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Jantar de Natal das Equipas ’12

Mais um ano, mais um especial jantar de Natal da equipa. Desta vez em Braga e, como não poderiam faltar, com as habituais peripécias de quem se estreia, ou não…

Como uma verdadeira equipa, todos queremos partilhar com as comunidades como foi para cada um este jantar “icónico”.

EnteiRocks começa por valorizar a interação pessoal de todos os membros da equipa, é nestes momentos que nos podemos conhecer um pouquinho melhor.

Já que passamos tantas horas a trabalhar virados para um ecrã, nada melhor que podermos sempre fazer corresponder uma voz/um texto a uma cara sorridente.

O evento começa sempre por quem vem de mais longe…

krislete viajou durante 6 horas para se reencontrar com a equipa, mas antes ainda teve de preparar a logística para visitar Braga.

Para grande sorte do euu17…

Finalmente aqui perto! E para começar bem a tarde iniciámos o encontro com o pessoal pelo Colinatrum.

Ricardofr chegou algumas horas mais cedo para se sentir turista, “para tirar umas fotografias, dada a riqueza do centro histórico”. Mais tarde encontrou-se com o Ricardo, “a conversa, como sempre, foi boa e sobre os mais variados assuntos”.

Aos poucos iam chegando outros membros da equipa. EnteiRocks, euu17, luisphilipus, Galrito…

Bebe-se um café para aquecer e coloca-se a conversa em dia à espera dos restantes elementos da equipa e a ver se o tempo passa depressa e se chega a hora de ir para o restaurante jantar.

luisphillipus

A nossa estreante nestas andanças dos encontros da equipa, goofynas, “como de praxe, andou perdida algures em Braga até que alguém a fosse orientar”, conta Ricardofr.

Não se livrou da necessidade de ligar a alguém a pedir indicações.

Ao chegar a uma rotunda que apontava para Ponte de Lima, pareceu-me que seria melhor pedir ajuda. Depois de uma conversa em que descrevi todos os edifícios num raio de 500 metros, foi-me dito “espera aí que eu vou buscar-te”. E é sempre desafiante conhecer alguém por: “Sou eu num carro branco, grande, aqui no meio da rotunda, com os quatro piscas ligados”.

goofynas

Quando chegou goofynas pensou: “Porque raio estão sentados na esplanada com este frio de rachar???”. E ainda não sabe se os primeiros minutos de silêncio foram pela timidez ou pela hipotermia…

Apesar do céu limpo, estava um frio de rachar. Veio então mais uma rodada de cafés para aquecer, enquanto aguardávamos pelos restantes.

Ricardofr

“Simpática e bem-disposta, foi bom conhecê-la”, conta Ricardofr.

Como as horas de conversa no Skype são muitas, ela já nos conseguia tirar a pinta e ia dizendo os nossos nomes/’nicks’enquanto a cumprimentávamos.

Ricardofr

E um pouco mais tarde chegou fersal, “um ‘rapaz’ com um sorriso fácil”, diz goofynas.

goofynas ainda tentou criar um ambiente de suspense e considerou fazer uma surpresa, mas deve-se ter arrependido quando pensou “o lugar reservado para mim seria no passeio?”.

No entanto, depois de inquéritos aos locais, fiquei a saber que havia uma sucursal de um restaurante de ‘fast food’ nas imediações.

goofynas

Para além do lugar no passeio, poderia ter corrido pior…

Ao entrar na autoestrada, ocorreu-me que me tinha esquecido de algo importantissímo: a prenda para as trocas. Na estação de serviço, depois de vasculhar desesperadamente o carro à procura de algo que pusesse ser oferecido, resignei-me a gastar dinheiro em algo estupidamente caro. Depois de inspecionar com curiosidade as chaves de velas e as garrafas de água destilada, cheguei à conclusão que não havia ali nada que pudesse servir para a troca de prendas. Não me restava mais nada senão lamentar a minha sorte à senhora da estação de serviço, que compadecida se ofereceu para me vender uma prenda que ia levar ao seu filho. Assunto resolvido.

goofynas

Mas não foi a única a lembrar-se tarde do presente…

Apesar de tentar organizar o melhor possível, ao chegar ao restaurante, apercebi-me que faltava algo… Faltava o presente de Natal!!! Era já tarde demais, iria ter que ficar de fora da famosa troca de prendas… Mesmo assim, não era propriamente preocupante, o evento era mais que especial.

krislete

E também o euu17, mas não foi tão grave.

