Arquivo de etiquetas: nessa altura

Mundo 1 … em 6 meses

 

12 de Fevereiro de 2008…sem dúvida alguma que foi um dia marcante para muitos de nós. Quem diria que já se passou tanto tempo desde que o Mundo 1 abriu. Muitos se devem questionar, sobre se este mundo está a acabar, ou o porquê de tanta demora no fim do mesmo. De facto é um mundo lento, mas repleto de acção e bons jogadores.

O objectivo deste artigo é precisamente apresentar a evolução do mundo 1 num espaço de 6 meses, sendo que o início deste estudo se remete a Janeiro de 2011.

 

À 6 meses atrás o Mundo 1 estava dividido em 7 grandes tribos/famílias. Eram elas: Família HOSP (HOSP; H-GOES; H-acd); Família U (U-XF; U-CTA); Família Falcon (SCMF; SMF; *SCMF*; TUARER); Família Nova Ordem (NO*VD; NO*MD); ROM; F.A.

Nessa altura as grandes guerras que estavam a decorrer eram: HOSP vs SCMF; U-XF vs SCMF; ROM vs Família U; Família U vs H-GOES; HOSP vs Família Nova Ordem.

Após 6 meses, em termos diplomáticos houve apenas uma alteração. Em Abril a H-GOES saiu da Família HOSP e juntou-se à NO*MD. Com isso, uma nova guerra surgiu: Família U vs NO*MD. A NO*VD manteve-se neutra relativamente a essa guerra.

 

Ao longo dos meses, a evolução do mundo 1 foi:

 

Como podem reparar, a Família U tem ganho bastante terreno à NO*MD/H-GOES, principalmente na zona do K75/76/85/95, e a uma velocidade bastante rápida.

Na zona norte, a SCMF tem perdido bastante para a HOSP, que continua a expandir-se na zona norte do mundo.

A ROM, na zona do K40/41 também tem perdido aldeias para a U-XF.  Essa é uma frente de guerra renhida.

Uma das guerras mais renhidas, durante estes 6 últimos meses, foi sem dúvida a guerra entre a Família Falcon e a U-XF. Nessa guerra não se visualizam grandes alterações pois umas vezes conquista um, outra vez conquista o outro.

Quanto à fronteira de guerra entre a HOSP e NO, também não se visualizam grandes alterações.

 

A seguir apresento o estado do mundo 1 em Janeiro face à situação em Junho:

 

De um modo geral, a HOSP está em vantagem face à Família Falcon, tal como a Família U está em relação à NO*MD.

A guerra entre a U-XF e SCMF tem sido uma guerra renhida e a fronteira não se tem alterado muito, tal como acontece com a guerra entre a HOSP e NO. Mas será que estas batalhas continuarão assim?

 

Quem olhe para o mundo 1 nestes últimos 6 meses pode pensar que o mundo em si pouco evoluiu…as fronteiras não tiveram grandes alterações, mas tendo em conta a velocidade do mundo, o preço dos nobres para grande parte dos jogadores, e tendo em conta que é um mundo com excelentes jogadores em todas as tribos, diria que o mundo 1 até evoluiu bastante rápido nestes últimos 6 meses.

 

Como irá o Mundo 1 progredir até ao final do ano? Será que a tendência se vai manter? Ou surgirão novas guerras? A velocidade de expansão das tribos continuará ou a situação das guerras irá inverter-se? A estas perguntas só o tempo poderá responder…e nós só teremos que aguardar e esperar que estes guerreiros desfrutem deste que é o 1º mundo do Tribos.

 

Espero que tenham gostado.

ROM vs FNX

Trazemos para vós, um novo formato de entrevista. Procurámos saber qual das presentes guerras seria uma das mais antigas, e chegamos a uma guerra do Mundo 1. Então, convidámos para um debate os líderes das tribos, os quais aceitarão.

Nickname: Blaspel
Nome Verdadeiro: Ruben Gouveia
Idade: 17 anos
Localidade: Vila Nova de Gaia
Tribo: FNX

Nickname: Ciganita
Nome Verdadeiro: Maria do Carmo Gonçalves
Idade: 55
Localidade: Porto
Tribo: ROM

Juntamos os líderes das Tribos FNX e da ROM e 3 moderadores (Mc Peralta, Rafita King e Sir Paulo Ferreira), e abrimos o debate:

.

Mc Peralta: Bom, para começar peço que ambos nos falem um pouco da vossa passagem pelo primeiro mundo do Tribos.

