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A História de Avandreolina – Episódio 4

O pequeno grupo de cavaleiros cavalgava fazendo apenas pequenas paragens. Sem locais de abrigo não podiam arriscar ficar muito tempo num mesmo lugar. Dormiam poucas horas de cada vez. Avandreolina não vira Gebor pregar olho uma única hora.
A criança que levava consigo continuava sem pronunciar uma palavra. Ninguém parecia corajoso o suficiente para arriscar atirar uma frase. Cavalgavam ao sabor do vento e do sol.
Quando chovia tinham que andar mais devagar para não cansar os cavalos.
A chuva no planalto caía sem obstáculos. O retinir nas suas armaduras marcava o ritmo do seu passo.

Quando chegaram, alguns dias mais tarde ao fim do planalto a comida que trouxeram já não era comestível. Próximo do rio que ladeava a montanha sabiam que encontrariam um local de repouso.
Aproximaram-se das escarpas que flanqueavam o rio procurando pelo local mais fácil para o atravessar. Viram em baixo deles uma jangada que poderiam usar para atravessar para o porto. O rio era pequeno e corria calmamente.
Não tiveram dificuldade em atravessar. A jangada apenas podia levar 2 cavalos de cada vez pelo que em cada viagem ia um cavaleiro da capital e um aldeão. Na última viagem foi Avandreolina com Gebor.
Avandreolina: – “Quantos dias mais demoraremos a chegar à capital?”
Gebor: – “Não mais de 3, em princípio.”
Avandreolina: – “Já havias lutado com soldados Jurgos?”
Gebor: – “Já lutei contra muitos homens. Os Jurgos sempre lutaram a meu lado contra a tirania.”
Avandreolina: – “O que faremos sem os aliados?”
Gebor: – “Não é a mim que cabe tal decisão. Informaremos o General Sirrus de tudo o que sabemos. Quem pode planear o futuro não somos nós.”
Perante a resposta ela ficou pensativa. Não desejava ver a sua vida nas mãos de homens que nunca conhecera.

Chegados ao outro lado do rio os seus amigos receberam-nos com grande entusiasmo.
A pequena vila piscatória parecia recebê-los de braços abertos. Várias crianças vieram saudá-los como se de heróis se tratassem.
Havia muita gente nas ruas. Belta cumprimentava alguns dos locais. Entretanto os cavaleiros da capital deslocaram-se para o quartel da vila onde iriam receber provisões.
Os restantes aldeões seguiram o porta voz para uma estalagem onde iriam pernoitar.

Avandreolina nunca vira uma vila. A quantidade de pessoas parecia-lhe desmesurada para um local apertado. Belta apresentou-lhe alguns dos seus amigos. Avandreolina sorria educadamente.
Aparentemente chegaram numa altura propícia. Vários barcos chegaram da capital e para lá partiriam no fim do dia seguinte. As mercadorias que traziam interessaram Belta que deixou Avandreolina com duas das suas amigas.
Amiga 1: – “Ali vai um com o qual não me importaria de partilhar o leito.”
Avandreolina ficou muito corada mas mantinha a cabeça baixa.
Amiga 2: – “Mas não se preocupe que somos ternas com todos.”
Amiga 1: – “Se quiserem passar uns bons momentos não se esqueçam de nós na ‘Belle’.”
Avandreolina nunca olhara para Belta “daquela” maneira. Foi o seu primeiro e mais próximo amigo na nova aldeia depois do terrível acontecimento. Sempre olhara para ele como um irmão, alguém que estaria sempre presente numa hora de necessidade.
Enquanto as duas amigas se afastavam olhava para Belta como se não o conhecesse. Era alto e bem parecido. Porque é que nunca o vira com uma moça?

Porta Voz:  – “Venha depressa”
Avandreolina: –  “Imediatamente senhor.”
Seguira para a estalagem onde todos os aldeões já estavam instalados. Os cavaleiros da capital entraram na estalagem carregados de sacos e iam pousando-os à frente de cada aldeão.
Gebor: – “Partimos amanhã ao fim da tarde com os barcos que vão para a capital. Aproveitem bem o tempo disponível.”
A maior parte dos aldeões saíram da estalagem despreocupadamente. Gebor e o porta voz discutiam alguma coisa.
Porta Voz: – “Que notícias há da capital?”
Gebor: – “Vamos chegar atrasados. Os forasteiros já lá chegaram.”
Porta voz: – “Tão cedo? Só deveriam chegar na próxima semana!”
Gebor: – “Os ventos devem ter sido extremamente favoráveis.”
Porta voz: – “Que Deus nos ajude nesta hora de necessidade. Bem precisamos de apoios.”
Gebor: – “Apoios assim poderão não ser de confiança…”

Avandreolina pensava para si quem seriam estes “forasteiros”.
Entretanto um aldeão puxou-a para fora da estalagem. Seguiram juntos para uma taverna nas docas. Belta estava a conversar com o dono. Avandreolina olhou fixamente para ele. Ele olhou para ela.
Os aldeões na taverna bebiam cerveja e cidra. As jovens da taverna riam e circundavam-nos na esperança de obter lucro fácil.
O aldeão que a puxara pedira várias cervejas ao dono da taverna e oferecera-lhe uma. Avandreolina bebeu a cerveja de um trago só. Belta comentou:
Belta: – “Se começares assim a noite acabará cedo…”
Avandreolina: – “A noite ainda é uma criança!”
Avandreolina aprendera facilmente os trejeitos masculinos. Ria e praguejava como o mais purista dos marinheiros. Belta ria também, e dançava com as jovens ao som de um trovador invisível. Avandreolina sentia saudades dele.
Já não passava tanto tempo com Belta desde que construiu a sua quinta na aldeia. Desde que Belta começara as suas viagens de mercadoria que pouco tempo passavam juntos. Tiveram ali a oportunidade de rir juntos durante largas horas.
Chegou mesmo a desejar que o dia seguinte não viesse.
Avandreolina não reparara que com tanta cerveja a sua “barba” se desprendia da cuidadosa colocação sobre a sua face. De repente entra na taverna um dos cavaleiros da capital. Belta ficou alarmado com a sua presença e rapidamente aproximou-se de Avandreolina.
Ela estava um pouco estonteada. Belta saiu com ela discretamente por uma porta da taverna para as traseiras. Apoiando um braço dela sobre as costas deslocava-se para a estalagem. Avandreolina nunca tinha reparado nos pormenores da face de Belta.
Parecia-lhe um ser perfeito. Chegados à estalagem Belta entrou num quarto e ajudou-a a sentar-se numa das camas. Avandreolina não queria separar-se de Belta. Puxou o seu braço longo e atirou-o para a sua cama.
Nunca tinha sentido tal desejo, queria apenas cobri-lo de beijos.
Belta: – “Estás bem?”
Avandreolina: – “Nunca estive melhor!”

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Aquarius,
Daniel

Defende o teu forte

O forte,

fort-01

Estamos a planear em breve fazer mais uma actualização ao nosso jogo, The West, com esta nova versão será introduzido um novo método de batalha entre cidades através de Fortes, mas passemos ao que interessa – as informações detalhadas sobre o forte.

O conceito,

O mapa passará a ter novos locais onde as cidades poderão construir fortes, cada forte irá trazer vantagens especificas às cidades. Porém as outras cidades poderão atacar os fortes já construídos, resultando numa grande batalha na qual a cidade vencedora ficará com o forte.

 

Assim, The West, irá ter uma evolução drástica na sua jogabilidade e no divertimento da comunidade tornado ainda mais interessante o espírito de equipa de cada cidade.

Ricardo, pela equipa de suporte