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Entrevista aos líderes da tribo vencedora do mundo 19, HMetal

aussieeagle
Nome: Fernando

bakkkano
Nome: Miguel

Parabéns pela conquista do mundo 19, o mundo mais rápido a fechar até agora na história do Tribos, com 645 dias!

aussieeagle – Entreguei a responsabilidade desta entrevista ao meu co-player bakkkano. Ele é, sem dúvida, o líder carismático da Heavy Metal (HMetal) e sem ele nenhum de nós chegaria ao fim, ele é sem dúvida um grande jogador e um estrategista de grande categoria, um grande amigo e companheiro de armas.

1. Antes de começarmos, tem alguma música para sugerir, para acompanhar a leitura da sua entrevista?

bakkkano – Deixo a música dos Manowar – Brothers of Metal, é o nosso hino e esta música foi feita a pensar na HMetal.

2. Conte-nos um pouco sobre a história da Heavy Metal. Como surgiu este projeto?

bakkkano – O projeto Heavy Metal no mundo 19 surgiu graças a uma iniciativa de um amigo meu, conhecido por novaoeiras, que falou comigo e decidimos uma semana antes do mundo abrir criar uma tribo com intuito de vencer o mundo. Em conjunto com o meu co-player aussieeagle formámos a tripla da liderança da HMetal, que durante todo o jogo deu os seus frutos.

3. O que tem a dizer acerca das dificuldades deste mundo? Da competição ao longo destes quase 2 anos de jogo? Os prognósticos que fazia sobre as tribos e jogadores para este mundo corresponderam com a realidade? E sobre as configurações?

bakkkano – Começando pelo fim, achei as configurações fantásticas. Boa velocidade, sem igreja e nobres baratos. Tudo isso ajudou a que este mundo fosse bastante concorrido e de muita qualidade.

Todos os prognósticos que fizemos sobre as tribos que participaram por norma, dada a nossa boa organização interna, tínhamos relatórios bastante precisos sobre quem eram os nossos potenciais adversários e quais os fatores positivos e negativos que apresentavam. Esses relatórios eram atualizados mensalmente e em conjunto era debatido pela liderança da HMetal, onde e quando devíamos atuar.

Achei um mundo interessante e com um grau de dificuldade médio/alto. Ou seja, no início apresentaram-se cerca de 15-20 premades com jogadores bastante conhecidos do nosso servidor e com experiência em liderança de tribos de renome, posso referenciar algumas como a =C=, NVS, URUZ, 666, SQUAD, entre outras. Sabíamos à partida que o nosso sucesso seria difícil, mas estávamos confiantes quanto à possibilidade de fechar o mundo.

4. Quando entraram para este mundo traziam algum objetivo definido? Alguma vez o viram em risco?

bakkkano – À entrada no mundo 19 só tínhamos um objetivo na mente: era fechar o mundo e jogar por diversão. Sentimos desde o momento inicial o risco, como é obvio, visto o Tribos ser um jogo de longa duração onde diversos problemas surgem e no qual são os líderes os primeiros que devem estar prontos para resolver todos os problemas e obstáculos que possam surgir. Em todas as guerras que entrámos sempre houve risco, mas dada toda a estrutura da HMetal, desde a sua liderança, o seu conselho tribal e todos os guerreiros que honraram a tribo, conseguimos graças ao nosso espírito de entre ajuda transformar os riscos em riscos calculados na sua maioria das vezes.

5. O grupo da HMetal, em termos de membros, poucas mudanças teve desde o seu aparecimento, correto? O que acha do grupo final que acabou o mundo 19 consigo?

bakkkano – Como todos sabemos o Tribos é um hobby onde passamos algum tempo em diversão com amigos e acima de tudo é feito de evoluções, nem sempre o grupo inicial é aquele que consegue concluir os mundos devido a vários fatores como a falta de tempo, escola, trabalho, família, cansaço, etc. O importante é saber manter um grupo motivado e com objetivos bem delineados sem prejudicar em demasia os aspectos familiares e/ou profissionais. Congratulo-me pelo núcleo duro inicial da HMetal praticamente ter todo ele chegado ao fim, e durante o nosso trajeto é obvio que demos sempre oportunidade a outros jogadores fazerem parte do nosso projeto. Esta evolução metamórfica acima de tudo tem como objetivo de manter sempre os níveis de prontidão nas nossas necessidades de jogo elevadas e aceitamos estes recrutamentos como uma ferramenta do jogo.