Blaspel: Eu comecei a jogar em Março ou Abril de 2008. Iniciei-me a solo e fui jogando no centro/norte do k43. Quando já tinha algumas aldeias, entrei para a Fuk 43. Nessa tribo, conheci alguns jogadores influentes, como o snaga, o beemer e muitos outros. Porém como estava numa zona afastada da tribo e tinha recebido uma proposta do jogador lacd para entrar na Reino dos Céus, acabei por deixar a Fuk 43 e ingressei na referida. Lá era quase como que o braço direito do lacd, e embora nunca me tenham sido atribuídos privilégios, tornei-me no gestor real daquilo, o que me permitiu arranjar muitos contactos e fazermos guerras onde saíamos sempre vitoriosos. Mas com o tempo os melhores jogadores foram desistindo e não eram repostos. Então, num último acto de rebeldia por parte do lacd, juntou-se à missanita, nossa inimiga durante muito tempo, e fundiram a =tr= e a rc. Nessa altura éramos inimigos dos nks, clancim e ainda mais algumas tribos e pertencíamos à família Irmandade Elementar, constituída pela cova, ROM e rc. Bom, há ainda a história do snaga. Ele era meu amigo na Fuk 43 e apresentou-me o cef. Eles eram os líderes nk e nós estávamos em guerra com eles. Mas a rc cedeu e decidiu face a acontecimentos com a rom, devido à fusão com a =te=, forçámos o término da aliança com eles. E trocamos no plano diplomático os nk pela rom.

Ciganita: Eu comecei em Abril de 2008 e não percebia nada disto. Foi um amigo que me convidou a jogar e juntos formamos a alcateia do atlântico, que viria a transformar-se na lusitanus. Mas como em tudo o que é humano, a expansão leva a confrontos. A =te= estava no k42 assim como nós, o que os impedia de progredirem no terreno. Isto levou-nos a várias escaramuças com a =te= que na altura tinha como líder a missanita. A 28 de Agosto de 2008, três jogadores decidiram juntar-se a formar a ROM. Esses jogadores eram o blackvolt, o lobo40 e o shylock. Eu só conhecia o lobo40, que foi quem me colocou a jogar. Fui convidada para a tribo e entrei. A ROM tinha uma aliança com a eok nessa altura e isto durou julgo que até Novembro. Nessa altura o shylock abandonou praticamente o jogo, vindo, como se costuma dizer, apenas marcar presença. Então o blackvolt resolveu negociar uma aliança com a =te= e rc, abandonando a aliança com a eok. Mas tanto a rc como a =te= tinham elementos um pouco imprevisíveis e por vezes rudes e agressivos. Como o blaspel disse acima, o snaga foi atacado pela ROM e refugiou-se na Irmandade Elementar. Fizeram-se jogos de bastidores e a eok conseguiu uma aliança com a Irmandade Elementar. Logo não seria possível a ROM manter a mesma aliança, como tal quebrou-a. E aí começou a guerra ROM. Neste intervalo, o shylock desistiu do jogo e passou o jogo a uma pessoa que o transfere, para na altura, Irmandade. Aí foi finalmente o fim de qualquer hipótese de paz.

Rafita King: Então, digam-me, como conheceram o Tribos?

Blaspel: Eu comecei há seis anos no mundo 1 e 2 de outro servidor. Descobri-o através de publicidade num outro jogo online.

Ciganita: Eu conheci-o através do jogador lobo40.

Mc Peralta: Ouvi dizer que esta é a guerra mais antiga do mundo 1. Quando começou? O que tem acontecido desde então?

Blaspel: Não tenho a certeza. Mas sei que estava desde Dezembro de 2008 em contactos com o cef e o snaga. Mas não fazia ideia dos planos e tão pouco fui eu quem o convidou para a rc, mas sim o lacd. Depois apenas peguei nessa jogada e virei o jogo.

Ciganita: Julgo que terá começado em Fevereiro de 2009.

Mc Peralta: Ciganita, para si foi uma jogada de bastidores e de refugiados… Contem mais pormenorizadamente a vossa versão.

Blaspel: Bastidores foi da nossa parte, mas refugiados foi parte da ROM, pois aproveitaram muitos antigos jogadores da =te=.

Ciganita: Não houveram refugiados de nossa parte. As pessoas refugiaram-se na Irmandade quando foram atacadas.

Blaspel: Então o que foram aquelas contratações todas, como o bads, meires, pc444, lu123 e ainda outros?