Mais uma vez, eu, sempre o mesmo esquecido, ainda tive de ir buscar a minha [prenda] ao carro. Uma vez todos no café, excepto o Me God que já estava no restaurante e a Larkin que ainda não tinha chegado, partimos todos para o restaurante, exceto eu, devido ao luisphilipus ter dado sinais de luzes a dizer que estávamos todos quando faltava eu… Como é claro lá tive eu de ligar para o Ricardo para me indicar o caminho pois eu andava lá as voltinhas e não saia do mesmo sítio.

euu17

E no restaurante já os esperava Me God.

Me God, a caminho e olhando para as horas, viu que já estava atrasado, contudo, assim que chega ao restaurante ainda ninguém tinha chegado…

Entretanto começam então a chegar o resto das pessoas, a mesa começa a ganhar forma, cor e movimento, um ambiente bem acolhedor devo dizer. Antes do jantar e como habitualmente, todos entregam a prenda que trouxeram para, no final, se realizar a consagrada troca de prendas. O jantar inicia sempre com algumas risadas e brincadeiras pelo meio. Nas entradas foram colocados na mesa pratos com cogumelos e um pouco de alheira por cima, bem, estava extremamente delicioso.

Me God

Depois de nos rearranjarmos numas mesas colocadas numa configuração estranha, entrou a Larkin, com um embrulho que suspeitamente parecia um bacalhau…

goofynas

Uma vez que cheguei já se encontrava la todo o pessoal e finalmente conheci o Me God.

euu17

O jantar pode dizer-se que foi no mínimo estranho, além de uma timidez inicial, os empregados pareciam demasiado solícitos a recolher os pratos antes de os convivas terem acabado de comer. Alguns de nós já tinham o bacalhau à frente enquanto outros ainda comiam as entradas de melão (verdissímo) com presunto.

goofynas

Jantamos… a correr, pois o restaurante fechava às 23h (situação que apenas reparamos depois de alguma reclamação que vinha da cozinha e do vigilante de serviço começar a rondar muitas vezes o restaurante).

luisphilipus

Batemos o recorde de comer numa hora.

goofynas

O jantar estava bom, comi tudo o que havia para comer – ok, deixei os caroços das azeitonas no prato.

EnteiRocks

Apesar da pressa tirámos algumas fotos e “ainda nos deixaram fazer a troca de prendas e a tal prenda que tanta expectativa causou… não era um bacalhau”, conta goofynas.

Chega então a hora da troca de prendas, divertida como sempre.

Galrito prefere contar como procedemos ao sorteio:

Tal como no jantar de natal do ano passado, houve novamente a tradicional troca de presentes. O sorteio das prendas aconteceu da seguinte forma: foram escritos os nomes dos membros da equipa e acompanhantes presentes no jantar em vários papelinhos e colocados num saco; escolhia-se um presente e ia-se ao saco procurar pelo sortudo.

Apesar da alegria ao descobrir qual o presente que lhe calhou, o EnteiRocks relembra algo em falta…

Considero que fui um felizardo com a prenda de Natal que me saiu na rifa – nada melhor que um ‘suporte de caneta’! Foi interessante e com ambiente descontraído e acolhedor. A mim fica-me apenas uma mágoa – o Galrito não pagou o jantar a toda a equipa (o prometido é devido)!

EnteiRocks

Eu recebi uma caixa de chocolates Belga e logo no primeiro olhar que trocamos, senti que ela não ia chegar inteira a casa.

Ricardofr

E parece que não chegou mesmo.

O jantar correu bem, apesar do mau comportamento do Me God, e foi-lhe prometido um castigo. Chegado o momento para a troca de prendas, a última prenda sorteada era a do Me God e a quem faltava entregar a prenda? Por ironia, ao Me God! A oportunidade de aplicar o castigo surgiu – acaso, destino, intervenção divina, …quem sabe? – o Me God ficou sem prenda. E de repente, não sei como, essa prenda veio parar às minhas mãos e diversas pessoas insistiram que eu ficasse com ela e a abrisse. Talvez o meu comportamento este ano tenha sido exemplar… O:-)

krislete

Mas, apesar disso, Me God não ficou realmente sem prenda: “A melhor prenda que recebi: um fantástico jantar na companhia de bons amigos.”.

