim, não me parece. Qualquer jogador que enverede pelo caminho da espionagem contraria a total natureza do tribos em si, que como a frase diz, é ” um jogo de guerra sobre a era mediaval”. Mas métodos são métodos.

Para finalizar deixo aqui umas sugestões para evitar a entrada/detecção de espiões.

– Utilização da ferramenta membros de confiança para disponibilizar, um a um, a todos os membros, informações falsas, e verificar se elas foram utilizadas.

– Processo rigoroso de  recrutamento

– Reserva de aldeias inimigas num forum oculto e por PM ao líder. Também enviar PM ao líder para verificar se a aldeia não está reservada.

Espero que tenham gostado, e deixo-vos aqui com uma comparação:

“os espiões são como uma pandemia. entram, afectam e alastram…”

Cumps

Lamios