O grupo que chegou ao final posso afirmar que foram uns apaixonados pelo jogo, porque vindo a última grande guerra o jogo por si só perdeu o seu interesse e foi uma fase mais de paixão pela tribo que nos levou até ao seu terminus.

6. É considerado um líder experiente neste jogo com atributos invulgares. Teve muitas dificuldades com este grupo? Partilhe connosco algumas das suas estratégias para motivar os jogadores resistirem no jogo – quase 2 anos de luta constante, não e para qualquer um, tanto para membros, como para lideres.

bakkkano – As dificuldades de gestão de massas existem sempre dada a grande variedade de personalidades que encontramos no jogo, uns mais emotivos, outros mais reservados, outros explosivos. Enfim, todos eles fazem falta numa tribo e a liderança da HMetal pela sua experiência, tanto no jogo, como na vida real, sempre soube gerir na base do diálogo todas as dificuldades emergentes das diversas personalidades dos jogadores. Ser líder não é um estatuto, ser líder é saber ouvir os seus companheiros de guerra, é saber motivá-los, é saber estar com eles nos momentos mais difíceis e sempre disposto a ajudar. Um aspeto que tento sempre transmitir a quem joga comigo é ter sempre uma atitude de altruísmo e estar sempre pronto a ajudar o próximo. Se todos os jogadores de uma tribo conseguirem ultrapassar esta barreira irão ver que tudo se torna muito mais fácil e o jogo mais fluído. Outro aspeto é a motivação organizacional, motivar com organização, transmitir objetivos de forma motivadora, juntar ao máximo os extremos da tribo e saber orientá-la é outra vantagem que a HMetal sempre teve.

7. Qual foi a sua guerra preferida? Porquê? Que dificuldades sentiu? Teve de disponibilizar muito tempo para planear estratégias, planear coordenados, nessa guerra?

bakkkano – No fundo tenho preferência por todas as guerras em que participámos no mundo 19, porque todas elas têm os seus aspetos positivos e negativos. Análises, estudos, estratégias, táticas e todas as guerras são diferentes. Desde o início encarámos os adversários com respeito e sem menosprezo. Em relação ao tempo que disponibilizava para planear e arquitetar os coordenados da tribo sempre foi bastante célere, devido a ter um conjunto de amigos no conselho da HMetal onde cada um tinha a sua função: um fazia relatórios sobre os adversários ou potenciais adversários, outro assumia uma atitude passiva junto dos adversários para analisar a sua estrutura, outros estavam ligados à parte tática da tribo. A minha função era apenas de organizar coordenados e orientar a direção da tribo, onde utilizava uma ferramenta criada por mim no Excel e consigo preparar coordenados em 5 minutos, logo o tempo dispensado nestes assuntos era mesmo muito reduzido.

8. Como todos sabemos, uma parte do seu grupo, também participou no mundo 2, onde travou uma grande guerra com a vencedora desse mundo. O que acha que mudou desde o mundo 2?

bakkkano – Sim, participámos numa guerra de viragem do mundo 2, onde a PAX conseguiu ser a justa vencedora do mundo 2 graças a essa vitória. Desde daí o Tribos mudou bastante, começando pelas novas configurações e gráficos introduzidos, tem tido melhorias significativas.

Ainda sou do tempo em que para fazer tropas tinha de ir aldeia a aldeia (imaginem fazer tropas em 1000 aldeias depois de 2 horas só a fazer tropas, nem pensava em farmar). Hoje clico em 2 botões e tenho isso feito.