Quanto à prenda da goofynas, bem… parece que provocou alguns conflitos: “Já sei resolver o cubo mágico, apesar daquele já se ter partido todo e juro que não foi consequência de o mandar contra a parede.”

A continuação do convívio teve de se deslocar, uma vez mais.

No fim do jantar, fomos a um bar localizado no Bom Jesus de Braga.

Enquanto se decidia quem levava carro e quem não levava, ainda houve tempo para dar uns toques na bola e até ficou prometido um jogo de futebol num próximo encontro.

Ricardofr

A localização do bar proporcionou a seguinte conversa num automóvel:

Interveniente 1: “Aonde vamos?”
Interveniente 2 “Ao Bom Jesus.”
Interveniente 1: “O que é o bom Jesus?”
Interveniente 3: “Uma igreja.”
Interveniente 1: “Que raios vamos fazer a uma igreja a esta hora???”

Todos: “Rezar!”

O bar estava concorrido e apesar de sermos avisados que não havia onde sentar, feitos valentes entrámos na mesma. Depois de escolhido o local estratégico (no meio do caminho), estudámos maneiras de intimidar os outros patronos a vagar as mesas e, obviamente, as cadeiras.

goofynas

Nada de mesas disponíveis… e como tal toca a ficar de pé junto ao bar, que a seguir aos lugares sentados é o melhor local para se estar.

Depois disto, foi-se conversando, quebrando o gelo, não de vergonha, mas mesmo pelo frio que se fazia sentir, bebendo mais um pouco, descontrair e fazendo “pressão” para que quem estava nas mesas se decidisse levantar para nos podermos sentar e continuar a noite mais descansados e confortáveis. Isso aconteceu cerca de 40 minutos depois de já estarmos no bar e lá fomos nós… nesta altura já o InKSane tinha chegado junto da equipa.

luisphilipus

Quando finalmente conseguimos lugar, já se encontrava connosco o InKSane. Após um momento de conversa de cerimónia, resolvemos investigar as prendas de cada um. Depois de o Galrito dizer por umas 10 vezes “Vamos?” lá decidimos fazer-lhe a vontade e jogar com ele.

Primeiro ponto a reter: O Galrito inventa regras à medida que chega à vez dele. Segundo ponto a reter: O resto da equipa aceita as regras cada vez mais estranhas do Galrito. Terceiro Ponto a reter: Quando a Larkin se junta ao jogo, lêem-se as regras.

goofynas

Na sua fase inicial, e segundo rezam as críticas, o Galrito era o “Leis”. Aquele que dizia que se jogava assim ou fazia aquilo de certa forma… “Eu já joguei e sei que é assim”. Com a entrada em cena da Larkin, Galrito percebeu que teria de ler as regras outra vez e então começou a jogar-se de forma normal.

luisphilipus

Passou-se um bom bocado entre algumas pérolas:
– Qual é a cor?
– Azul.
– Mas nem olhaste para a carta, pois não?
– Ela não precisa de olhar, sempre que perguntas qual é a cor ela responde sempre: AZUL!

goofynas

No final de tudo, ao Me God a noite até que não lhe correu assim tão mal…

Quando chego ao carro para voltar para casa reparo que está uma carteira em cima do tejadilho e de quem era? Bem… foi um alívio e um “facepalm” ao mesmo tempo, porque a carteira era minha, ou seja, ficou cerca de três horas em cima do carro sem que alguém reparasse ou a levasse. Distração é, de facto, uma das minhas virtudes…

E algumas considerações finais dos participantes do evento.

Mais um bom encontro, repleto de boa disposição e bons amigos. A repetir certamente em 2013.

Ricardofr

Este dia é um daqueles dias que pessoalmente adoro passar, na companhia de bons Amigos. E assim foi, mais um pequeno grande convívio anual e espero que se repita por muitos e longos anos.

Me God

Foi um encontro agradável, as pessoas são exactamente como se portam no grupo. Algumas com mais à vontade que outras pela experiência já nos encontros.

goofynas

Em suma, foi um serão bem passado juntamente com os elementos da equipa e que serviu para fortalecer laços entre todos os elementos presentes.

luisphilipus

Larkin e krislete

A equipa solutions.pt deseja a todos um Feliz Natal e um ótimo ano 2013, com muito sucesso!

A viagem medieval’ 12

                    

11 de agosto. Mais um encontro das equipas de suporte portuguesas do Tribos, The West e Grepolis na Feira Medieval em Santa Maria da Feira.

