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O mosquito irritante…

Uma vez que se iniciou um novo ciclo de sátiras e maus dizeres porquê parar? Eu também não vejo motivo para tal e assim dedico-me a mais uma leve “diarreia mental”.

Há momentos em que a única coisa que estamos à procura é de um pouco de paz e sossego e surge sempre uma ou mais personagens que nos tiram do sério.

Naquela fúria do momento salta um rol de questões como:

–       Oh amiguinho, não tens mais nada para fazer?

–       Já vi gajos a pedir moedas que são menos chatos!

–       Deus é gaja e está naquela altura do mês para te mandar para estas bandas?

–       Por amor de deus, digam-me que depois de teres aprendido a falar fecharam a tampa de saneamento!

Entre muitas outras frases de mau gosto, com mais ou menos piada.

Mas há medida que os lentos segundos vão passando, fico com a sensação de que a presença do objecto irritante deixa de ser perceptível e faz-me lembrar as calmas noites de verão, cheias de calor… e, sem mais nem menos, começa aquele zumbido irritante do mosquito.

E é neste momento que chega a minha epifania – “oh praga! Eu se fosse a ti bazava daqui enquanto ainda vais a tempo!”

Claramente os mosquitos são irritantes e dão umas “trincas” chatas aqui e acolá… contudo, como quase tudo na vida, tais parasitas persistem apenas enquanto há paciência. E se eles fossem inteligentes compreendiam que o melhor que têm a fazer é dar uma breve trinca e fugirem antes de esgotarem a paciência das pessoas.

Afinal de contas, devemos de dar um pequeno espaço de manobra a essas criaturas… considerando a quantidade de amigos, colegas e familiares que esborrachamos contra o para-brisas na autoestrada…

Condolências,
Advogado do Diabo

Desculpa, tens razão…

Não consigo deixar de pensar na musiquinha da Tracey Chapman, que depois foi adaptada por umas bandas pop, quando penso neste assunto – Ela dizia “Pedir desculpa parece ser a coisa mais difícil” (traduzido e adaptado). Hoje trago este assunto, porque tive de pedir o perdão a alguém me próximo por uma situação ridícula.

sorryEntão sobre o pedir desculpa, será mesmo a coisa mais difícil? Acho que não é… As pessoas pedem desculpas a torto e a direito, o pedido de desculpa muitas vezes é utilizado como forma de dizer vamos falar sobre outro assunto!? Sendo tantas vezes falso e não sentido.

Apesar de Anjo, tenho consciência de algumas coisas que todos fazemos e não devíamos, mas sofremos da divina imperfeição humana que nos torna a todos tão especiais.

Acho a parte difícil em pedir o perdão de outra pessoa é a conjunção de “desculpa, tens razão…” – o assumir que a outra parte tem razões fortes para estar chateada e quando é alguém de importante torna tudo diferente, pois falhamos para com uma pessoa que temos em estima e só por isso estamos em falha com nós próprios.

O assumir o erro nesta fase é um passo para a se redimir, mas como dizem os ingleses “sorry doesn’t put humpty dumpty back toghether”. O pedido de desculpas é um acto de submissão à merece da outra pessoa e seus caprichos, o único problema nesta situação é que há dois possíveis cenários de resultado: uma subavaliação do problema (e não nos sentimos castigados e fica o sentimento da divida), a sobreavaliação (neste caso resulta na típica expressão “já te pedi desculpas que mais queres”) e ainda a medida justa (isto é tão raro que nem contei).

Dizem que perdoar é divino e errar é humano, eu compreendo o sentido destas premissas na extensão que é difícil para quem é o lesado encontrar a medida justa de exprimir a “sua dor” na medida certa, mas as pessoas pecam para com as outras pessoas.

O problema dos pecados não são eles acontecerem é impedir que estes tornem-se o princípio de outros e gerem um conflito de maior proporção ou que este perpetuem na sua ocorrência.

Dedicatória: desculpa ter adormecido e ter-te dado uma grande seca.

De asas fechadas,
O anjo da guarda

Relações de Maio a Setembro…

Ao ler alguns dos comentários do artigo anterior deparei-me com algo que já em certo aspecto fez parte da minha vida e complicado de se lidar…

Com toda a certeza isto toca em dois aspecto complicados de qualquer relação que (ainda) não existe… a diferença de idades e o receio da tampa.