Portanto, os mundos mudaram muito, para melhor, apesar de achar que as melhorias em termos do jogo jogado foram bastante ao encontro dos jogadores, existem medidas especialmente realizadas nos últimos mundos que, na minha opinião, vão contra aquilo que a chamo de verdade do jogo, como as medidas colocadas por troca de pontos Premium que ajudam na evolução do jogo sem ser um ato prático dos jogadores. Estes são os aspetos no qual acho e tenho a certeza que tornam o jogo menos atrativo.

No entanto, não deixo de sublinhar a excelente iniciativa do Assistente de farming, que veio ao encontro das necessidades dos jogadores. Deixo também uma sugestão para a criação de um Mass Attack Planner, porque penso que é algo que falta na estrutura deste jogo, quem sabe um dia não teremos isso criado.

9. Como se sentiu quando percebeu que a sua tribo, HMetal, tinha nas mãos a fase final no mundo 19? O que sentiu quando constatou a vitória e a sua tribo? Transmitiu alguma mensagem à sua tribo em especial?

bakkkano – O sentimento de dever cumprido, e agradeci a toda a tribo o contributo que deram em prol da nossa saudosa HMetal, mensagem essa direcionada a todos os que participaram nesse projeto mesmo aqueles que por uma razão ou outra tiveram de nos deixar mais cedo.

10. Agora mais a nível pessoal. Em que trabalha? Como consegue conciliar o jogo e a sua vida pessoal?

bakkkano – Sou consultor e consigo conciliar a parte profissional/familiar com o jogo graças ao meu grande companheiro de batalhas, o Fernando. Sem ele não conseguiria conciliar o meu tempo para o hobby de forma mais ativa.

11. Os convívios são algo cada vez mais frequente nos grupos de jogadores que jogam juntos há algum tempo. A HMetal também costuma organizar esses momentos? Considera importante no desenrolar do jogo e para a tribo?

bakkkano – Esse para mim é o aspeto mais importante no jogo. Conhecer a maioria dos jogadores da HMetal através de diversos convívios que organizamos, almoços, jantares que foram imensos, onde discutíamos as estratégias, técnicas, peripécias. Enfim, um momento de lazer onde só se fala de Tribos, vale a pena e ajuda na coesão da tribo.

12. Na última entrevista feita ao jogador W@tchman (da tribo vencedora do mundo 15), ele partilhou uma pergunta que gostaria de fazer a um futuro líder vencedor: “Valeu a pena e deu-lhe gozo chegar até ao fim?

bakkkano – Este foi o meu terceiro mundo que conclui e o primeiro no PT, claro que deu prazer em concluir o mundo 19, foi esse o objetivo a que nos predispusemos desde o início e na companhia dos meus “meninos” mais saboroso foi. É sempre um momento especial saber que atingimos o fecho de um mundo em tempo recorde.

13. Que conselhos sobre liderança daria a outros líderes?

bakkkano – Os conselhos que posso dar aos líderes de tribos são simples. Sejam pacientes, objetivos, racionais, organizados e nunca receiem tomar decisões. Acima de tudo divirtam-se e defendam sempre os vossos.

Aproveito também para aconselhar a leitura de um livro intitulado “A Arte da Guerra”, de Sun Tzu. Os ensinamentos que nele transmitem podem sempre introduzir na gestão da vossa tribo. E acreditem, funciona!

14. Gostava de deixar alguma mensagem aos nossos leitores ou à sua tribo em especial?

bakkkano – Desejo a todos sempre muita diversão no jogo, muito fair-play e sejam sempre cordiais com os vossos adversários. Hoje são adversários, amanhã companheiros de tribo. Mas acima de tudo saibam separar as águas. Todos os Metaleiros sabem que da minha parte sempre tiveram tudo e sempre terão. O nosso grito de guerra sempre foi “NO MEN NEVER WALK ALONE” e continuará sempre a sê-lo.

Agradecemos a sua disponibilidade e mais uma vez felicitamos a tribo HMetal pelas suas conquistas.