Ciganita: Esse último joga comigo desde o início do jogo. Foi sempre de tribos onde eu também estive. Os outros, segundo me parece, não estavam de acordo com a política da Irmandade, e embora ainda não estivessem a ser atacados, pediram para vir para a ROM. Na actualidade, a FNX tem procurado fazer alianças de jeito que possam atacar a ROM. Porque afinal temos poucos jogadores mas vamos fazendo alguma coisa.

Blaspel: Desde Dezembro não tem sido bom para vós.

Ciganita: Natural. É um jogo de guerra. Mas quando são precisos vários jogadores para me atacarem só a mim, algo deve estar mal.

Blaspel: Claro, tens 700 aldeias. Mas guerra é guerra, nem sempre se sai vitorioso.

Ciganita: Vocês metem medo aos jogadores da fronteira para que eles se mudem para a FNX.

Blaspel: Talvez, mas não o podes dizer quando são eles a pedir. Além disso nós assustámo-los através de ataques e não de falsos testemunhos como deves pensar. Afinal, se tu recebeste 2000 ataques com três ou quatro jogadores imagina alguém na fronteira de duas tribos inteiras. É de ter medo.

Ciganita: Ainda assim, para mim, o pior deste jogo é o facto de ser um jogo de equipa e grande parte não o joga como tal. Deixam de jogar sem mais nem menos, o que atrapalha tudo.

Blaspel: Pois, mas isso acontece em todo o lado. Se assim fosse, a RC estaria em primeiro.

Ciganita: Assim como a ROM, embora não sejamos a junção de várias tribos, uma vez que fomos só nós desde o início.

Blaspel: Por isso digo RC. A FNX foi um projecto mal feito, por jogadores que só pensam em aldeias dadas por inactivas e fáceis.

Mc Peralta: Sendo que a guerra dura há bastante tempo, certamente terão existido boas conquistas, assim como pesadas derrotas. Qual acham que foi a maior e pior derrota e porquê?

Ciganita: A maior vitória foi expulsar a FNX do k40, ficando lá apenas a aldeia do jorgus. A minha maior derrota foi provavelmente provocada pelos inactivos na minha tribo.

Blaspel: As minhas maiores derrotas foram perder o k40 e o shilock, se bem que não levei em consideração este primeiro, uma vez que já era território perdido mesmo. As maiores vitórias foram ter iniciado a expansão do bloco do k43 e já ter um bloco considerável no k42.

Rafita King: Qual o ponto de vista de cada um de vós em relação à tribo adversária?

Blaspel: Sei que a ROM no início era muito boa, muito activos e eliminaram perfeitamente o k40. Recentemente são inactivos, medrosos e como o k40 ficou sem FNX muitos começaram a desistir de lá, sendo lá que estava o verdadeiro coração ofensivo da ROM.

Ciganita: Respeito a FNX, embora por vezes julgue que não joga limpo. Mas como o blaspel disse, isto é um jogo de Homens e os Homens, ao longo da história sempre foram assim. Sim, temos gente inactiva, mas não jogamos com eles como a FNX faz, que tem muita gente inactiva e que de repente aparece a jogar. Sei que na guerra vale tudo, não sei o que irá acontecer e tão pouco sei quanto tempo mais continuarei a jogar, mas se continuar tentarei jogar sempre como sei. Não sou política, sou educadora, e como tal não ensino o que não devo. Sei que estão em melhor posição que a ROM no k42, porque de momento estão aliados a uma das maiores famílias, a U.

Blaspel: Eu estou na mesma, a motivação para o jogo já não é tanta.

Sir Paulo Ferreira: Acho que vocês já ouviram imensas vezes aquela famosa frase: “Uma tribo cai, na maior parte das vezes, ou quase sempre, por questões internas e não por ser eliminada”. Acham que é isto o que vai acontecer nesta guerra?

Blaspel: Sim, esta guerra vai ser ganha pelos inactivos da ROM. Essa é a razão pela qual eles não estão a dar luta.

Ciganita: Estou totalmente de acordo com essa citação. É como na política: o partido cai por questões do partido que o apoia. Eu nunca pensei ficar por cá tanto tempo.

Sir Paulo Ferreira: Então é assumido que não entram questões quer de diplomacia, quer de organização interna nesta guerra?

Blaspel: Organização interna por parte da FNX sim. Graças a isso é que temos sucesso. Afinal se estivemos um ano parados, por alguma coisa era. Quanto a diplomacia, não.

