Arquivo de etiquetas: os problemas

MOPAY: paguei e não recebi…

Hoje em dia os micro-pagamentos, também conhecidos como pagamentos por SMS, são cada vez mais vulgares e por isso os problemas com esses pagamentos também estão incluídos na rotina quotidiana.

Na minha experiência existem 2 tipos de problemas frequentes que irei abordar neste artigo:

  • Quando o pagamento não é possível de ser realizado.
  • Quando o pagamento é realizado, mas não é entregue a compra.

Como distinguir os dois casos?

Poderia ser pela mensagem de retorno, mas muitas vezes as pessoas recebem uma mensagem a dizer que não foram cobrados e na realidade foram. Por isso é extremamente importante saber o saldo exacto antes de enviar a mensagem e comparar a mensagem.  Tão importante como saber o saldo antes e depois é não apagar as mensagens, enviadas e recebidas. Pois de nada ser dizer eu mandei a mensagem “SOL numeros” deve sempre saber quais os números e a mensagem exacta que recebeu.

 Quando o pagamento não é possível de ser realizado.

Como é lógico este caso é quando o saldo inicial é igual ao saldo final, e na generalidade recebe uma mensagem a dizer que o sua operadora ou o serviço não é suportado. Isto pode acontecer por dois motivos:

  • o seu numero não está inserido numa “lista positiva” que permite os micro-pagamentos. Foi publicada uma legislação que refere para se efectuar micro-pagamentos deve estar incluído numa lista positiva, independentemente se antes conseguia fazer pagamentos.
  • A segunda situação, e mais desagradável é que está a utilizar um tarifário “low-cost” tipo Vodafone-Directo, Rede4, phonix, … nestes casos são apenas oferecidos os serviços mínimos (chamadas e SMS “normais”), e provavelmente não irá conseguir desbloquear o serviço.

Em ambos os casos deverá contactar a sua operadora, e solicitar o desbloqueio. No caso da vodafone basta um envio de uma mensagem a dizer “SIM” para um numero de serviço. As restantes operadoras não sei.

Quando o pagamento é realizado, mas não é entregue a compra.

Aqui podem começar as complicações chatas…  Apesar de não ser fã da MOPAY, tenho que admitir que o processo de recuperação tem mais hipóteses de ser resolvido sem tantas chatices.

Então, o saldo final é inferior ao saldo inicial e não recebi nada. O primeiro passo é guardar e escrever num papel as mensagens, não vá o diabo tecer das suas. Uma vez isto feito vamos ao portal da MOPAY consultar o estado do pagamento, isto pode ser feito em:

https://my.mopay.com/mymopay/transactions.action

Será pedido dados de login, se é a sua primeira vez, deverá solicitar a sua inscrição no site através do envio de uma SMS – não se alarme, esta é mesmo grátis. Uma vez no portal tem acesso às suas transacções, e

(Método simplificado) …

  • procure o código da mensagem enviada, se não encontrar a mensagem irá ter de resolver pelo método complicado;
  • veja os detalhes da transacção e se está algum “Voucher”/Cheque presente associado, se não tiver irá ter de resolver pelo método complicado;
  • copie o voucher, vá ao portal (do jogo, ou da outra coisa que ia comprar) e inicie um novo processo de compra por sms.
  • no primeiro passo da compra, coloque o numero do pagamento falhado com o indicativo internacional, para Portugal é o 00351, o Brasil é o 0055, e clique nas letras pequenas por baixo “usar cheque presente”.
  • insira o voucher em letras maiúsculas e valide, aconselho a repetir os dois passos anteriores a este por cada voucher.
  • verifique se o código foi validado e no prazo de 30 minutos recebeu a compra, caso contrário…

…(Método semi-complicado) …

  • volte ao portal da MOPAY e volte a verificar o estado da transacção que falhou, se o voucher continuar lá sem ter sido alterado volte a tentar passado 1h utilizar o mesmo pelos passo descritos anteriormente.

… (Método complicado).

  • Caso o voucher estiver riscado, ou tiver uma indicação de redimido, ou simplesmente desaparecer, entre em contacto com o suporte do portal onde estava a tentar efectuar a compra, e também com o suporte da MOPAY (em 90% apenas este consegue resolver o problema), pode faze-lo em: http://en.mopay.com/contact-service/consumer/ (o suporte é feito em inglês, mas pode escrever no formato tarzan, “my phone: 91xxxx voucher XXXX no work”).
  • Se até aqui em uma semana (tempo recomendado) o caso não for resolvido, dirija-se à sua operadora com a mensagens e imprima o registo de transacções da MOPAY e exija o retorno do valor pago. Tenha em atenção que haverá resistência por parte da operadora em efectuar o credito, e infelizmente deverá bater com o pé.

