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Entrevista a gatekeeper

Nome: Michael
Idade: 26
Profissão: Designer Multimédia

Nick – Gatekeeper

LamiosEm primeiro lugar, gostaria de saber, como já é pergunta da praxe, como conheceu o tribos e como começou a jogar.

Gateekeeper – Em primeiro lugar gostaria desde já de agradecer a oportunidade de entrevista.Respondendo à questão, conheci o tribos num banner da internet, dos muitos que existem espalhados por imensos sites. Resolvi por curiosidade clicar e fui então parar ao ecrã inicial do tribal wars. isto por volta de Junho de 2007. Jogo portanto tribal wars há pouco tempo, cerca de dois anos e pouco.

Lamios –  Gostei da parte do pouco tempo, embora seja muito subjectivo 🙂 Passando à próxima questão, outra coisa que penso que todos gostávamos de saber é: já usou outros nick´s? Se sim, quais?

 gatekeeper – Sim. Já usei muitos nicks, nomes como cyanide, enemyyy e tantos outros que já não me lembro. Nunca fui contudo multi conta…sempre joguei apenas com um nick por mundo. Acredito que o jogo merece ser jogado de forma justa e que todos devemos seguir as regras para que possamos retirar o melhor do jogo e de quem o integra.

Lamios – Passando à próxima questão: Gostaria de saber a posição que assume em relação à espionagem no Tribos.

gatekeeper – A espionagem para mim é um factor que estraga o jogo. Existem jogadores e tribos que são apologistas de espionagem por considerarem que é algo perfeitamente natural e que por isso usam muitas vezes o argumento “toda a gente o faz, por isso a espionagem tem de ser usada por todos”. Eu sou de opinião contrária. Penso que é possivel vencer sem recurso a esse tipo de esquemas. Se dá jeito saber informações do outro lado? Sim, dá. Eu já estive em tribos em que eram usados esses esquemas e é engraçado saber o que se passa do lado de lá. Mas com o tempo de jogo descobri que o que é ainda mais engraçado é combater às cegas, o jogo ganha outro interesse e as vitórias obtidas de forma justa e transparente acabam por ser muito mais saborosas.

Lamios – Next one : Resposta rapida, quem te marcou mais no teu percurso no TW PT?

gatekeeper – Foi um jogador do tribalwars br chamado slaaash. Foi meu líder no BR3 e aprendi muita coisa com ele. Curiosamente pelo factor inverso da formação…isto é, aprendi por observação muito do que não se devia fazer enquanto líder. No TW PT a experiência é recente. Seria para mim injusto apontar nomes. Diria que quem mais me marcou no TW PT foi mesmo a birlik.

Lamios – como surgiu a ideia de formar a birlik e como foi ela nos primeiros dias?

gatekeeper – A birlik surge quando decido voltar a jogar Tribal Wars depois de uma paragem de 4 a 5 meses. Decidi voltar a jogar e como era português decidi finalmente experimentar o nosso TRIBOS, nunca tinha jogado no server PT antes. Entrei então no M10 que por volta de Maio passado era o servidor mais recente que existia. Como não gostava de nenhuma tribo que via pelo K66, decidi formar eu mesmo uma, embora a minha ideia inicial fosse para ir “apenas” como jogador e não como líder e responsável de uma tribo. Assim, ao 4º dia de servidor, por volta das 22 horas nasce então a birlik no K66 do M10. Nos primeiros dias foi uma batalha dura. Já existia uma tribo que começava a dominar o K66 e todos os jogadores preferiam ir para lá do que para a birlik. Muitas mensagens depois a estrutura da birlik começou finalmente a aparecer. Trabalhamos desde o inicio a nossa coesão interna e união e com a nossa politica de jogo de “diplomacia 0” fomos atraindo gradualmente excelentes jogadores e companheiros. Os menos experientes que mostraram perfil para ficar na birlik foram aprendendo internamente e são hoje jogadores de excelente nível. Orgulho-me do nosso percurso humilde mas marcado pelo trabalho e dedicação de todos os membros e só espero que possamos estar juntos por muito tempo.

Lamios – Não achas que é uma postura de falta de modéstia afirmar que se é modesto? Ou seja, ao afirmarmos que somos modestos estamos a carecer da mesma, certo? A birlik afirma várias vezes ser humilde… Não será aqui uma contradição?

gatekeeper – Bem, quem nos conhece bem sabe que somos humildes. Se o afirmamos muitas vezes…sim, é verdade. Afirmamos para reforçar e muitas vezes para nos dar a conhecer a quem ainda não nos conhece. Humildade vê-se em muitas situações de jogo. Vê-se na conduta de todos os membros a todos os níveis. Embora por vezes aconteça, é raro ver um membro afirmar, por exemplo, no fórum externo que a birlik é uma das melhores tribos do M10 e que vai derrotar este ou aquele e “rebentar” com tudo à sua volta. Tal nunca aconteceu até penso eu. Por outro lado, humildade é por exemplo tentar conquistar o primeiro lugar através da guerra e da derrota de adversários directos e não optar por atalhos fáceis como o mass-recruiting e fusões para lá chegar. Humildade é muitas vezes não nos deixarmos levar pelo calor do momento e responder de forma arrogante a quem nos claramente desafia para o fazermos. Humildade é ter a coragem de tentar conquistar efectivamente aquilo a que temos direito, mas conquistar não a qualquer preço mas sim pela valia de quem está connosco. Acredito que a birlik é por estes e por outros aspectos vista como uma tribo humilde e continuará certamente a sê-lo.