Ciganita: Diplomacia julgo que dificilmente. Mas a ROM precisa de mais organização interna. Mas ainda temos mais algo contra nós: é que a maioria dos nossos jogadores são pessoas com compromissos no meio de trabalho e nem sempre podem estar presentes, e isso impede muita coisa.

Blaspel: Pois, lá está. Mas eu tenho muita sorte noutro campo, que é o tal que te faz confusão. Eu já jogo este jogo há seis anos e conheci muitos bons jogadores pelo caminho. Uma curiosidade: Eu gosto mais de jogar com brasileiros, porque é complicado convencer os portugueses de que o segredo do jogo está no ataque e não nos pontos. Mas fui muitos amigos portugueses, alguns que considero amigos reais.

Sir Paulo Ferreira: Porque diz isso blaspel?

Blaspel: As pessoas jogam isto a olhar para os pontos, mas esquecem-se de que os pontos não se mexem.

Sir Paulo Ferreira: Pelo que vejo neste tópico: http://forum.tribos.com.pt/showthread.php?t=23585, entre ambas as tribos, existe apenas uma frente de batalha.

Ciganita: Neste momento temos duas, porque se aliaram à u-tx que se encontra a Sul de nós.

Blaspel: Com a ROM sim, só o k42. Já tivemos o k40, mas não tivemos tanto sucesso porque tínhamos todas as frentes comprometidas.

Sir Paulo Ferreira: Pelas cartas que estão lançadas, são capazes de prever um vencedor?

Blaspel: Eu sendo sincero aposto na FNX e na u-tx.

Ciganita: É assim, eu morro de pé. Mas de momento a FNX, tendo a U como aliada, tem muitas mais hipóteses que nós.

Mc Peralta: Há algo que queiram dizer um ao outro, de forma oficial e pública?

Blaspel: Acho que entre nós será quem desiste primeiro. Mas bom, direi o que sempre pensei dela. A Ciganita é a alma da ROM e sem ela a mesma não existiria. Ainda assim penso que ela exagera, porque não delega trabalho e armazena tudo para ela. E tem demasiada consideração por quem não liga nada ao jogo. Ela é boa pessoa e jogadora e se estivesse numa tribo mais activa seria ainda melhor.

Ciganita: Quero desejar tudo de bom ao blaspel e que vença o melhor. Tenho consideração e como eu só não viria jogar se não pudesse penso o mesmo dos outros.

Blaspel: Gostava ainda de referir que quantas mais meninas uma tribo tem, mais activa é e falo por experiência própria. As mulheres é que comandam os homens e os homens é que jogam isto. Mas já agora, a FNX não seria o mesmo sem a shanan. Assim como a ROM não seria nada sem a Ciganita.

.

Quero agradecer aos presentes os líderes das tribos, Blaspel e Ciganita, o tempo dispensado para este debate, e desejo um bom jogo, e que a guerra seja o mais saudável possível.

Espero que a comunidade tenha gostado deste debate, e esperamos em fazer mais vezes este tipo de entrevistas.

O santo diabo do plágio

O plágio sempre foi algo que me fez confusão. Por exemplo nas actividades escolares copiar o texto de alguém e não o citar apelida-se de fraude académica, sendo em alguns locais do mundo suficiente para expulsar um aluno.

Com a propagação da Era Cibernética, o plágio torna-se cada vez mais frequente e descarado. As pessoas fazem copy & paste de textos sem dizer que na realidade estes foram escritos por outros apropriando-se assim do trabalho intelectual de outros. Se realmente as palavras de alguém dizem aquilo que queremos transmitir, porque não agradecer e dizer que a pessoa sabia o que dizia?

Naturalmente, acabamos por dizer frases e clichés de filmes, livros, entre outras coisas que ouvimos e que soam bem, às vezes a fonte de inspiração é tanta que podemos até nem nos recordar de onde veio, porém fica aqui um pequeno conselho de dar a volta de uma forma divertida, “já dizia a minha avozinha” ou “como diria o outro senhor”.

Parece algo inofensivo roubar as palavras de outros, porém pensem que um dia alguém pode roubar a vossa ideia no trabalho e conseguir a tal promoção… nessa altura o vosso sentimento para com o plágio será deveras diferente.

Afinal de contas, quem tem telhados de vidro não atire pedras para o telhado do vizinho (provérbio popular).

Advogado do diabo

Comentar o artigo