Sobre a idade, tenho a dizer que isso é indiferente, como o nome do artigo se apelida Maio a Setembro serve para catacterizar relações com diferenças de idade até aos 10 anos, ora Maio a  Dezembro já são para diferenças de mais de 10 anos e até aos 20 de diferença.

Como disse logo no inicio, considero que a idade é um factor irrelevante (desde que não haja uma ilegalidade) a determinar se uma relação deve ou não existir. Existem vários casos “mediáticos” de relações que funcionam com grandes disparidades de idades, veja-se: Demi More, ou Michael Douglas…

Quem é que ainda não passou por momentos parecidos como estes?
Gostar de alguém que é mais velho e que sabes que não tens hipótese, mas querer na mesma ela…que difícil…

Eu ainda ando na escola e ter que levar com ela todos (ou quase todos) os dias…não é propriamente bom.
Apesar de o que o que disseram não ter experimentado, mas este de haver esta “barreira” é muito má.No caso descrito é um namorado que anda ai cmg para alem disso é a idade,por acaso ela tem namorado, e não sou capaz de lhe dizer que gosto dela apesar de saber que vou levar uma tampa

Não sei se isto será spam, apenas quis partilhar a experiência.

(comentário de um jogador)

Porém as relações com grandes diferenças de idades são não só o desafio visual para a sociedade como é um grande desafio para o casal. Com a diferença de idades e quanto mais acentuada maior será (possivelmente) os presentes objectivos de vida, um dos tais pode ser casamento e filhos (para quem os quer). É aqui que acima de tudo é preciso uma grande maturidade do casal, em encontrar uma forma de por as coisas em andamento.

O desafio social é outro grande obstáculo,  esqueçam lá os desconhecidos no meio da rua… esses pouco ou nada interferem, a verdadeira dificuldade está na convivência com os amigos das respectivas metades do casal. A cada qual deve caber um grupo de amigos mais próximos, que na sua generalidade devem ser da mesma idade do seu amigo e assim criar mais um “gap”.

Relações com disparidades de idades funcionam, mesmo que a minha experiência tenha sido um tiro ao lado. O que é certo é que estas relações exigem mais esforço que as relações ditas “normais”.

No caso referido, idade e cão de guarda… bem, a falar por mim isso ainda me fascinava mais… mas temos de ver que qualquer tampa é tramada para o ego de qualquer pessoa (mas isso fica para um próximo artigo).

Então sem estragar o próximo artigo,  mesmo sem que uma pessoa se envolva fisicamente com alguém a atracção metafisica é algo deveras poderoso sobre o nosso frágil estado psicológico. É possível que uma pessoa tenha que passar por um luto emocional mesmo sem nunca ter saído com a cara-metade.

O que fazer em tal caso? Existem 2 caminhos, o de fazer algo ou continuar nos bastidores… eu pessoalmente sou a favor do fazer algo. Ficar nos bastidores é apenas alimentar o crescimento de um sentimento que ficará sempre na duvida e sem saber o que irá acontecer (o que mais provavelmente é nada)…

Como nunca fui pessoa de acreditar no fatalismo do destino, pelo contrario sou firme crente que cada qual faz por aquilo que tem, sempre abordei os meus problemas de frente… Se der deu, se não der… oh bolas, está na altura de lamber as feridas…

Existem milhares de pessoas no mundo, com as quais cada um se cruza todos os dias apenas por sair de casa ou por ligar o computador. Se uma tentativa falhar, acredita há mais pessoas no mundo e (estaticamente falando) melhores!  por isso uma tampa até pode ser algo de bom! custa certo, mas quem sabe se não será pelo melhor? Uma coisa é certa, quanto mais cedo se tenta mais fácil e rápida será a recuperação…

Pelo outro lado, imagina que até funciona… os dois até tem tudo para ir longe e uma excelente técnica de engate!? Maravilhoso? Sim, se como disse anterior ambos tiverem os pés bem firmes no chão para se comprometerem a fazer o tal esforço extra para por as coisas sobre rodas.

Honestamente, desejo-vos um bom desfecho e lembra-te há dois tipos de pessoas no mundo, os que fazem por aquilo que querem e o resto.

Santificado Advogado do Diabo 🙂

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