O Tribos por kempokamoritz

          Conheci o Tribos quando pesquisava na internet por “jogos online”. Como o meu computador era muito fraquito, não podia passar da linha dos jogos de browser, lol. Tinha acabado de vir da Alemanha (sou natural de lá) e, recentemente chegado a Portugal, decidi pesquisar por jogos em alemão. Ao fim de uns dias, lá descobri o Die Stämme (Tribos), na versão que continha a única língua que sabia falar. Tinha 8/9 anos quando comecei a jogar, e obviamente que não sabia, mal andava pelo fórum externo a pesquisar, nem haviam as missões que existem agora e outras novidades… Era apenas um passatempo de um “puto”. Saí passado umas semanas.

          Em 2004, no início do verão, antes do tão esperado por mim, Euro 2004, encontrava-me sem nada para fazer. Fui à internet e redescobri o que viria a ser a minha obsessão. Nessa altura tinha começado o Mundo 2 muito recentemente, mas decidi ficar-me apenas pelo Mundo 1, visto que começava mais tarde e que os jogadores estavam mais “entretidos” com os de sua pontuação que nem me ligavam… Dava para eu aprender a jogar, desenvolver técnicas, etc. Recomeçou o meu percurso no jogo. Mais tarde, começou o verão com os jogos de futebol diários nas TV’s gigantes espalhadas pela cidade – a febre do futebol – e rapidamente a minha conta foi apagada por inatividade.

          Em 2008 é que comecei a jogar “a sério” e desde aí que voltei que não largo o Tribos. Por esta altura, já “mais desenvolvido”, tanto eu como o jogo (comparado ao que estava no início), a minha aprendizagem foi muito mais rápida. Mas obviamente que nem sonhava ser possível conseguir fazer o que faço hoje.

          O início do jogo para mim, sinceramente, era uma seca. Sabia as bases de que tropas fazer se o meu estilo inicial fosse ofensivo ou defensivo, sabia que se tinha de farmar e, para ter melhor hipótese de trazer tudo cheio, dividir as tropas por igual de modo a que não tenhamos mais baixas do que o lucro por saque. Mas não sabia sprintar (e ainda hoje não sei sprintar muito bem…).

          Primeiro que tivesse uma aldeia… Nunca mais chegava o dia… Mas depois da primeira vinham as restantes mais facilmente, pois só fazia tropas na principal, lol. Era uma forma de conquistar mais aldeias, mais rapidamente.

          Conforme os mundos iam abrindo no servidor português eu ia entrando, mas sempre com muito tempo de diferença, para ficar mais longe de possíveis contactos com tops, no mínimo, até aprender a jogar minimamente, de modo a que conseguisse dar luta e não marcar apenas a minha sentença. Evoluindo, melhorando as estratégias, lendo o fórum e os primeiros tutoriais que lá apareciam e coisas dessas… Cheguei a participar em 5 mundos ao mesmo tempo:  Mundo 8, Mundo 9, Mundo 10, Mundo 11 e  Mundo 12. Ao fim de um tempo, optei por apenas 2 destes mundos, o mundo 9 e o Mundo 11. As aldeias dos outros mundos foram dadas a elementos da tribo perto de mim. E assim começou uma nova fase no jogo. No Mundo 9, com o tempo, consegui entrar para a CGRA, líder do k48, liderada pelo CGRocha. No Mundo 11, entrei no k42, e com o tempo subi para a líder do continente, a Warriors of Honour, liderada pelo ermesinde10. Mas não gostei de por lá passar – estava rodeado pela tribo. Decidi ir falar com um amigo, o Frederica, desse mesmo mundo para pedir convite para a tribo dele, a F.O.W., e fui aceite (estavam em guerra com a Warriors of Honour). Cresci, cresci, cresci e fiquei uma pedra grande no sapato da Warriors of Honour, pois não se conseguiam ver livres de mim, enquanto eu os noblava pelo interior e recebia apoios rápidos do top1 dessa altura, Frederica. Assim começou o jogo “a sério”.