Uma ultima consideração, compensa toda esta chatice por 2 euros e picos? Na realidade compensa, quando consideramos que por semana são centenas de casos destes e operadoras de micro-pagamentos cifram centenas de euros com estes erros em curtos espaços de tempo. Devido a ser uma transacção financeira os portais (jogos e outros) não tem acesso ao processo e ao real estado do caso.

Espero que o artigo traga alguma luz e solução a vários casos ainda por resolver.
Ricardo Vitoriano

 

Três anos mais tarde…

É verdade o tempo realmente voa, foram à exactamente três anos atrás que lançamos o primeiro mundo PT do Tribos, tal como em anos anteriores gosto de aproveitar este dia para ponderar o ano que passou e comparar com os anteriores… e realmente o ano que passou foi marcado com imensos episódios tristes e alegres, com partidas e chegadas.

Neste ano perdemos alguns membros da equipa e da comunidade que realmente marcaram a diferença e contribuíram para a melhoria deste jogo, e a sua falta é sentida todos os dias. Mas também tivemos revelações, novos membros que tem mostrado a cada um de nós que apesar de terem passados três anos ainda há um longo caminho pela frente a todos nós e a estes membros agradecemos por nos abrirem as portas a estas novas oportunidades.

Para mim, pessoalmente este ultimo ano foi um renascer e voltar a apostar em alguns projectos de gaveta tal como outros novos que surgiram, e honestamente, acredito que este ultimo ano foi a base para um novo patamar profissional que se aproxima. O curso deste quarto ano já se encontra definido, mas como qualquer bom gestor não devemos olhar para os problemas apenas no presente, mas colocar os olhos para o futuro e fazer o melhor possível para que eles não apareçam.

Assim sendo, é com uma postura realista que pouco posso adiantar do futuro que virá, mas ficam um pequeno aroma,

  • Em celebração do aniversario do tribos está a correr uma ronda speed em que os três primeiros classificados recebem 200 pontos premium.
  • Ainda neste tema de celebração durante esta semana iremos oferecer pontos premium aos jogadores em troca das suas histórias de tribos ao longo dos três anos que passaram.
  • Segunda-feira iremos ter o Clássico (também conhecido como alta performance) no Tribos, neste momento posso apenas adiantar que a velocidade deverá ser de 5x e a duração perto de 6 meses.
  • Segunda-feira serão introduzidos a uma fase final os mundos I, II e III e aberto um dialogo com os jogadores destes mundos sobre possíveis alterações ao mesmo.
  • Brevemente iremos contar com mais uma ronda de recrutamento de membros da equipa de suporte, pois queremos reactivar algumas iniciativas que foram perdidas com o tempo, tal como preparar novas.
  • Avizinha-se a versão 7.1 e com esta algumas novidades muito interessantes, mas isso será apenas contado no futuro.
  • Está quase a chegar a guerra PT vs ES, apesar de pouco ter sido dito nos fóruns PT e muita conversa tem sido feita nos bastidores, acreditem que se tudo correr conforme o previsto estamos presentes algo completamente novo e emocionante.
  • No correr do próximo mês chegará o mundo XXI (pt21), contudo este já se encontra disponível para testes da equipa.
  • E muito, mas mesmo muito mais!

Bem, resta-me apenas parar com a conversa e voltar ao trabalho, assim despeço-me de todos com um agradecimento por fazerem este um dos melhores jogos online.

Parabéns a todos nós,
Ricardo Vitoriano, Gestor de comunidades.

A história de todos nós…

A nove de Novembro de 1989 iniciava-se um novo mundo com a destruição do muro de Berlim. Na minha infância, marcada pela experiencia de atravessar o muro de Berlim do ocidente para o leste e voltar, sendo ainda uma mera criança que pouco percebia de políticas e o mundo para mim girava à volta do meu umbigo não consegui deixar de ficar perplexo com as duas distintas realidades.

berlinHoje, 19 anos mais tarde, celebra-se a queda do muro e preparam-se os festejos do vigésimo aniversario da (des)união europeia e mundial. Para muitos de nós esta data passaria desapercebida se não fosse pela espera cobertura dos mass-media, porém é quase impossível acreditar que tal evento torne-se uma mera data do passado.

