Arquivo de etiquetas: porta

1 mês no Mundo 2…

A 04/04/08 abre o Mundo 2…mundo conhecido por ser rápido. Aqui tudo evolui depressa, desde edifícios, tropas, guerras…mas como será que se porta este mundo num mês de férias? Será que tudo pára? Ou será que existe acção e conquistas?

 

O objectivo deste artigo é precisamente apresentar a evolução do mundo 2 durante o mês de Agosto.

 

No mapa que se segue poderão visualizar o estado do mundo 2 a 31 de Julho e a sua evolução até ao dia 31 de Agosto.

 

Como se pode constatar, durante o mês de Agosto, a PAX conseguiu ganhar terreno não só à WW*RIP como também à Fim. Esse avanço é mais notório na zona sul do mundo. Uma questão que se coloca é, se de facto esse avanço é assim tão significativo dada a dimensão da Família PAX face às restantes tribos…

 

Tudo aponta para que o vencedor deste Mundo seja de facto a Família PAX, mas quando irá isso acontecer? Será que irá mesmo acontecer? Ou haverão mudanças? Quantos meses faltarão para o fim deste mundo?

 

Estas são algumas das perguntas que serão respondidas ao longo do tempo…

 

Afinal parece que no Mundo 2 não há férias, nem para as tropas…este mundo de facto é um mundo em constante evolução.

 

Espero que tenham gostado.

 

A História de Avandreolina – Episódio 3

Avandreolina queria gritar… mas não podia deixar que o seu disfarce fosse descoberto.
Gebor estava ofegante. A idade pesava sobre os seus ombros largos e a cota de malha parecia mais pesada que o normal. Sentou-se ao pé de um poço que estava posicionado ao pé de um celeiro a arder. Ninguém parecia preocupado por tal fogo.
Os restantes cavaleiros da capital pegavam no corpo de Trog e dirigiram-se para fora da aldeia para lhe dar uma morada mais condigna.
Parecia ter passado horas até que o resto do grupo chegou à aldeia com o aldeão ferido.
O porta voz dos cavaleiros estava lívido. Não conseguia pronunciar uma palavra. Belta e os companheiros olhavam para a cena mudos.

Gebor tomou a palavra:
Gebor: – Temos que partir imediamente. A aldeia foi atacada pelos Jurgos. O general tem que saber de tal traição.
Porta voz: – Como? Jurgos? Tendes a certeza?
Gebor: – Sim. Consegui retirar o elmo de um dos cavaleiros. Trazia na face a marca dos Jurgos.
Avandreolina: – Quem são os Jurgos?
Porta voz: – Aliados do Nordeste
Gebor: – Ex-aliados…
Belta: – Os Jurgos nunca foram aliados deste reino.
Porta voz: – Sempre tivémos um inimigo comum e tínhamos um pacto de não agressão!
Belta: – Quantos Jurgos morreram a proteger este reino?… NEM UM! – Gritou
Avandreolina parecia não reconhecer Belta. Nunca o vira tão irado.
Gebor: – Tínhamos um pacto para combater juntos a Tríade… é passado. Perante tal agressão não podemos ficar aqui. Com certeza que os cavaleiros negros vão avisar os seus companheiros. Temos que sair daqui o quanto antes. Temos que chegar à capital!

O porta voz dirigiu-se a Avandreolina, sem sequer reparar na criança que se escondia atrás dela.
Porta voz: – Devolva-me a montada!
Avandreolina: – Perdoe-me… as circunstâncias assim o exigiam!
Porta voz: – Se estivéssemos na capital poderia acusá-lo de roubo! Para uma próxima mostre maior apreço pelas suas mãos.

Avandreolina largou a rédea do cavalo e entregou-a ao porta voz. Pegou na criança e colocou-a em cima do seu cavalo, trazido por Belta. Dirigiu-se ao ferreiro da aldeia procurando ferraduras para o seu cavalo.
O ferreiro estava completamente devastado. Tudo estava espalhado pelo chão e o lume do ferreiro estava já frio. Avandreolina encontrou as ferraduras que precisava e próximo delas uma pequena caixa metálica.
Lá fora Gebor chamava por todos pelo que colocou a pequena caixa numa saca que trazia à cinta e correu para junto dos outros.

Belta acalmava a pequena criança e levava no seu cavalo o homem ferido. O grupo pôs-se a cavalo e dirigiu-se para o planalto que antecedia a montanha mais alta do reino…

———

Na capital todos os cidadãos estavam atarefados. No mercado ouviam-se gritos em várias línguas e os mercadores galanteavam as senhoras com promessas de uma vida exótica se comprassem os seus produtos; nas ruas circulavam várias carroças carregadas de alimentos, armas e tecidos sem cuidado com os míudos que corriam pela cidade; o porto fedia a peixe e era o recanto de um jovem franzino que, sentado no cais, olhava o pôr do sol ao longe imaginando um mundo de aventuras sem fim.
No castelo a azáfama e nervosismo eram notórios em todos. Corriam criadas de um lado para o outro corrigindo os meninos que não paravam quietos; na cozinha preparava-se um grande banquete e o chefe da cozinha tinha constantemente que corrigir aquele maldito miúdo que não sabia cortar batatas; as aias e as senhoras comentavam entre si frases sem sentido, “será que são iguais?”, “quantos virão?”, “ouvi dizer que o seu sangue não era vermelho”; o rei estava reunido com uma dúzia dos seus conselheiros que lhe davam pormenores acerca do que se iria passar; o rei roía as unhas nervoso escutando com atenção e receio de perder algum pormenor importante.
Conselheiro 1: – “É importante que não se façam comentários sobre o seu exotismo…”
Conselheiro 2: – “Temos que mostrar que aliarem-se a nós é a sua melhor escolha”
Conselheiro 1: – “É preciso arranjar um local conveniente para os seus aposentos”
Conselheiro 3: – “Quando chegarão os esquadrões reais?”
Conselheiro 4: – “Devem estar a chegar”
Conselheiro 2: – “Não tenha receio de mostrar altivez”
Conselheiro 1: – “As mulheres usam uns trajes muito diferentes…”
Conselheiro 3: – “Assim vão chegar atrasados!”
Conselheiro 1: – “… mas não se podem olhar nos olhos…”
Conselheiro 4: – “Vão chegar quando for preciso”
Conselheiro 2: – “Eles sabem reconhecer o poder quando o vêm”
Conselheiro 1: – “… nem nos tornozelos!”

De repente abre-se uma porta do salão real. Um velho criado anuncia:
Criado: – “Vossa alteza, chegaram os convidados!”
Rei: – “Mandai-os entrar!”
Criado: – “Sim, vossa alteza.”

As portas do salão abiram-se de par em par deixando entrar um leve cheiro a incenso.
Um homem alto e musculoso entra à frente com um turbante que parecia não caber na sua enorme cabeça. Atrás dele entram várias mulheres de véus roxos, lilázes, azuis e verdes.
O salão enche-se de cores e música. Ouvem-se instrumentos de cordas e sopro a aproximar-se. Entra de repente um grupo de 8 homens, cercados por aquilo que pareciam ser claramente soldados, que trazem nos ombros uma liteira.
Os soldados pousam as suas cimitarras no chão. os homens pousam a liteira no meio do salão e a música que provém de fora pára.

Da liteira sai um homem de pele escura, com um turbante branco carregado de jóias de muitas cores. Os conselheiros do rei estão boquiabertos.
O homem toma a palavra:
Naren: – “Boa noite bom rei, cheguei em má altura?”

—–

Coloquem comentários em:

http://forum.tribos.com.pt/showthread.php?t=31568

Aquarius,
Daniel