Como amantes da Era Medieval, não poderíamos deixar de comparecer a tal evento.

O ponto de encontro foi, para começar bem, na taberna, mesmo em frente ao castelo da rainha D. Dulce. Boa conversa e boa disposição não faltaram até porque, mesmo a falar de crise, arranjamos sempre motivo para dar umas gargalhadas.

O castelo de Santa Maria, construído antes da fundação da nossa nacionalidade, vai dar origem a uma nova povoação: a Feira. É o centro administrativo e militar da Terra de Santa Maria, passando, a partir de 1188, a ser o reduto e abrigo das senhoras da Casa Real. D. Sancho I coloca à disposição da rainha D. Dulce e de suas filhas este Castelo, para o utilizarem como entenderem, assim como todos os rendimentos desta Terra.

Como sempre, gostamos de estar no centro da ação, mas desta vez estávamos “mesmo no centro” de onde decorreria uma batalha em frente ao castelo, e pediram-nos para sair do palco dos artistas – mal conheciam a nossa experiência em territórios hostis…

A peça retratava duas hostes de fações rivais – cruzados e mouros – que se encontram na terra de ninguém. Surgiram alguns membros do Clero que ouviram as provocações e os gritos de guerra. Havia vencedores e vencidos. Estava feito o juízo de Deus!

ARRAIAL DOS CRUZADOS
Os Cruzados, convocados para a Terra Santa, vindos do norte da Europa, passavam ao largo da península hispânica. Também a braços com os infiéis, eram algumas vezes chamados a participar nos ataques e ações militares perpetrados pelos reis cristãos na conquista das possessões mouras.
Estas expedições, chegando a terra, montavam arraiais, acampando perto da fortaleza ou do castelo que pretendiam tomar. Montavam as tendas e todos os apetrechos necessários à sobrevivência do dia-a-dia, para um largo período de tempo.

No final da peça, tirámos uma fotografia com os soldados – que conheciam o Tribos e logo se notou…, eram soldados corajosos! – e mostrámos que somos guerreiros mesmo fora do mundo virtual!

Depois da fotografia e de umas facadas nas costas conseguimos sair do local, devido à nossa experiência estratégica, vivos.

Rumo a território desconhecido, procurávamos o local onde iríamos jantar.
Durante o passeio, o coadministrador EnteiRocks ainda tentou comprar um sabre, mas o vendedor só aceitava euros e, como sabem, nós compramos tudo com recursos (ferro, madeira, argila, pedra…), TUP’s ou dinheiro (daquele que não agrada fora do velho Oeste), e nem com Premium conseguimos!

Entre as várias possibilidades, decidimos ir jantar umas francesinhas.

Voltámos à conversa enquanto aguardávamos mesa para jantar, acompanhados dos jogos olímpicos e os seus comentários de “bancada” – a brilhante vitória do Brasil sobre as arquirrivais dos EUA, no voleibol; o ouro de Chicherova, a única a saltar os 2,05m; a estonteante estafeta 4x400m feminina dos EUA; e, o incrível recorde do mundo do quarteto da Jamaica nos 4x100m – e, como é claro, da boa cerveja.

Depois do jantar, um novo passeio pela Feira Medieval, nova peça. Desta vez, a investida.

Prosseguindo a conquista do território, el-rei D. Sancho tem o apoio de várias famílias da alta nobreza. Estes cavaleiros, reunindo os seus homens de armas, e juntando-se às hostes d’el-rei, partem para o sul do território, onde se encontra o baluarte mouro. Aí chegando, montam arraiais em campo aberto e preparam-se para os possíveis ataques-surpresa, investidas fortuitas com o propósito de enfraquecer o inimigo.

Batalhas, infantaria e cavaleiros, flechas em chamas e tendas incendiadas… Tudo o que um amante desta Era marcante gosta de ver.

A ATALAIA
Uma atalaia (torre) tinha como função principal avistar e depois alertar as populações da sua proximidade, para qualquer investida realizada pelo inimigo. Localizava-se sempre perto de locais de passagem: vias, pontes, portos secos ou outros lugares estratégicos onde também poderiam existir outras fortificações de maior dimensão, estando esta sempre na dianteira da defesa e alerta dessas populações.

No fim do espetáculo, e apesar da confusão, conseguimos chegar aos nossos cavalos e regressar aos nossos povoados.

Um encontro a repetir certamente em 2013!

Obrigado a todos,
Ricardofr