Se ainda no apogeu da minha vida, olho para os últimos 10 anos e vejo como o mundo evolui para o bem, tal como para o mal, se acrescentar mais 10 anos as diferenças conseguem ser abismais. Não vivi noutra época para poder comparar, mas creio que tal fissura na forma de viver já não acontecia desde a revolução industrial.

A queda do muro marca o inicio de uma estabilidade para a maior parte dos povos é com esta data que se afastam os medos das guerras – elas ainda existem a ceifar milhares de vidas, contudo estamos separados delas pelo vidro da televisão. Os problemas parecem agora ser de todos, seja a gripe, seja a SIDA, a fome, os regimes não democráticos, entre outros. A cortina de ferro deixou de existir e o mundo globaliza-se pelos zeros e uns que circulam pelos cabos da internet.

Vinte anos atrás os meus melhores amigos eram os meus vizinhos e familiares, continuam a ser neste momento, no entanto junta-se a este leque pessoas das mais diversas nacionalidades e uma mistura pluricultural que me fazem sentir como não só português, mas também um cidadão do mundo.

O mundo deixou de ser até ao final da rua e agora estende-se até aos confins da vista e além. Isto tudo porque um muro caiu… Considero-me afortunado por ter acompanhado estas voltas que o mundo deu cheias de emoções e descobertas do Homem. Este anos foram glorificados não pela corrida espacial, não pelo armamento, muito menos por novos países ou terras além-mar, foi sim marcado pela descoberta do Homem como seu próprio igual, pelas dificuldades de reconciliar-se com velhos inimigos.

Quase vinte anos mais tarde, e com um pouco de mais consciência do tamanho do mundo continuo pasmado com aquilo que fomos capazes de fazer nestes anos e acredito que muito mais está para vir.

Acordar bem disposto…

É Outono e o tempo está cinzento, a chuva ameaça… é mais um domingo, e pego no carro para ir tomar o pequeno-almoço e ler o jornal. Chego à pasteleira com um sorriso e peço a minha tosta mista.

Começo a ler o jornal e o mundo parece ser dos sacanas, olho à minha volta e vejo as pessoas com as suas preocupações na cara, reclamações do tempo, da sociedade e outras coisas… Eis que o meu telemóvel toca, discretamente pego no telemóvel e abro a mensagem que recebi para ler “gostei imenso da noite anterior, quando voltar temos de repetir” e eis que se abre um sorriso parvo na minha face que parece ainda irritar mais as pessoas à minha volta.

A verdade é que o dia anterior correu bem, e não tenho grandes planos para hoje… mas acordei a saber que aconteça o que acontecer o dia de hoje será um bom dia! Não vou estar com ninguém em especial e a única coisa que sei é mesmo que devo almoçar em qualquer restaurante a zona.

Estar bem-disposto, não é uma consequência dos factores que nos rodeiam, muito menos das circunstâncias. É apenas o resultado da forma como encaramos a vida, é como ter uma tabuleta a dizer apenas boa-disposição é aceite.

É impossível controlar o que nos rodeia, porém é mais simples dar importância às pequenas coisas que aumentam a nossa boa disposição. É claro que quando estamos no auge da nossa boa disposição acordar ao meio dia e descobrir que ainda são 11 horas, ou receber uma mensagem de afecto disparam com a nossa felicidade ainda uns bons metros para cima.

Muitas pessoas tendem a culpar a falta de boa-disposição aos factores que o rodeiam, é verdade que estar vivo é complicado e tem os seus problemas. Porém basta pensar um pouco que a postura derrotista não faz com que os problemas desapareçam, mas encara-los com um sorriso é um primeiro passo para desarmar grande parte dos problemas.

Hoje é um bom dia! É porque sei sorrir.

O vosso Anjo da guarda!

Cromos repetidos…

sin-01Para repetir um pouco o tema anterior, hoje escreve-se sobre relações amorosas (e desastrosas). Isto tudo, porque há dias atrás estava numa maravilhosa esplanada com uma amiga de longa data e entre conversas surge o famoso discurso das desventuras amorosas e todas aqueles pequenos defeitos que uma relação pode ter.

[sim! estranhas conversas, mas filosoficamente estimulantes]

Então partimos pelo facto base, todos já tiveram desgostos amorosos, ou estão para o ter independentemente da magnitude. Os relacionamentos amorosos são uma dinâmica social que contribui activamente para a aprendizagem e formação do individuo, as suas experiencias acabam por se reflectir na pessoa do amanha.