          Aprendi a jogar com todos os jogadores que me rodeavam da minha tribo, e até dos que não eram da minha tribo. Shido de Mizar, Frederica, oulivas, wicca13, Shaubarak, dannyt, bombasman, xoliveira, B1ackS0ul, todos os jogadores que me conseguiam aturar no MSN. Estes jogadores são apenas os do Mundo11, apesar de ter aprendido com outros, por volta dessa altura também. Também aprendi a jogar com uns amigos meus do Mundo 9, o Lorde Chakal, Tito Maia e Kicca.

          Considero para mim jogadores chave todos aqueles de quem me lembro sempre que faço login no jogo. Para mim, os jogadores são o Shido de Mizar (considero-o um excelente jogador, líder e, o mais importante, uma excelente pessoa), wicca13 (uma verdadeira guerreira, ensinou-me muitas coisas sobre o jogo, mas também sobre como encarar a vida todos os dias, apesar das adversidades), Shaubarak (excelente líder e pessoa, não há mais nada possível a acrescentar, 5 estrelas).

          Adianto já que sou totalmente viciado nisto, geralmente olho aos meios para atingir um fim, mas, no entanto, um fim pode justificar os meios (ou não), mas isso depende de pessoa para pessoa… Já fiz tanta coisa para ficar mais tempo online no jogo… Recentemente consegui com que os professores me deixassem ter o meu computador à minha frente na sala de aula, para “tirar os apontamentos mais rápido”, visto que “sou muito lento a escrever à mão”, lol. Obviamente que utilizo o PC única e exclusivamente para a escola e não levo a minha PEN wireless para a escola. E obviamente que nunca usei o telemóvel como despertador, para a meio das aulas coordenar os ataques no jogo. Mas não foi a única coisa que fiz. Já fiquei “doente” num dia que os ataques de um coordenado que estava a sofrer iriam chegar, para poder movimentar melhor as tropas, coisa que mesmo com o PC à frente na aula só não dava nas vistas ao professor, caso o meu professor fosse, bem…, distraído. Diretas a meio da semana em tempos de aulas para defender a minha conta e continua assim… Sou totalmente viciado nisto.

          Sem dúvida que considero a competividade viciante. O facto de podermos evoluir sempre em algo e nunca chegarmos sempre a um patamar em que se possa dizer “sou o melhor a fazer isto!”. Falar com as pessoas, que geralmente são igualmente viciadas, é sempre engraçado – estar a falar com pessoas iguais a nos, mas com 20 ou 30 mais velhos.

          Claro está que há sempre horas para dormir, estar com os amigos, fazer desporto, divertir-mo-nos, vermos televisão, brincarmos com os cães, ajudarmos em casa… O dia tem 24h, 6/7h por dia gasto eu a dormir, fico com muito tempo livre para fazer tudo.

          Eu prefiro jogar ofensivamente, apesar de que se conhecer na conta que estiver a defender e estiver toda organizada por mim consigo fazer grandes feitos na defesa também. Ofensivamente, o meu recorde esta em colocar 20 fulls no mesmo segundo, seguido de nobres, e ainda ter o meu próprio noble train (NT) snipado com mais fulls meus, para evitar ao máximo que o snipem. Fiz isto poucas vezes, pois a paciência para organizar isto tudo num mundo avançado (onde jogo melhor, como endurancer) não é muita.

          Na defesa, como poucos portugueses sabem atacar forte e bem, um coordenado “coordenado” foi no servidor internacional, num mundo que tinha alguns portugueses a jogar, que estabeleci o meu recorde defensivo. Estive a sofrer cerca de 10.000 ataques, todos eles a chegarem em 30h mais ou menos, todos no núcleo da fronteira apenas, fakes, fakes NT’s, e muitos mas muitos fulls com catas para todos os edifícios. Totalmente tramado. O que fiz? Mandava a tropa passear e com as aldeias de longe snipava os NT’s, só conseguia isso… mas quando limpavam umas aldeias e tinham NT’s a poucas horas, com 10.000 ataques, era difícil de ver alguma coisa, pelo menos em tão curto espaço de tempo… Optava pela reconquista, pois era mesmo a única coisa a fazer… Perdi várias aldeias, reconquistei outras, mas no final, acho que não me sai mal…