Lamios – Agora, outra pergunta: o mundo13 anda nas bocas do mundo. Gostaria de saber a sua opinião sobre a Quiet e o seu líder, KingCharles.

gatekeeper – Penso que será injusto destacar apenas uma tribo e um líder do M13 quando nesse mundo em particular irá certamente existir tanta qualidade a todos os níveis. Bom, mas obviamente tenho uma opinião sobre a Quiet! e sobre o seu líder KingCharles. Vejo a Quiet! como uma tribo organizada, objectiva e competente. Penso que é uma tribo bem à imagem do seu líder que me parece também competente e ser de elevado nível. Será pelo seu discurso e trajecto certamente um dos melhores líderes do TW PT, tal como a Quiet! promete em particular no M13 ser também uma das melhores tribos desse mundo.

Lamios – gostaria de saber a sua opinião sobre o jornal do tribos, e se considera o mesmo uma ferramenta importante para o servidor.

gatekeeper – Qualquer jornal “interno” é importante para uma organização. Vejo o Jornal do TRIBOS como uma ferramenta de comunicação feita por alguem da comunidade para a comunidade. É bom ver que existe intenção de injectar “sangue-novo”, como ainda recentemente existiu ao integrar o Lamios na estrutura do jornal. Penso que o mesmo deve continuar com uma dinâmica de crescimento pois faz realmente falta um bom jornal para que toda a comunidade possa ver e debater questões que interessam a todos.

Lamios – e agora sim para terminar que a entrevista vai longa e ninguem vai ter paciencia para ler tudo – 2 coisas: em primeiro lugar, se pudesse implementar qualquer mudança no tribos, qual seria? em segundo lugar, se pudesse eleger um unico jogador como “rei” do server PT, quem seria? (não aceito evasivas :D)

gatekeeper – Se pudesse mudar qualquer coisa no tribos começaria por reforçar a administração do mesmo que me parece claramente não ter mãos suficientes para dar conta de tudo o que o jogo e a sua comunidade obriga. Ao nível de jogo gostaria de ver implementada uma solução de pesquisa para mensagens privadas. Por vezes tenho dificuldade em encontrar mensagens e dava-me imenso jeito uma ferramenta de pesquisa para facilitar essa tarefa. A nível de fórum externo gostaria de ver aumentado o limite de 50 mensagens privadas para pelo menos o dobro pois facilmente a caixa de mensagens fica cheia e por vezes até “entupida” para membros que sejam mais activos ao nível de comunicação. Como também já fiz questão de demonstrar e sugerir no fórum relativo a sugestões, gostaria ainda de ver implementado um fórum para contacto directo com o staff. Penso que seria algo que iria facilitar a tarefa dos moderadores e incentivar à proximidade entre comunidade/staff.

Relativamente ao “rei” do server PT, como referi anteriormente eu sou um membro recente e conheço ainda pouco da sua vasta comunidade. Como gosto apenas de falar do que conheço, se tivesse de nomear um “rei” do servidor português apontaria claramente o “Relaxxx” pois é de longe o melhor jogador de Tribal Wars que já vi no meu curto percurso de 2 anos e tal de jogo. E é o melhor que já vi não só neste servidor mas em todos por onde passei. É um prazer poder jogar ao lado dele pois para além de um excelente jogador é um excelente companheiro. Todos na birlik sabem da sua valia e ele tem a admiração e o respeito de todos por lá. Se a questão fosse no plural, ou seja, quais para mim os “reis” do Tribal Wars diria claramente que são todos os membros da birlik pois são os melhores companheiros e amigos que se podem ter e fazer neste jogo, pelo menos falando pessoalmente.

Lamios – esta pergunta tem vindo a desesperar todos os pensadores do sv PT…
 quantos teclados gastas por dia a escrever textos daqueles? 🙂

gatekeeper – Por incrivel que pareça tenho o mesmo teclado há mais de 6 anos. 🙂 Está bem gasto sim mas não é por causa do que escrevo no jogo porque nitidamente escrevo pouco. Isto é, os posts são realmente longos, pelo menos alguns deles, mas até que nem têm muitos caracteres. Se por vezes a comunidade se cansa de ler ficam as minhas desculpas, como referi por diversas vezes, não sou muito sintético naquilo que escrevo mas gosto de partilhar tudo o que penso sobre as questões lançadas nos tópicos da melhor forma e por vezes não é possivel fazer a transmissão de forma “curta”. Espero que aos poucos que leêm os meus posts eles possam dizer qualquer coisa e, quem sabe, incentivar ao gosto pela leitura e escrita correcta do nosso querido português.

Nota do autor: a conversa foi retirada do Skype, é natural que existam erros ortográficos.

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Lamios