Então aquecendo a faca para cortar na manteiga dos cromos repetidos, grande parte das relações baseiam-se em intimidade e confiança, quer isto dizer que por mais desportiva postura se tenha num leviano flirt existe algo que precede e procede este (as causas e consequências), porém a dinâmica do flirt é deveras mais complicada de se explicar e enfadonha para o assunto, ficando assim apenas uma pequena referencia ao mesmo e que sabe um dia mais tarde será abordado!?

sin-02Para não complicar muito, irei meramente afirmar que as causas de uma relação são as consequências da anterior (não é tão linear, mas também não foge muito a isto), digamos que cada relação terminada é apenas uma batalha dos sexos sem vencedores e apenas com baixas mútuas. Ao terminar uma relação é sinal que algo não funciona, pode ser a nível pessoal ou conjugal, desde os pequenos e grandes defeitos nossos e do par à falta de vontade de compromisso (a famosa frase “não é a altura certa”). O importante é que a relação termina e deixa cicatrizes emocionais (as consequências), as quais iremos tentar evitar na próxima relação, desta forma que podemos dizer em (grande) parte o que irá ser procurado na próxima relação é evitar os problemas da anterior.

[ponto na narração: as relações começam e acabam e as pessoas são modificadas. Mais uma vez quilos de texto para uma coisa tão simples.]

Então ode ou paródia aos cromos repetidos!? Na minha opinião pessoal, sem sombra de dúvidas a paródia. E eis os motivos,

Se uma relação termina existe uma violação de um pacto de intimidade/confiança por qualquer dado ou não dado motivo. Porém facilmente pode-se dizer que anteriormente referi que as pessoas após o final de uma relação mudam – é verdade, mas talvez não tenha frisado que a modificação não é a correcção dos “defeitos pessoais e/ou conjugais”, as pessoas aprendem aquilo que não querem outra vez e a primeira coisa é voltarem a passar pela mesma situação, isto é, a segurança que não voltará a acontecer será baixa e se a base de confiança é comprometida a intimidade e cumplicidade também será (e não estou a falar das coisas divertidas que se fazem à porta fechada).

sin-03Quer isto tudo dizer, quando uma relação acaba é porque a dada altura a parelha deixou de funcionar porque atingiu o seu ponto de saturação. Às vezes pode até parecer que os motivos que levaram a tal ruptura são fúteis e ridículos, mas na realidade por mais surreais que pareçam são sérios, bem presentes e não se alteram da noite para o dia.

[A curto prazo nada se muda, esperar na expectativa do longo prazo é o mesmo que jogar à roleta russa.]

No entanto pode-se apontar que repetir uma relação anos mais tarde, pode até ser viável… bem, tenho de voltar a discordar, a pessoa com quem alguém esteve envolvido há cinco anos atrás já não existe. Muitas vezes as pessoas quando deixam de ser ver por alguns anos dizem “estás tão diferente, nem te reconhecia”, numa pós relação podem pensar “bolas está mesmo diferente, apenas quando estava comigo é que não crescia” o que não é verdade, todos os dias todos nós somos sujeitos a situações que alteram a nossa personalidade, porém são mudanças andam tão devagar que só são visíveis num largo período de tempo.

Este bla bla bla [marca de comida de gatos] saquetas… bla bla bla… serve para dizer que aquele beicinho que era tão adorável aos 15 anos aos 20 por mais que se tenha mantido exactamente igual será sempre diferente e menos interessante.

sin-04[sim, sim! eu disse bla bla]

O imoralmente incorrecto, por mais desagradável que pareça, a minha opinião prende-se por dizer: faz o luto, e segue em frente. E com luto quer se dizer, espera, chora no quarto, arranja um buffer (também conhecido por rebound, ressalto, otário(a) qualquer, etc).

No final de uma relação pode parecer que o mundo parou, mas acreditem que a única coisa que não se atrasa no seu percurso é a vida.

[em nota final: a verdadeira dificuldade na vida é saber apanhar as boas e más oportunidades que esta oferece. Ou quando se fecha uma porta há uma janela que se abre (e não costuma ser de MSN).
Os conselhos a deixar são: pensa primeiro em ti (os outros são secundários), aproveita as oportunidades (o mundo está cheio de surpresas), e segue em frente]

O Advogado do diabo

Comentar o artigo