          Já liderei uma tribo de raiz, criei-a com amigos meus do jogo. Foi no Mundo 22 português, a tribo chamava-se Spirit Thieves. Não eramos máquinas, nem pessoas com muito tempo livre, mas o ambiente lá dentro era ótimo (com exceção de alguns jogadores, sobre os quais me arrependo profundamente de ter concordado e ter deixado entrar na tribo).

          Que conselho daria aos novos líderes? Bem… Sinceramente: “cria uma tribo com um amigo teu do jogo, com quem normalmente fales muito e te dês bem, chama outros amigos nem que seja para se divertirem num mundo apenas 3 meses, dá para se desenvolverem um pouco sobre liderança. E como todos se conhecem uns aos outros (líderes – membros), sabem como se há-de falar quando houver problema, de modo a que tudo se resolva sem haver problemas maiores. Não façam recrutamento random pelo mundo, escolham quem conhecem. Podem não acertar na primeira vez, mas sempre dá para começar de algum lado”. O meu conselho não é grande coisa, pois de raiz apenas criei 1 tribo, apesar de já ter liderado outras tribos top de outros mundos.

          O mundo que mais gostei de jogar foi o Mundo 11, sem dúvida alguma. Para além de ter sido um dos meus primeiros mundos a sério, este mundo é diferente por causa das suas configurações – “Mundo 11, o mundo profissional” – torna este mundo diferente de todos os outros portugueses. Gostava que o próximo fosse de configurações iguais, mas a única diferença seria a velocidade (ia de 1 para velocidade 2), pois o nosso servidor bem precisa de um mundo de velocidade 2, e, se possível, sem bónus noturno, nem moral, nem rácio. Que espetáculo de mundo que seria.

          Também estou a pensar entrar num mundo novo brevemente. Talvez para o Mundo 27. Vou com um co-play, um amigo meu, Shido de Mizar, sem tribo no início e iremos afastado do core (que agora já não são os continentes centrais, mas sim à volta deles). Como não sabemos sprintar e somos melhor estrategas e endurancers, se queremos chegar a algum lado num mundo, há que começar de maneira onde apenas nos possam ver no nosso melhor.

          Se pudesse optar o que mudava no jogo era simples: assistente de fakes, visto que o script de fakes foi retirado. Também gostava que houvesse a possibilidade de editar a ordem dos grupos na página dos relatórios – esta função faz falta na minha opinião. Depois são outras que não me ocorrem no momento.

          Um dia gostava de entrar na equipa de suporte do Tribos. Tenho muito tempo livre, gosto de ensinar e esclarecer as dúvidas aos jogadores, tinha todo o gosto em fazê-lo se me aceitassem. Também por gostar de organização, acho eu, são várias coisas que me levam a gostar de estar na equipa do suporte…

Agora pessoalmente, no futuro, gostava de estar ligado a policiamento e investigação criminal. Também gostava de ir para a tropa ou de ter um trabalho à frente de um computador, de preferência em casa.

Nos meus tempos livres pratico desporto, muito desporto. Não sou de estar parado. Pratico futsal (sou guarda-redes) e também artes marciais (Kempo Karate Chines – Kajukenbo). No Kempo Chinês até estou na seleção nacional, onde já fui representar Portugal a um campeonato mundial em Espanha (Segovia, arredores de Madrid). Sai-me bem nesse campeonato, mas se os espanhóis admitissem que perdessem, eu não saia apenas com 2 segundos lugares e menos irritado do que sai nesse fim de semana. Agora estou parado em desportos, devido a lesões em ambos os joelhos. De resto, ouço música, vejo TV, jogo PlayStation3 online, brinco com os cães, tudo normal. Não digo Tribos, pois já nem considero um hobby, mas sim algo diário, que nunca falta.


kempokamoritz